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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Troféu Ramón de Carranza



O Troféu Ramón de Carranza é um tradicional torneio disputado entre clubes de futebol, na cidade de Cádiz, na Espanha, desde 1955. Confira todos os campeões:

1955 - Sevilla (ESP)
1956 - Sevilla (ESP)
1957 - Sevilla (ESP)
1958 - Real Madrid (ESP)
1959 - Real Madrid (ESP)
1960 - Real Madrid (ESP)
1961 - Barcelona (ESP)
1962 - Barcelona (ESP)
1963 - Benfica (POR)
1964 - Real Betis (ESP)
1965 - Real Zaragoza (ESP)
1966 - Real Madrid (ESP)
1967 - Valencia (ESP)
1968 - Atlético de Madrid (ESP)
1969 - Palmeiras (BRA)
1970 - Real Madrid (ESP)
1971 - Benfica (POR)
1972 - Athletic Bilbao (ESP)
1973 - Espanyol (ESP)
1974 - Palmeiras (BRA)
1975 - Palmeiras (BRA)
1976 - Atlético de Madrid (ESP)
1977 - Atlético de Madrid (ESP)
1978 - Atlético de Madrid (ESP)
1979 - Flamengo (BRA)
1980 - Flamengo (BRA)
1981 - Cádiz (ESP)
1982 - Real Madrid (ESP)
1983 - Cádiz (ESP)
1984 - Sporting Gijón (ESP)
1985 - Cádiz (ESP)
1986 - Cádiz (ESP)
1987 - Vasco da Gama (BRA)
1988 - Vasco da Gama (BRA)
1989 - Vasco da Gama (BRA)
1990 - Atlético Mineiro (BRA)
1991 - Atlético de Madrid (ESP)
1992 - São Paulo (BRA)
1993 - Cádiz (ESP)
1994 - Cádiz (ESP)
1995 - Atlético de Madrid (ESP)
1996 - Corinthians (BRA)
1997 - Atlético de Madrid (ESP)
1998 - Deportivo La Coruña (ESP)
1999 - Real Betis (ESP)
2000 - Real Betis (ESP)
2001 - Real Betis (ESP)
2002 - Mallorca (ESP)
2003 - Atlético de Madrid (ESP)
2004 - Sevilla (ESP)
2005 - Barcelona (ESP)
2006 - Cádiz (ESP)
2007 - Real Betis (ESP)
2008 - Sevilla (ESP)
2009 - Sevilla (ESP)
2010 - Espanyol (ESP)
2011 - Cádiz (ESP)
2012 - Nacional (POR)
2013 - Sevilla (ESP)

sábado, 28 de dezembro de 2013

O futebol está um saco!

Para os românticos, como eu, que amam o futebol na sua essência, o futebol está ficando cada vez pior. Seja dentro de campo como fora também, as coisas são bem diferentes de antigamente. Muitas coisas mudaram para melhor, é verdade. Outras, geralmente coisas ruins, estão como sempre foram. E a maior parte mudou para pior.

A seguir, uma lista das coisas que estão interferindo negativamente no futebol que sempre gostávamos de acompanhar:

- Proibição de bandeiras com mastro, sinalizadores, papel picado, faixas de protesto, instrumentos musicais, cerveja;

- Ingressos caros;

- Falta de segurança nos estádios;

- Bandidos nas arquibancadas;

- Punições ineficientes (jogos com portões fechados, jogos em lugares distantes, torcida única etc);

- Construção de "arenas", que custam milhões, mesmo por parte dos clubes que já têm bons estádios;

- O próprio termo "arena", para designar estádios modernos;

- Torcedores que acham que estádio de futebol é shopping center;

- Dirigentes corruptos e que não respeitam a história do clube, que muitas vezes levam o clube à falência, humilhando os torcedores e fazendo com que mergulhem no sofrimento;

- Empresários que estão tomando conta do futebol;

- Clubes nômades, que são vendidos à empresários que não respeitam a história nem a torcida da instituição;

- Clubes que mudam de nome, de escudo, de estádio, de cidade, porque viraram "clubes-empresas" ou porque possuem um dono que faz o que quiser com a instituição;

- Confederações nacionais que só querem ganhar dinheiro e não organizam o futebol do país (a CBF, por exemplo);

- Tapetão;

- Regulamentos patéticos;

- Desvalorização de competições tradicionais;

- Campeonatos sem graça, porque contam com uma minoria de clubes milionários, enquanto muitos clubes pequenos e tradicionais lutam para sobreviver;

- Clubes sem tradição que estão com dinheiro (que geralmente é conquistado de forma obscura) e desbancam os clubes tradicionais que não apelam para tais artimanhas;

- Clubes pequenos e de divisões inferiores que jogam apenas uma parte do ano e depois ficam inativos, devido ao calendário;

- Jogos em horários que não atendem à vontade do torcedor, apenas para atender à grade de programação da televisão (como é o caso do Brasil, em que a TV Globo marca jogos para às 22h, depois de suas novelas);

- Exclusividade de campeonatos e jogos de seleções (caso da Rede Globo, no Brasil);

- Muitos jornalistas esportivos que não têm opinião própria e falam com a voz do patrão;

- Publicidade em todos os cantos do campo, do estádio, na entrevista coletiva e em todas as partes do uniforme dos jogadores e funcionários do clube;

- Jogos de futebol, no Brasil, muito parados, com pouca emoção;

- Arbitragem horrível;

- Árbitros adicionais na linha de fundo que não servem para nada;

- Jogadores cai-cai;

- Jogadores violentos que ficam impunes;

- Jogadores com salários astronômicos, enquanto muitos não ganham nem um salário mínimo;

- Jogadores alienados que só querem saber de fama e dinheiro;

- Jogadores "popstars";

- Treinadores que recebem salários astronômicos;

- Empresários que fazem lobby e conseguem que seus jogadores sejam convocados para a seleção, ganhem fama e assim possam ser vendidos para grandes clubes do exterior;

- Times usando uniformes cada vez mais bizarros que não respeitam as cores do distintivo nem as do uniforme tradicional, mesmo os uniformes alternativos;

- Numeração das camisas dos jogadores que nunca vai de 1 à 11, como é o certo e como era antigamente.

- Produtos oficiais caríssimos e marginalização dos produtos falsificados;

- Ditadura da Fifa, que se acha dona do futebol;

- Ranking da Fifa que beneficia certas seleções;

- Naturalização de jogadores com a exclusiva intenção de atuar em determinada seleção nacional;

- Competições organizadas em países que não têm condições de recebê-las, apenas por interesse próprio dos organizadores e patrocinadores;

- Nações que não têm a menor tradição no esporte e por oferecerem milhões à jogadores, os contratam para seus clubes artificiais em ligas artificiais, bancadas por homens de negócios que querem apenas o lucro;

- O futebol virou um negócio, o que interessa é o lucro. Os únicos apaixonados pelo futebol são os torcedores de verdade, que são também os mais explorados com tudo isso que se tornou o futebol. O torcedor não é consultado nem informado sobre os gastos do seu clube, sobre as reformas, sobre as contratações, sobre os salários dos jogadores, sobre o preço dos ingressos.

Bem, essa é uma lista de muitas coisas erradas no futebol atual. Deve ter muitas coisas mais que eu esqueci de citar, mas é algo para refletir sobre o que está errado e como devemos mudar isso. Em resumo, o futebol profissional perdeu praticamente todo o seu romantismo.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Até quando?

Até quando vamos aturar essa Ditadura das arquibancadas?

Até quando os torcedores serão minados de seu direito universal de festejar nos estádios com suas bandeiras tremulando ao vento?

Até quando os cabos das bandeiras serão proibidos de entrar nos estádios por causa da incompetência da polícia?

Quando essas autoridades irão perceber que o cabo da bandeira não tem vida própria, que não é ele que briga nem violenta?

Pela volta das bandeiras de mastro nos estádios de São Paulo!

Pela descriminalização da cultura torcedora!



Documentário: Futebol de Causas

O regime ditatorial vigente em Portugal, estendeu-se durante grande parte do século XX. Coimbra, como grande pólo universitário, viveu momentos de grande tensão e inconformismo, nos quais o seu movimento académico de grande mobilização e agitação, acabaram por desencadear e espoletar socialmente o espírito da necessidade colectiva de fazer cair o regime. Um dos principais meios de divulgação e propaganda dos estudantes e dos ideais revolucionários e reivindicativos académicos residiu na sua equipa de futebol, a Associação Académica de Coimbra, como forma de fazer chegar a mensagem e consciencializar o maior número de pessoas. A Académica transformou-se numa bandeira viva da luta estudantil e deu voz ao acordar de um povo, sendo o seu 'toque a reunir'. Foi de resto com o luto académico, em plena 'crise de 69', que se viveu o ponto mais alto da posição de força estudantil com a presença da Académica na final da Taça de Portugal, na qual os jogadores, também eles estudantes e parte activa na militância da causa estudantil, aderiram ao projecto, tornando aquela final no Estádio Nacional no maior comício de sempre contra o regime. Este documentário pretende mostrar o movimento estudantil e crises académicas pelo ponto de vista dos jogadores da Académica e a forma como estes contribuíram e se envolveram na luta enquanto estudantes e Homens. As figuras centrais do documentário serão concomitantemente os dirigentes estudantis e os jogadores da década de 60, directamente envolvidos no processo.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Troféu Teresa Herrera



Um dos torneios de clubes mais prestigiados do mundo, o Troféu Teresa Herrera acontece desde 1946, na cidade de La Coruña, na Espanha. Confira a lista de campeões:

1946 - Sevilla (ESP)
1947 - Athletic Bilbao (ESP)
1948 - Barcelona (ESP)
1949 - Racing Paris (FRA)
1950 - Lazio (ITA)
1951 - Barcelona (ESP)
1952 - Valencia (ESP)
1953 - Real Madrid (ESP)
1954 - Sevilla (ESP)
1955 - Deportivo La Coruña (ESP)
1956 - Atlético de Madrid (ESP)
1957 - Vasco da Gama (BRA)
1958 - Nacional (URU)
1959 - Santos (BRA)
1960 - Sevilla (ESP)
1961 - Sporting Portugal (POR)
1962 - Deportivo La Coruña (ESP)
1963 - Monaco (FRA)
1964 - Deportivo La Coruña (ESP)
1965 - Atlético de Madrid (ESP)
1966 - Real Madrid (ESP)
1967 - Racing Ferrol (ESP)
1968 - Vitória de Setúbal (POR)
1969 - Deportivo La Coruña (ESP)
1970 - Ferencváros (HUN)
1971 - Estrela Vermelha (IUG)
1972 - Barcelona (ESP)
1973 - Atlético de Madrid (ESP)
1974 - Peñarol (URU)
1975 - Peñarol (URU)
1976 - Real Madrid (ESP)
1977 - Fluminense (BRA)
1978 - Real Madrid (ESP)
1979 - Real Madrid (ESP)
1980 - Real Madrid (ESP)
1981 - Dinamo de Kiev (URSS)
1982 - Dinamo de Kiev (URSS)
1983 - Athletic Bilbao (ESP)
1984 - Roma (ITA)
1985 - Atlético de Madrid (ESP)
1986 - Atlético de Madrid (ESP)
1987 - Benfica (POR)
1988 - PSV (HOL)
1989 - Bayern de Munique (ALE)
1990 - Barcelona (ESP)
1991 - Porto (POR)
1992 - São Paulo (BRA)
1993 - Barcelona (ESP)
1994 - Real Madrid (ESP)
1995 - Deportivo La Coruña (ESP)
1996 - Botafogo (BRA)
1997 - Deportivo La Coruña (ESP)
1998 - Deportivo La Coruña (ESP)
1999 - Celta de Vigo (ESP)
2000 - Deportivo La Coruña (ESP)
2001 - Deportivo La Coruña (ESP)
2002 - Deportivo La Coruña (ESP)
2003 - Deportivo La Coruña (ESP)
2004 - Deportivo La Coruña (ESP)
2005 - Deportivo La Coruña (ESP)
2006 - Deportivo La Coruña (ESP)
2007 - Deportivo La Coruña (ESP)
2008 - Deportivo La Coruña (ESP)
2009 - Atlético de Madrid (ESP)
2010 - Newcastle (ING)
2011 - Sevilla (ESP)
2012 - Deportivo La Coruña (ESP)
2013 - Real Madrid (ESP)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Documentário: The 16h Man

A história de Nelson Mandela e os Springboks, a seleção sul-africana de rugby.

(Documentário em inglês)


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Meio Século de Paixão pelo Basquete - vídeo documentário de homenagem a Hélio Rubens Garcia (2012)

"Meio Século de Paixão Pelo Basquete", uma homenagem ao trabalho do multicampeão Hélio Rubens Garcia é um vídeo documentário produzido pelo VIVO/Franca Basquetebol Clube para reverenciar o maior nome do basquetebol francano, colaborador de todos os títulos conquistados pela equipe de Franca participando como jogador ou técnico. Ex-jogadores da época de Hélio Rubens, atletas que foram treinados por ele, profissionais da imprensa esportiva, grandes nomes do basquetebol nacional, amigos e familiares contam histórias e relembram fatos marcantes da carreira de um dos mais vitoriosos esportistas brasileiros. 




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Documentário - História do Boxe: Um Negócio Sujo (em espanhol)

De Sugar Ray Robinson vs. Jake LaMotta à Cassius Clay (Muhammad Ali) vs. Sonny Liston, o documentário aborda as relações da máfia nos bastidores do esporte.




quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

E as bandeiras em SP, quando voltam?

Reproduzo parte do texto intitulado "Terra Proibida", do jornalista Flávio Gomes, publicado em 13 de outubro de 2011. Para acessar o conteúdo completo, clique aqui.

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(...)
Em 1995, elas foram proibidas. Aconteceu uma briga monumental num jogo de juniores entre Palmeiras e São Paulo no Pacaembu e um rapaz foi morto a pauladas.
Não foi um mastro de bandeira que matou o rapaz. O estádio estava em obras e os irresponsáveis do governo de SP (que cuida da PM) e da Prefeitura (dona do Pacaembu) não se tocaram que aquilo era um arsenal gratuito à disposição de duas torcidas rivais e violentas. Em jogo sem cobrança de ingresso entre esses dois times, colocar suas organizadas dentro de um estádio cheio de entulho e material de construção deveria levar todas as autoridades à cadeia.
Mas o que foi feito? Proibiram as bandeiras. Faz 16 anos.
Quem tem hoje menos de 20 nunca frequentou um estádio em SP com bandeiras. Os estádios de SP são de uma tristeza atroz. Tudo é proibido. É proibido pintar o rosto. É proibido levar cornetas e rádios de pilha. Instrumentos de sopro, das velhas bandinhas, não entram. O prefeito acabou com as barraquinhas com sanduíches de pernil. Cerveja não pode, também.
(...)
Frequento estádios há 40 anos. Nos últimos 20, para arredondar, as torcidas uniformizadas viraram gangues. Marcam brigas pela internet, se pegam nas estações de metrô e nos terminais de ônibus. Nunca ninguém morreu atingido por um bambu ou por um cano de PVC dentro de um estádio. Mas as bandeiras se transformaram nas grandes vilãs. Proibimo-las, e a paz reinará no futebol.
Não há briga dentro de estádio. Quem já sentou a bunda numa arquibancada sabe disso. As brigas acontecem fora, e são anunciadas, agendadas com dia, hora e local. Mas as autoridades de segurança, incompetentes e preguiçosas, se abstêm de evitar que ocorram. Não prendem ninguém, morrem de medo. Proíbem as bandeiras, é mais fácil. Há 16 anos não temos mortes causadas por bandeiras, é capaz de dizer um desses. O governador Alckmin, talvez.
Meus filhos, que frequentam estádios, nunca viram bandeiras em SP. Quando assistem a jogos de outros Estados e países pela TV, acham tudo lindo. Ficaram felizes da vida quando eu disse que um projeto para liberar as bandeiras tinha passado na Assembleia. Perguntam todo dia quando vão poder levar bandeiras ao Canindé. Faltava só o governador sancionar a lei. E o cara veta o projeto por questões de segurança. Não tem a mais remota ideia do que está falando e fazendo, mas fala e faz. Tira a cor e a alegria dos estádios, e que se foda. Não discute a questão, não ouve ninguém, não tem o menor contato com a realidade. Incapaz de prover segurança à população, joga nas bandeiras a responsabilidade por sua incapacidade. Não há, repito, problema algum dentro de estádio de futebol. Faz tempo. Hoje as torcidas são separadas, há limite de ingressos para visitantes, as merdas todas acontecem bem longe e nada têm a ver com o futebol em si, com os jogos, com os eventos. De novo: são gangues conhecidas e identificadas, é só ir atrás, prender, processar, julgar.
Mas isso dá um trabalho… Então, proíbem as bandeiras.
Essa gente, como disse um amigo, está precisando de um banho de povo.
Torcida da Portuguesa, clube de coração do Flávio Gomes, quando ainda se podia entrar com bandeiras de mastro nos estádios de São Paulo.
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Pela volta das bandeiras de mastro nos estádios de São Paulo!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Bom Senso F.C. e a questão da Televisão

O Bom Senso Futebol Clube, movimento criado a poucos meses por jogadores de futebol de todo o Brasil, tem como principal objetivo um calendário justo e melhor para todos.

Isso significa redução de partidas para os clubes grandes do futebol brasileiro durante o ano, mais tempo para preparação dos atletas e melhor rendimento físico e técnico durante os jogos, mesmo em final de temporada.

Mas o problema é que a CBF está dificultando a operação e não concorda com todas as exigências feitas pelos atletas. A CBF, Confederação Brasileira de Futebol, comandada por um filhote da Ditadura Militar, pelas empresas multinacionais que a patrocinam e pela Rede Globo de Televisão, que há anos tem o monopólio das transmissões do futebol brasileiro.

Há muito tempo a Rede Globo é parceira da CBF, tendo sempre prioridade nas negociações das transmissões do futebol nacional e monopólio em campeonatos e jogos da seleção brasileira. Muitas vezes a emissora compra com exclusividade jogos e/ou campeonatos apenas para que as TV's rivais não os transmitam.

Isso ocorre desde os anos 90, quando a Globo ganhou exclusividade nas transmissões dos jogos do Campeonato Brasileiro, quando surgiam também suas emissoras de TV paga (canais Sportv) e pay-per-view (Premiere FC) e nunca mais largou o osso.

No começo de 2011, após o Cade (Conselho Administrativo da Defesa Econômica) obrigar o Clube dos 13 a abrir uma concorrência para que os direitos de transmissão do futebol brasileiro não fossem mais de exclusividade da Globo, a emissora conseguiu – de maneiras um tanto quanto obscuras – impedir a união dos clubes para fecharem seus contratos e, por obter maior poder aquisitivo que as emissoras rivais e ter parceria com a CBF, conseguiu dar continuidade ao seu império que dita as normas do futebol neste país.

Duas rodadas do Campeonato Brasileiro por semana não fazem bem ao rendimento dos jogadores, de acordo com os integrantes do Bom Senso FC. Jogos às 22h no meio de semana não fazem bem aos torcedores. Se o fã do seu time for ao estádio, chega em casa depois da meia-noite, geralmente à 1h ou até 2h, para levantar às 6h e ir trabalhar.

Isso é culpa da emissora que transmite os jogos, que escolhe os horários, sempre depois da novela. Além disso, a Globo sempre fez as tabelas dos jogos do Campeonato Brasileiro, não a CBF. Como bem disse o craque Alex, quem manda no futebol brasileiro é a Globo.

A Globo não apenas desrespeita os direitos do jogador profissional, mas também do torcedor, do telespectador.

No apêndice do livro "Videologias", com o título "Direitos do Telespectador", o jornalista Eugênio Bucci escreve que "o telespectador é o último a ser consultado e o primeiro a ser usado, comercializado ou mesmo ofendido."

A Rede Globo tem o monopólio do futebol brasileiro e repassa à TV Bandeirantes os mesmos jogos que ela transmitirá, para não concorrer com a transmissão de outro jogo. Bucci escreve que o telespectador "se encontra à mercê do que as emissoras resolvem pôr no ar."

A TV é concessão pública, mas não atende ao público. Do mesmo modo que o Bom Senso FC exige menos jogos para os grandes clubes, ele quer que os pequenos fiquem em atividade o ano inteiro, não apenas no começo do ano nos campeonatos regionais.

O goleiro Rogério Ceni criticou a Globo: "Se tiver mais jogos de times menores, que ficam parados durante sete meses, vai ter mais jogadores, mais arbitragem. O que a gente defende é mais partidas, mais mão de obra para todos, para vocês da imprensa também. A gente não está aqui para brigar. Não queremos chegar ao ponto de fazer greve. Queremos que se possa fazer um campeonato estadual para 80 times paulistas. Por que não, no meio do ano, para times menores? Estado de São Paulo tem mais de 100 equipes de futebol, com jogadores que ganham dois ou três salários mínimos. Isso é como injetar dinheiro na economia."

Como ditadora das transmissões de futebol, a Globo escolhe os dias, os horários e os jogos que transmite ao público. Não é o público que escolhe o dia, o horário nem o jogo que quer assistir. Com a exclusividade, ela obriga o telespectador a assistir o que ela quer e quando ela quer. Ou então, o cidadão tem que pagar um pay-per-view para ter mais opções. E esses canais também são de propriedade das Organizações Globo.

Se não houvesse exclusividade nas transmissões, várias emissoras poderiam transmitir diversos jogos, de todos os times, em todos os dias e horários, então o desejo dos integrantes do Bom Senso e o público em geral seria atendido.

Por isso os grandes meios de comunicação, como a Rede Globo, tanto caem de pau em cima do governo argentino e da presidente Cristina Kirchner por causa da "Ley de Medios", que regula a mídia local e tenta acabar com os monopólios de grupos como o Clarín, a Rede Globo argentina.

Enquanto houver uma ditadura midiática que controla o futebol brasileiro, haverá monopólio das transmissões de TV e seus interesses econômicos interferirão nos interesses dos jogadores, dos clubes, dos torcedores e dos telespectadores, controlando e manipulando um dos maiores bens que pertencem ao povo brasileiro: a cultura do futebol.

Publicado por Eduardo Vasco, no Diário Liberdade, em 20.11.2013