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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
No basquete, Real Madrid bate Barcelona e conquista a Copa do Rei
O Real Madrid sagrou-se, pela 23ª vez, campeão da Copa do Rei de Basquete, ao derrotar o Barcelona, na Catalunha, na final da competição.
A vitória merengue veio por 91 a 74, com o armador Sergio Llull se tornando o grande destaque da partida, anotando 23 pontos e distribuindo cinco assistências, ficando com o prêmio de MVP.
Abaixo, todos os campeões da Copa da Espanha, disputada desde a temporada 1932-33:
23 títulos - Real Madrid (1950–51, 1951–52, 1953–54, 1955–56, 1956–57, 1959–60, 1960–61, 1961–62, 1964–65, 1965–66, 1966–67, 1969–70, 1970–71, 1971–72, 1972–73, 1973–74, 1974–75, 1976–77, 1984–85, 1985–86, 1988–89, 1992–93, 2011-12)
22 títulos - Barcelona (1942–43, 1944–45, 1945–46, 1946–47, 1948–49, 1949–50, 1958–59, 1977–78, 1978–79, 1979–80, 1980–81, 1981–82, 1982–83, 1986–87, 1987–88, 1990–91, 1993–94, 2000–01, 2002–03, 2006–07, 2009–10, 2010–11)
8 títulos - Joventut Badalona (1947–48, 1952–53, 1954–55, 1957–58, 1968–69, 1975–76, 1996–97, 2007–08)
6 títulos - Saski Baskonia (1994-95, 1998-99, 2001-02, 2003-04, 2005-06, 2008-09)
3 títulos - Estudiantes (1962-63, 1991-92, 1999-00)
2 títulos - Laietà Basket Club (1941-42, 1943-44); Zaragoza (1983-84, 1989-90); Rayo Club de Madrid (1932-33, 1935-36); Picadero Jockey Club (1963-64, 1967-68)
1 título - Valencia (1997-98); Société Sportive Patrie (1934-35); L'Hospitalet (1939-40); Espanyol (1940-41); Bàsquet Manresa (1995-96); Unicaja Málaga (2004-05)
FOTO: EFE
REFERÊNCIAS
ESPN.com.br
Wikipedia en Español
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Nicolás Almagro fatura pela terceira vez o título do Aberto do Brasil de Tênis
O espanhol Nicolás Almagro sagrou-se neste domingo tricampeão do Brasil Open de Tênis, ao derrotar no Ginásio do Ibirapuera o italiano Filippo Volandri na final do torneio 250.
Almagro, cabeça de chave número 1 do torneio, e que, mesmo com esse título, continua como o 11º tenista do ranking, bateu Volandri, que com o vice-campeonato, passa de 69º para 56º do mundo. A vitória veio em três sets, com parciais de 6-3, 4-6 e 6-4.
Com o título, Almagro também se transforma no maior campeão do torneio, com três títulos ganhos, passando Guga, que venceu duas vezes.
Abaixo, todos os campeões do Aberto do Brasil de Tênis:
2001 - Jan Vacek (TCH)
2002 - Gustavo Kuerten (BRA)
2003 - Sjeng Schalken (HOL)
2004 - Gustavo Kuerten (BRA)
2005 - Rafael Nadal (ESP)
2006 - Nicolás Massú (CHI)
2007 - Guillermo Cañas (ARG)
2008 - Nicolás Almagro (ESP)
2009 - Tommy Robredo (ESP)
2010 - Juan Carlos Ferrero (ESP)
2011 - Nicolás Almagro (ESP)
2012 - Nicolás Almagro (ESP)
REFERÊNCIAS
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Zâmbia faz história e conquista o título inédito da Copa Africana das Nações
A noite deste domingo foi histórica para o futebol africano, com a grande final da Copa Africana das Nações. A seleção de Zâmbia venceu a Costa do Marfim e conquistou pela primeira vez o título da mais importantes competição do continente.
Foi um jogo muito bom, melhor até que o Manchester United x Liverpool deste sábado e o Corinthians x São Paulo deste domingo.
Os times tiveram boas oportunidades e jogaram muito bem. Mas no primeiro tempo, o placar não saiu do zero. Na segunda etapa, o jogo ficou melhor ainda. Até que, aos 25 minutos, pênalti para a Costa do Marfim em cima do camisa 10 Gervinho. Didier Drogba, o jogador mais famoso do país e um dos maiores do mundo, foi para a cobrança, e a exemplo do jogo das quartas de final, o atacante perdeu o pênalti, chutando a bola por cima do gol. A diferença foi que, no jogo contra a Guiné Equatorial, Drogba perdeu o pênalti mas em seguida marcou dois gols. Dessa vez não, e a partida terminou 0 a 0, indo para a prorrogação.
No tempo extra, também não houve gol, e a grande final da Copa Africana foi decidida no drama das penalidades máximas.
Tioté foi o primeiro a cobrar e fez 1-0 para a Costa do Marfim. O camisa 11 de Zâmbia, Chris Katongo foi o primeiro a cobrar por sua seleção, e empatou. Bony fez 2-1 para a Costa do Marfim. Mayuka igualou para Zâmbia.
Bamba bate para os marfinenses, o goleiro Mweene pegou, mas o bandeirinha mandou voltar, sinalizando que o goleiro havia se adiantado. Bamba converteu a segunda cobrança e deixou a Costa do Marfim na frente: 3-2.
O camisa 8 zambiano, Chansa, bateu e empatou: 3-3. Gradel (Costa do Marfim) bateu e fez 4-3, e Felix Katongo, camisa 10 de Zâmbia, empatou em 4-4.
Drogba, que havia desperdiçado uma cobrança no tempo normal, bateu muito bem, alto no canto direito do goleiro e colocou sua seleção novamente na frente: 5-4.
Mweene, o goleiro de Zâmbia, com muita frieza, bateu o pênalti que empatou o jogo para Zâmbia em 5-5. Tiéné fez 6-5 para os marfinenses. O camisa 19, Sinkala, bateu no limite, no ângulo, assustando a torcida de Zâmbia, mas convertendo a cobrança: 6-6. Ya Konan, da Costa do Marfim, bateu no alto e fez 7-6. Chisamba Lungu empatou em 7-7.
Kolo Touré, um dos jogadores mais experientes da Costa do Marfim, zagueiro do Manchester City, tomou muita distância, foi para a cobrança e bateu mal, entre o meio do gol e o canto, com o goleiro pegando a cobrança. Kalaba teve a chance de dar o título para a Zâmbia, mas também desperdiçou, batendo por cima. Gervinho, o camisa 10 marfinense, jogador do Arsenal, também chutou por cima. Era mais uma chance de título para Zâmbia. Sunzu bateu o pênalti e marcou, fazendo 8 a 7 e dando o primeiro título da competição para a seleção zambiana.
Esse título foi muito especial e emocionante para o povo de Zãmbia. Em 28 de abril de 1993, um avião da Força Aérea de Zâmbia que levava a seleção para uma partida das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, explodiu logo após decolar de um aeroporto em Libreville, no Gabão, a mesma cidade que recebeu a final da edição 2012 da CAN. Dezoito jogadores, três dirigentes e cinco militares acabaram morrendo. Assim, a melhor geração de Zâmbia, que era cotada para fazer uma boa campanha na Copa do Mundo de 1994, acabou tendo um dos finais mais trágicos da história do esporte. Mas, no ano seguinte, em uma grande demonstração de superação, a seleção chegou à final da Copa Africana, sendo vice-campeã, com poucos remanescentes daquela geração, inclusive o melhor jogador do país, que jogava na Europa e não estava no voo trágico e derradeiro.
A terceira colocação ficou com o Mali, que bateu Gana por 2 a 0 na decisão pela medalha de bronze.
A seguir, todos os campeões da história da Copa Africana das Nações, que este ano foi disputada no Gabão e na Guiné Equatorial:
ANO - CAMPEÃO - VICE
1957 - Egito - Etiópia
1959 - Rep. Árabe Unida - Sudão
1962 - Etiópia - Egito
1963 - Gana - Sudão
1965 - Gana - Tunísia
1968 - Rep. Dem. Congo - Gana
1970 - Sudão - Gana
1972 - Congo - Mali
1974 - Zaire - Zâmbia
1976 - Marrocos - Guiné
1978 - Gana - Uganda
1980 - Nigéria - Argélia
1982 - Gana - Líbia
1984 - Camarões - Nigéria
1986 - Egito Camarões
1988 - Camarões - Nigéria
1990 - Argélia - Nigéria
1992 - Costa do Marfim - Gana
1994 - Nigéria - Zâmbia
1996 - África do Sul - Tunísia
1998 - Egito - África do Sul
2000 - Camarões - Nigéria
2002 - Camarões - Senegal
2004 - Tunísia - Marrocos
2006 - Egito - Costa do Marfim
2008 - Egito - Camarões
2010 - Egito - Gana
2012 - Zâmbia - Costa do Marfim
FOTO: Reuters
REFERÊNCIAS
Wikipédia
Angelique Kerber vence WTA de Paris
A alemã Angelique Kerber venceu, neste domingo, o WTA de Paris, ao derrotar a francesa Marion Bartoli, que jogava em casa. A alemã, de 24 anos, mostrou força e disposição, para vencer a partida por 2 sets a 1, parciais de 7-6 (3), 5-7 e 6-3 e conquistou seu primeiro título na WTA.
No próximo ranking a ser divulgado, Kerber deve aparecer entre as vinte primeiras tenistas do mundo.
A seguir, a lista das campeãs do WTA de Paris:
1993 - Martina Navratilova (TCH/EUA)
1994 - Martina Navratilova (TCH/EUA)
1995 - Steffi Graf (ALE)
1996 - Julie Halard-Decugis (FRA)
1997 - Martina Hingis (SUI)
1998 - Mary Pierce (FRA)
1999 - Serena Williams (EUA)
2000 - Nathalie Tauziat (FRA)
2001 - Amélie Mauresmo (FRA)
2002 - Venus Williams (EUA)
2003 - Serena Williams (EUA)
2004 - Kim Clijsters (BEL)
2005 - Dinara Safina (RUS)
2006 - Amélie Mauresmo (FRA)
2007 - Nadia Petrova (RUS)
2008 - Anna Chakvetadze (RUS)
2009 - Amélie Mauresmo (FRA)
2010 - Elena Dementieva (RUS)
2011 - Petra Kvitova (TCH)
2012 - Angelique Kerber (ALE)
FOTO: Getty Images
REFERÊNCIAS
Globoesporte.com
Wikipédia
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Seleção Espanhola mais uma vez é campeã europeia de futsal
Há sete anos a Espanha não perde um jogo no Campeonato Europeu de Futsal. A última vez foi em 2005, quando, na primeira fase, foi vencida pela seleção da Itália. Mesmo assim, os espanhóis conquistaram o torneio.
Neste sábado, na Arena Zagreb, Croácia, parecia que essa série fantástica de invencibilidade espanhola iria terminar. A Rússia era um adversário respeitadíssimo e poderia tirar o título da Espanha. E até abriu o placar, o com brasileiro naturalizado russo, Pula, aos 14 min do 2º tempo, quando recebeu lançamento do goleiro Gustavo, também brasileiro, dominou, foi pra frente, abriu e chutou forte rasteiro no canto do goleiro espanhol, para abrir o placar para os russos.
No final do jogo, outro brasileiro, Cirilo, levou o segundo cartão amarelo e foi expulso, com a Rússia ficando sem um jogador durante dois minutos. E aguentaram. Faltando um minuto para a glória russa, entrou um jogador para repor a equipe. Mas, restando 25 segundos, o jogador espanhol Sergio Lozano chutou para o gol, a bola acabou desviando no zagueiro russo e matou o goleiro Gustavo, para o empate da Espanha. Logo depois, acabou o tempo normal e o jogo foi para a prorrogação, para a tristeza dos russos, que estavam com o título na mão.
E como o esporte é futebol, mesmo sendo de salão, tudo pode acontecer. Sergio Lozano, já no segundo tempo da prorrogação, aos três minutos, recebeu a bola na cobrança de lateral, bateu de primeira, a bola novamente desviou em um jogador russo e entrou. Era a virada da Espanha.
A Rússia pressionou nos últimos segundos, com o goleiro Luis Amado fazendo grandes defesas. Restando três segundos para o término da partida, a Rússia teve um escanteio, o jogador cobrou para o chute do companheiro, que parou na zaga. O jogador espanhol Kike chutou para isolar a bola e para pegar o goleiro russo adiantado - que, já no desespero era goleiro-linha e estava no campo de ataque russo - e no estouro do cronômetro, a bola acabou entrando, cerrando o resultado a favor da Espanha e o sexto título da competição para a Fúria.
Na decisão do terceiro lugar, a Croácia, dona da casa, perdeu por 3-1 da Itália, que conquistou a medalha de bronze.
ANO - CAMPEÃO - VICE - 3º lugar - 4º lugar
1996 - Espanha - Rússia - Bélgica - Itália
1999 - Rússia - Espanha - Itália - Holanda
2001 - Espanha - Ucrânia - Rússia - Itália
2003 - Itália - Ucrânia - Espanha - República Tcheca
2005 - Espanha - Rússia - Itália - Ucrânia
2007 - Espanha - Itália - Rússia - Portugal
2010 - Espanha - Portugal - República Tcheca - Azerbaijão
2012 - Espanha - Rússia - Itália - Croácia
FOTO: Hrvoje Polan/AFP
REFERÊNCIAS
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domingo, 5 de fevereiro de 2012
Juan Monaco vence ATP 250 de Viña del Mar
Na noite deste domingo, o argentino Juan Monaco (cabeça de chave número 1 do torneio) conquistou o título do ATP 250 de Viña del Mar, no Chile, ao derrotar seu compatriota, Carlos Barlocq (cabeça de chave número 7) na final. Monaco, em três sets, fez 6-3, 6-7 (1) e 6-1, em 2h46min de partida. Essa foi a quarta vitória do "Pico", apelido de Monaco, contra Berlocq.
Abaixo, todos os campeões do Aberto do Chile, que não tem sede fixa, sendo disputado alguns anos em Viña del Mar e outros em Santiago:
1993 - Javier Frana (ARG)
1994 - Alberto Berasategui (ESP)
1995 - Slava Dosedel (TCH)
1996 - Hernán Gumy (ARG)
1997 - Julián Alonso (ESP)
1998 - Francisco Clavet (ESP)
1999 - NÃO HOUVE
2000 - Gustavo Kuerten (BRA)
2001 - Guillermo Coria (ARG)
2002 - Fernando González (CHI)
2003 - David Sánchez (ESP)
2004 - Fernando González (CHI)
2005 - Gastón Gaudio (ARG)
2006 - José Acasuso (ARG)
2007 - Luis Horna (PER)
2008 - Fernando González (CHI)
2009 - Fernando González (CHI)
2010 - Thomaz Bellucci (BRA)
2011 - Tommy Robredo (ESP)
2012 - Juan Monaco (ARG)
FOTO: Jim Rydell/VTR Open
REFERÊNCIAS
ATP World Tour
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domingo, 29 de janeiro de 2012
Dinamarca sagra-se campeã europeia de handebol masculino
Neste domingo, a Dinamarca sagrou-se campeã do Campeonato Europeu de Handebol Masculino, ao vencer a seleção da Sérvia em Belgrado, onde o torneio foi realizado.
A Dinamarca, uma das melhores escolas do handebol mundial, venceu os donos da casa por 21-19, em um jogo muito bom. A Sérvia, uma grata surpresa - pois não tem tanta tradição como a Croácia, por exemplo, também uma ex-república iugoslava - foi muito bem no jogo, mas os dinamarqueses sempre apareceram na frente do placar.
Esse foi o segundo título europeu dos dinamarqueses, que, com o título, já garantiram vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, este ano. Na decisão do terceiro lugar, a Croácia venceu a Espanha por 31 a 27 e garantiu o bronze.
A seguir, a lista de todas as edições do Europeu Masculino de Handebol:
ANO - CAMPEÃO - VICE - 3º LUGAR
1994 - Suécia - Rússia - Croácia
1996 - Rússia - Espanha - Iugoslávia
1998 - Suécia - Espanha - Alemanha
2000 - Suécia - Rússia - Espanha
2002 - Suécia - Alemanha - Dinamarca
2004 - Alemanha - Eslovênia - Dinamarca
2006 - França - Espanha - Dinamarca
2008 - Dinamarca - Croácia - França
2010 - França - Croácia - Islândia
2012 - Dinamarca - Sérvia - Croácia
REFERÊNCIAS
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Novak Djokovic vence batalha de quase seis horas e é tricampeão do Aberto da Austrália
Na final de Grand Slam mais longa da história, o sérvio número 1 do mundo Novak Djokovic venceu a batalha contra o espanhol Rafael Nadal, segundo colocado no ranking. Em quase seis horas de jogo, Djokovic fez 3 sets a 2 e se coroou tricampeão do Aberto da Austrália.
A partida teve duração exata de 5h53min, uma batalha épica. Essa foi a terceira final de Grand Slam consecutiva entre Djokovic e Nadal, e, assim como em Wimbledon e no US Open, o sérvio levou a melhor.
As parciais foram de 5-7, 6-4, 6-2, 6-7 (5-7) e 7-5. No quinto set, no qual não há tiebreak, Nadal quebrou o saque de Djokovic e abriu 4-2. Mas no game seguinte, o sérvio devolveu a quebra e depois empatou 4-4, para então virar o jogo mais tarde.
Agora, com 2 mil pontos adicionais para o seu ranking, Djokovic fica ainda mais isolado na liderança do ranking da ATP. Nadal também ganha um bom número de pontos, pois ano passado ele nem havia chegado à final.
Abaixo, todos os campeões da chave masculina do Aberto da Austrália:
1905 – Rodney Heath (AUS)
1906 – Anthony Wilding (AUS)
1907 – Horace Rice (AUS)
1908 – Fred Alexander (EUA)
1909 – Anthony Wilding (AUS)
1910 – Rodney Heath (AUS)
1911 – Norman Brookes (AUS)
1912 – Cecil Parke (GBR)
1913 – Ernie Parker (AUS)
1914 – Pat O’Hara Wood (AUS)
1915 – Francis Lowe (GBR)
DE 1916 A 1918 NÃO HOUVE COMPETIÇÃO DEVIDO À PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
1919 – Algernon Kingscote (GBR)
1920 – Pat O’Hara Wood (AUS)
1921 – Rhys Gemmell (AUS)
1922 – James Anderson (AUS)
1923 – Pat O’Hara Wood (AUS)
1924 – James Anderson (AUS)
1925 – James Anderson (AUS)
1926 – John Hawkes (AUS)
1927 – Gerald Patterson (AUS)
1928 – Jean Borotra (FRA)
1929 – John Gregory (GBR)
1930 – Gar Moon (AUS)
1931 – Jack Crawford (AUS)
1932 – Jack Crawford (AUS)
1933 - Jack Crawford (AUS)
1934 – Fred Perry (GBR)
1935 - Jack Crawford (AUS)
1936 – Adrian Quist (AUS)
1937 – Vivian McGrath (AUS)
1938 – Don Budge (EUA)
1939 – John Bromwich (AUS)
1940 – Adrian Quist (AUS)
DE 1941 A 1945 NÃO HOUVE COMPETIÇÃO DEVIDO À SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
1946 – John Bromwich (AUS)
1947 – Dinny Pails (AUS)
1948 – Adrian Quist (AUS)
1949 – Frank Sedgman (AUS)
1950 – Frank Sedgman (AUS)
1951 – Dick Savitt (EUA)
1952 – Ken McGregor (AUS)
1953 – Ken Rosewall (AUS)
1954 – Mervyn Rose (AUS)
1955 – Ken Rosewall (AUS)
1956 – Lew Hoad (AUS)
1957 – Ashley Cooper (AUS)
1958 – Ashley Cooper (AUS)
1959 – Alex Olmedo (PER)
1960 – Rod Laver (AUS)
1961 – Roy Emerson (AUS)
1962 – Rod Laver (AUS)
1963 – Roy Emerson (AUS)
1964 – Roy Emerson (AUS)
1965 – Roy Emerson (AUS)
1966 – Roy Emerson (AUS)
1967 – Roy Emerson (AUS)
1968 – Bill Bowrey (AUS)
1969 – Rod Laver (AUS)
1970 – Arthur Ashe (EUA)
1971 – Ken Rosewall (AUS)
1972 – Ken Rosewall (AUS)
1973 – John Newcombe (AUS)
1974 – Jimmy Connors (EUA)
1975 – John Newcombe (AUS)
1976 – Mark Edmondson (AUS)
1977 janeiro - Roscoe Tanner (EUA)
1977 dezembro - Vitas Gerulaitis (EUA)
1978 - Guillermo Vilas (ARG)
1979 - Guillermo Vilas (ARG)
1980 - Brian Teacher (EUA)
1981 - Johan Kriek (RSA/EUA)
1982 - Johan Kriek (RSA/EUA)
1983 - Mats Wilander (SUE)
1984 - Mats Wilander (SUE)
1985 - Stefan Edberg (SUE)
1986 – NÃO HOUVE COMPETIÇÃO
1987 - Stefan Edberg (SUE)
1988 - Mats Wilander (SUE)
1989 - Ivan Lendl (TCH)
1990 - Ivan Lendl (TCH)
1991 - Boris Becker (ALE)
1992 - Jim Courier (EUA)
1993 - Jim Courier (EUA)
1994 - Pete Sampras (EUA)
1995 - Andre Agassi (EUA)
1996 - Boris Becker (ALE)
1997 - Pete Sampras (EUA)
1998 - Petr Korda (TCH)
1999 - Yevgeny Kafelnikov (RUS)
2000 - Andre Agassi (EUA)
2001 - Andre Agassi (EUA)
2002 - Thomas Johansson (SUE)
2003 - Andre Agassi (EUA)
2004 - Roger Federer (SUI)
2005 - Marat Safin (RUS)
2006 - Roger Federer (SUI)
2007 - Roger Federer (SUI)
2008 - Novak Djokovic (SER)
2009 - Rafael Nadal (ESP)
2010 – Roger Federer (SUI)
2011 – Novak Djokovic (SER)
2012 - Novak Djokovic (SER)
FOTO: Nicolas Asfouri / AFP
sábado, 28 de janeiro de 2012
A bielorrussa Victoria Azarenka é a grande campeã da chave feminina do Aberto da Austrália
Na manhã deste sábado (Brasil) e noite, na Austrália, ocorreu a final feminina do Aberto da Austrália, entre a russa Maria Sharapova e a bielorrussa Victoria Azarenka. Sharapova, cabeça de chave nº4 não conseguiu estragar o grande momento que vive Azarenka, cabeça 3. A bielorrussa venceu o duelo por 2 sets a 0, com fáceis 6-3 e 6-0.
Mas, foi Sharapova quem começou bem o jogo. A musa russa quebrou logo de cara o saque da rival e, confirmando o serviço, abriu vantagem de 2 a 0. Mas Azarenka virou o jogo: confirmou todos os seus serviços e quebrou duas vezes o serviço de Sharapova, para fechar o primeiro set em 6-3.
No segundo set, a bielorrussa Arazenka aplicou um pneu em Sharapova, 6-0. A russa impôs resistência no primeiro set, mas no segundo não teve jeito. Esse foi o primeiro título de Grand Slam de Victoria Azarenka, da Bielorrússia, e ainda por cima, termina o torneio como a nova número 1 do ranking da WTA.
Abaixo, as campeãs da chave feminina do Aberto da Austrália, disputada desde 1922:
1922 - Margaret Molesworth (AUS)
1923 - Margaret Molesworth (AUS)
1924 - Sylvia Lance (AUS)
1925 - Daphne Akhurst (AUS)
1926 - Daphne Akhurst (AUS)
1927 - Esna Boyd (AUS)
1928 - Daphne Akhurst (AUS)
1929 - Daphne Akhurst (AUS)
1930 - Daphne Akhurst (AUS)
1931 - Coral McInnes Buttsworth (AUS)
1932 - Coral McInnes Buttsworth (AUS)
1933 - Joan Hartigan (AUS)
1934 - Joan Hartigan (AUS)
1935 - Dorothy Round (GBR)
1936 - Joan Hartigan (AUS)
1937 - Nancye Wynne (AUS)
1938 - Dorothy Bundy (EUA)
1939 - Emily Wood Westacott (AUS)
1940 - Nancye Wynne (AUS)
1941 - 1945 TORNEIO NÃO DISPUTADO DEVIDO À SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
1946 - Nancye Wynne Bolton (AUS)
1947 - Nancye Wynne Bolton (AUS)
1948 - Nancye Wynne Bolton (AUS)
1949 - Doris Hart (EUA)
1950 - Louise Brough (EUA)
1951 - Nancye Wynne Bolton (AUS)
1952 - Thelma Coyne Long (AUS)
1953 - Maureen Connolly (EUA)
1954 - Thelma Coyne Long (AUS)
1955 - Beryl Penrose (AUS)
1956 - Mary Carter (AUS)
1957 - Shirley Fry (EUA)
1958 - Angela Mortimer (GBR)
1959 - Mary Carter (AUS)
1960 - Margaret Smith Court (AUS)
1961 - Margaret Smith Court (AUS)
1962 - Margaret Smith Court (AUS)
1963 - Margaret Smith Court (AUS)
1964 - Margaret Smith Court (AUS)
1965 - Margaret Smith Court (AUS)
1966 - Margaret Smith Court (AUS)
1967 - Nancy Richey (EUA)
1968 - Billie Jean King (EUA)
1969 - Margaret Smith Court (AUS)
1970 - Margaret Smith Court (AUS)
1971 - Margaret Smith Court (AUS)
1972 - Virginia Wade (GBR)
1973 - Margaret Smith Court (AUS)
1974 - Evonne Goolagong (AUS)
1975 - Evonne Goolagong (AUS)
1976 - Evonne Goolagong (AUS)
1977 janeiro - Kerry Melville Reid (AUS)
1977 dezembro - Evonne Goolagong Cawley (AUS)
1978 - Christine O'Neill (AUS)
1979 - Barbara Jordan (EUA)
1980 - Hana Mandlikova (TCH)
1981 - Martina Navratilova (TCH/EUA)
1982 - Chris Evert (EUA)
1983 - Martina Navratilova (TCH/EUA)
1984 - Chris Evert (EUA)
1985 - Martina Navratilova (TCH/EUA)
1986 - NÃO HOUVE
1987 - Hana Mandlikova (TCH)
1988 - Steffi Graf (ALE)
1989 - Steffi Graf (ALE)
1990 - Steffi Graf (ALE)
1991 - Monica Seles (IUG)
1992 - Monia Seles (IUG)
1993 - Monica Seles (IUG)
1994 - Steffi Graf (ALE)
1995 - Mary Pierce (FRA)
1996 - Monica Seles (IUG/EUA)
1997 - Martina Hingis (SUI)
1998 - Martina Hingis (SUI)
1999 - Martina Hingis (SUI)
2000 - Lindsay Davenport (EUA)
2001 - Jennifer Capriati (EUA)
2002 - Jennifer Capriati (EUA)
2003 - Serena Williams (EUA)
2004 - Justine Henin (BEL)
2005 - Serena Williams (EUA)
2006 - Amélie Mauresmo (FRA)
2007 - Serena Williams (EUA)
2008 - Maria Sharapova (RUS)
2009 - Serena Williams (EUA)
2010 - Serena Williams (EUA)
2011 - Kim Clijsters (BEL)
2012 - Victoria Azarenka (BLR)
FOTO: AFP
REFERÊNCIAS
UOL Esporte
Wikipédia
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Corinthians é campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior
Na manhã desta quarta-feira, 25 de janeiro, aniversário da Cidade de São Paulo, como é de costume ocorreu a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, no Pacaembu. Na decisão do torneio júnior mais importante e tradicional do futebol brasileiro, os dois maiores campeões se enfrentaram.
Corinthians, 7 títulos e Fluminense, 5 títulos, se enfrentaram na grande final. Com o Pacaembu cheio (quase 38 mil pessoas), o público não viu gol no primeiro tempo. Mas, logo no começo da segunda etapa, aos 4 minutos, o camisa 9 Michael abriu o placar para o Fluminense. O Corinthians empatou aos 20, de cabeça, com o zagueiro Antônio Carlos, capitão do time paulista. E o alvinegro, com o melhor estilo Corinthians, virou o jogo aos 43, novamente de cabeça com o capitão Antônio Carlos, que levantou o troféu para a equipe do Parque São Jorge. Esses foram os únicos gols de Antônio Carlos no torneio, e os mais importantes do Corinthians.
Agora, o Corinthians tem oito títulos da competição, disputada desde 1969. Abaixo, todos os campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior:
ANO - CAMPEÃO - VICE
1969 – Corinthians (SP) – Nacional (SP)
1970 – Corinthians (SP) – Palmeiras (SP)
1971 – Fluminense (RJ) – Botafogo (RJ)
1972 – Nacional (SP) – Internacional (RS)
1973 – Fluminense (RJ) – Corinthians (SP)
1974 – Internacional (RS) – Ponte Preta (SP)
1975 – Atlético Mineiro (MG) – Corinthians (SP)
1976 – Atlético Mineiro (MG) – Corinthians (SP)
1977 – Fluminense (RJ) – Ponte Preta (SP)
1978 – Internacional (RS) – Corinthians (SP)
1979 – Marília (SP) – Fluminense (RJ)
1980 – Internacional (RS) – Atlético Mineiro (MG)
1981 – Ponte Preta (SP) – São Paulo (SP)
1982 – Ponte Preta (SP) – Santos (SP)
1983 – Atlético Mineiro (MG) – Botafogo (SP)
1984 – Santos (SP) – Corinthians (SP)
1985 – Juventus (SP) – Guarani (SP)
1986 – Fluminense (RJ) – Ponte Preta (SP)
1987 – NÃO FOI DISPUTADA
1988 – Nacional (SP) – América (SP)
1989 – Fluminense (RJ) – Juventus (SP)
1990 – Flamengo (RJ) – Juventus (SP)
1991 – Portuguesa (SP) – Grêmio (RS)
1992 – Vasco da Gama (RJ) – São Paulo (SP)
1993 – São Paulo (SP) – Corinthians (SP)
1994 – Guarani (SP) – São Paulo (SP)
1995 – Corinthians (SP) – Ponte Preta (SP)
1996 – América (MG) – Cruzeiro (MG)
1997 – Paulista (SP) – Corinthians (SP)
1998 – Internacional (RS) – Ponte Preta (SP)
1999 – Corinthians (SP) – Vasco da Gama (RJ)
2000 – São Paulo (SP) – Juventus (SP)
2001 – Barueri (SP) – São Paulo (SP)
2002 – Portuguesa (SP) – Cruzeiro (MG)
2003 – Santo André (SP) – Palmeiras (SP)
2004 – Corinthians (SP) – São Paulo (SP)
2005 – Corinthians (SP) – Nacional (SP)
2006 – América (SP) – Comercial (SP)
2007 – Cruzeiro (MG) – São Paulo (SP)
2008 – Figueirense (SC) – Rio Branco (SP)
2009 – Corinthians (SP) – Atlético Paranaense (PR)
2010 – São Paulo (SP) – Santos (SP)
2011 – Flamengo (RJ) – Bahia (BA)
2012 - Corinthians (SP) - Fluminense (RJ)
FOTO: Fernando Borges / Terra
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Oito anos sem Leônidas da Silva, o Diamante Negro
Há exatos oito anos, falecia um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Em 24 de janeiro de 2004 Leônidas da Silva deu seu último suspiro, em uma casa para tratamento de idosos em São Paulo vítima do Mal de Alzheimer, que o perseguia desde a década de 1970.
Abaixo, o texto do livro "A Magia da Camisa 10", de André Ribeiro e Vladir Lemos, sobre a carreira de Leônidas da Silva, o Diamante Negro:
Na Copa da França, em 1938, o craque que encantou o público francês foi um brasileiro, baixinho, autêntico pioneiro na magia da camisa 10 de Pelé. Aliás, Leônidas da Silva, o popular Diamante Negro, é considerado o primeiro rei do futebol brasileiro. Seu reinado durou até 1950, quando deixou de jogar futebol para tornar-se o primeiro jogador comentarista de rádio e televisão do Brasil.
No Mundial de 1938, Leônidas, além de artilheiro da competição com oito gols foi eleito o melhor jogador da Copa. Jamais os europeus haviam visto algo igual. A agilidade do craque brasileiro deixou a todos perplexos, tanto que os jornalistas franceses decidiram apelidá-lo Homem-Borracha pela elasticidade e movimentos acrobáticos com que executava suas jogadas. A mais famosa dela, a bicicleta, virou sua marca registrada. Desafiando as leis da física, Leônidas ficava suspenso no ar, de cabeça para baixo, e, como se pedalasse, desferia chutes precisos contra o gol adversário. Cansou de fazer gols assim. Era muito mais do que uma simples jogada, passou a ser tratada como arte, símbolo de habilidade e criatividade do futebol brasileiro. Pelé, o criador da mística da camisa 10, confessou anos mais tarde que, quando menino, na pequena Bauru, interior de São Paulo, fugia de casa para ir aos estádios só para ver de perto a maior estrela do futebol na época executar uma bicicleta.
A genialidade do craque Leônidas transformou-o em um mito no Brasil, especialmente nas décadas de 1930 e 1940. Seu prestígio chegou a ser comparado ao de dois fenômenos de popularidade: o presidente da República, Getúlio Vargas, e o cantor Orlando Silva, conhecido como o Cantor das Multidões.
Leônidas viveu noventa anos; vítima do Mal de Alzheimer, morreu em janeiro de 2004, mas passou a maior parte desse tempo como um "mito do papel", pois, apesar de sempre ser eleito para compor a seleção brasileira ideal de todos os tempos, poucos o viram jogar, a não ser pelas raríssimas imagens existentes da Copa do Mundo de 1938, na França. Sua memória foi perpetuada pelos incontáveis artigos publicados durante o período em que se consagrou no futebol.
A partir de 1932, Leônidas virou sinônimo de notícia, nunca mais saiu das manchetes da primeira página. Era a primeira vez que vestia a camisa da seleção brasileira - um feito sem precedentes, já que o Bonsucesso, clube que o revelara, era considerado apenas um pequeno time do subúrbio carioca. Pela primeira vez, também, a maior autoridade da política esportiva de um país desafiava o prestígio e a fama de um jogador de futebol. Renato Pacheco, presidente da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), não queria que Leônidas embarcasse para enfrentar o Uruguai pela Copa Rio Branco de 1932. Temia que Leônidas e outros jogadores negros da seleção dessem algum vexame em terras estrangeiras. Graças ao técnico da seleção brasileira, Luís Vinhaes, o preconceito foi derrotado. A frase dita pelo treinador ao presidente da CBD demonstrava a importância e a magia que Leônidas representava: "Sem Leônidas, ninguém sai do Brasil".
O treinador brasileiro tinha razão quando bateu o pé pela presença do craque negro. Leônidas foi o destaque da seleção brasileira em Montevidéu. Jogou tanto que, um ano depois, aceitou a proposta de dirigentes uruguaios para defender o Peñarol. Foi uma temporada marcada por contusões. Ao voltar, depois de uma rápida passagem pelo Vasco, tornou-se o centro das atenções na convocação para a Copa do Mundo de 1934. O profissionalismo engatinhava, mas seduzia qualquer um. Com Leônidas não foi diferente. Para jogar a Copa, aceitou dinheiro da CBD para vestir a camisa da seleção. O principal jornal de esportes do Brasil na época, o Jornal dos Sports, foi impiedoso na manchete logo após saber da proposta aceita pelo jogador: "Patriotismo por 30 contos".
O craque brasileiro era tratado pela imprensa como mercenário, mas mesmo assim os torcedores não deixaram de ser seduzidos pelo encanto e pela magia de seu futebol. Leônidas era um legítimo representante do futebol em estado mais bruto, em todos os sentidos, pela época em que viveu e pelos obstáculos que enfrentou. Como o contrato com a CBD previa, ao voltar da Copa foi defender o Botafogo. Discriminado por ser negro, quase não conseguiu jogar. Refém de contratos, foi obrigado a esperar seis meses para conseguir transferir-se para o Flamengo. Com a camisa do rubro-negro carioca, transformou-se no jogador mais famoso do futebol brasileiro. Uma eleição realizada por um fabricante de cigarros dava ideia de seu prestígio. Leônidas obteve quase 250 mil votos, contra apenas a metade do segundo colocado. Com a popularidade em alta, Leônidas usava e abusava da fama. Na preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo na França, em 1938, chegou com dois dias de atraso aos treinamentos. Na recepção, em uma pequena estação de trens, ouviu dos jornalistas que o aguardavam ansiosos a notícia de que o trinador brasileiro estava prestes a cortá-lo do grupo. A resposta foi seca: "Ele não faria isso". Perplexos com a afirmação, os jornalistas retrucaram: "Mas como você pode ter certeza disso?". A resposta do craque foi ainda mais assustadora: "Porque eu sou Leônidas!".
Podia parecer arrogância, mas sua atuação na Copa do Mundo de 1938 faria o mundo tratar o futebol brasileiro com eterna reverência.
A partir de 1939, Leônidas, o Diamante Negro, viveu dias terríveis no Flamengo, apesar de ser o principal responsável por quebrar, naquele ano, o jejum de 11 anos sem a conquista de um título estadual. Atormentado por uma contusão no joelho, foi acusado pelos dirigentes de não querer jogar e, depois de operado, acabou preso por ter se beneficiado de documentos falsos que o livraram do serviço militar.
Em 1942 a venda de Leônidas ao São Paulo Futebol Clube foi a maior transação do futebol brasileiro. O craque foi carregado nos ombros pela torcida desde a estação em que desembarcou até a sede do clube. Durante os oito anos em que defendeu a camisa de três cores do São Paulo conquistou cinco vezes o Campeonato Paulista.
Com sua fama, Leônidas aproximou o futebol da propaganda. Diamante negro virou nome de chocolate e emprestou sua grife a diversos produto, como relógios e cigarros.
Em 1950 ficou fora da primeira Copa do pós-guerra, disputada no Brasil, por causa do técnico Flávio Costa, antigo desafeto dos tempos de Flamengo. Difícil dizer se foi mesmo um castigo não poder defender o Brasil em uma Copa do Mundo em seu próprio país. O fato é que, no dia 16 de julho, Brasil e Uruguai decidiram o título no recém-construído estádio do Maracanã. A derrota que fez silenciar quase duzentos mil torcedores havia sido prevista por Leônidas três meses antes. A manchete do jornal O Mundo Esportivo estampava: "Eu acuso! Com Flávio Costa o Brasil perderá fatalmente a Copa do Mundo".
Leônidas acertou o prognóstico, contrariando os planos que políticos e dirigentes haviam programado minuciosamente durante anos. A certeza sobre a conquista inédita estava na geração de craques que vestiam a camisa brasileira na primeira e única Copa realizada no Brasil.
Pela primeira vez na história dos Mundiais, os jogadores usavam números nas camisas. Se estivesse em campo, bem que a 10 poderia ser de Leônidas. Mas não estava, e o privilégio coube a Jair Rosa Pinto.
O primeiro craque do futebol brasileiro, Arthur Friedenreich (centro), Leônidas (esquerda) e Pelé (direita)
Para conhecer mais histórias sobre o craque Leônidas da Silva, visite o blog Literatura na Arquibancada
No endereço abaixo, você pode assistir o documentário "Diamante Negro - O homem que venceu o tempo", produzido por André Ribeiro, proprietário do blog descrito acima.
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