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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

IFFHS divulga lista dos maiores artilheiros internacionais do século XXI

A IFFHS (Federação Internacional de Historia e Estatísticas do Futebol) divulgou nesta quarta-feira (02/01) uma lista dos maiores artilheiros do século XXI. Os dados computados entre 01/01/2001 e 31/12/2012 têm como critério gols marcados em jogos de seleções e jogos internacionais de clubes.

O marfinense Didier Drogba é o primeiro da lista. O alemão Miroslav Klose ocupa a segunda colocação, na frente do argentino Lionel Messi, pelos critérios de desempate.

Abaixo, os 20 primeiros do ranking:

1. Didier Drogba (Costa do Marfim) - 104 gols
2. Miroslav Klose (Alemanha) - 94 gols
3. Lionel Messi (Argentina) - 94 gols
4. Samuel Eto'o (Camarões) - 92 gols
5. Ruud Van Nisterooy (Holanda) - 87 gols
6. Thierry Henry (França) - 85 gols
7. Cristiano Ronaldo (Portugal) - 84 gols
8. David Villa (Espanha) - 84 gols
9. Raúl González (Espanha) - 78 gols
10. Zlatan Ibrahimovic (Suécia) - 75 gols
11. Flávio Amado (Angola) - 75 gols
12. Andriy Shevshenko (Ucrânia) - 74 gols
13. Klaas Jan Huntelaar (Holanda) - 74 gols
14. Dimitar Berbatov (Bulgária) - 72 gols
15. Alexander Frei (Suíça) - 71 gols
16. Mohamed Aboutreika (Egito) - 66 gols
17. Wayne Rooney (Inglaterra) - 66 gols
18. Robbie Keane (Irlanda) - 65 gols
19. Bader Ahmed Al-Mutawa (Kuwait) - 63 gols
20. Radamel Falcao García (Colômbia) - 63 gols

O brasileiro mai bem colocado é Luís Fabiano, em 23º, com 60 gols. Ronaldinho Gaúcho é o 26º, com 59 gols. O uruguaio Diego Forlán é o 28º, com 58 gols, mesmo número de Adriano, em 29º. Kaká é o 34º, com 56 gols. Entre os 50 primeiros temos também Robinho, em 49º, com 51 gols.

Clique aqui para ver a lista completa de 119 jogadores.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Jogar futebol antigamente era bem mais difícil

Final de ano, mundo do futebol de recesso (com exceção da Inglaterra, esses amam mesmo o futebol!), nada legal passando na TV... Resolvi assistir um jogo de 1982. Há 30 anos, Peñarol e Aston Villa se enfrentavam na Copa Intercontinental, a terceira edição realizada no Japão.

Eram outros tempos. Para um adolescente nascido na década de 1990, assistir a um jogo "retrô" é mais do que a fantasia das histórias futebolísticas. É ver com os próprios olhos como era o esporte, no começo da década de 1980.

Zagueiros cabeludos e barbudos - caso do capitão do Peñarol, Walter Olivera. Camisas para dentro do calção. Chuteiras pretas. Esse era o futebol da época.

Mas ao decorrer do jogo, pensei comigo mesmo "que jogo ruim, os dois times, campeões continentais, jogam muito mal!". Realmente, o jogo não foi muito bom do ponto de vista técnico e tático, vendo com os olhos de quem está acostumado a assistir o Barcelona, o Manchester United, o Bayern de Munique atuais.

No entanto, para analisar com mais precisão os jogos daquela época, antes de criticar, é preciso levar em conta diversos aspectos, dos mais variados.

O campo do Estádio Nacional de Tóquio estava deteriorado, em péssimo estado. E não havia tido nenhum jogo no local antes da final, pois a Copa Intercontinental reunia apenas duas equipes. Os gramados de antigamente não eram tão bem cuidados como hoje, não eram tapetes. Muitos eram pastos esburacados!

Com o gramado ruim, a bola não rola direito. Além disso, as bolas de futebol eram muito mais pesadas que hoje em dia. Nos tempos de Friedenreich, Leônidas da Silva e Pelé, a melhor amiga do jogador era muito bem tratada pelos craques, mas não era fácil domar a redonda. Feita de couro, costurada, com bico que gerava um calombo e chegava a influir na trajetória da bola, ela ainda absorvia água quando o gramado encharcava por causa da chuva, e ficava mais pesada. Mesmo assim, o grande lateral-direito Djalma Santos conseguia, em um arremesso lateral, mandar a bola para dentro da pequena área, possibilitando as chances de gol como se fosse em um escanteio.

Claro que, ao passar dos anos, a bola de futebol foi se modernizando, mas a diferença da bola de 1980 para a de hoje é escandalosa. Hoje os atacantes e goleiros têm a pachorra de reclamar que a bola é ruim, sendo que só falta ela tomar seu caminho por conta própria, tão pequeno pode ser o esforço do jogador. Antigamente os goleiros agarravam chutes violentos sem deixar a redonda escapar, como foi o caso do goleiro do Peñarol, Gustavo Fernández, em diversos chutes dos atacantes do Aston Villa no mundial de 1982. Hoje, com a bola leve, muitos goleiros só conseguem espalmar e bater roupa.

As chuteiras também eram infernais para os jogadores. Ensopava de água, era dura, pesada e com travas perigosas. Hoje, são leves e coloridas.

Os uniformes também eram desconfortáveis. Feitos de tecidos que esquentam o corpo etc. Atualmente, eles são flexíveis, leves e ajudam na transpiração.

A preparação física também é outra coisa que evoluiu muito. Não preciso nem citar os pontos de evolução, que ajudaram os atletas de todos os tipos de esporte. Mas no futebol, juntamente com a parte tática, a preparação física fez com que o estilo de jogo mudasse e facilitasse o jogo bonito e a ascensão de novos craques.

O Peñarol de 1982 e o Peñarol vice-campeão da Libertadores de 2011 são parecidos, curiosamente. O estilo de jogo não mudou, há muitos chutões, jogo amarrado, truncado e pouca técnica. Não que o Peñarol campeão da América e do Mundo em 1982 tivesse pouca técnica, afinal jogavam naquele time nomes como Venancio Ramos e Jair e o matador Fernando Morena. Não, não. Não era um time ruim. O futebol de hoje que é bem diferente do que outrora. Só o Peñarol e os times uruguaios é que não perceberam.

Um ponto interessante dessa drástica mudança no futebol são as regras. Algumas regras, que para alguns podem ser inexpressivas, nos mostram a diferença do jogador de outras épocas para o jogador atual.

Em meados dos anos 90 os goleiros foram proibidos de pegar com a mão as bolas recuadas. Imagine se, nos tempos de Pelé, Puskas, Bobby Charlton, Eusébio,Falcão, Zico, Sócrates, o goleiro usasse apenas os pés em bolas recuadas. Com sua malandragem, o Negrão iria infernizar (mais ainda) a zaga adversária. Ao invés de marcar mil gols, marcaria dois mil! Não vejo Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, se aproveitarem dessa vantagem que Pelé não teve.

E o impedimento, que, quando o atacante estando na mesma linha dos zagueiros, deveria ser marcado? Hoje é o contrário.

É por tudo isso e mais uns cem motivos, que mais uma vez cheguei à conclusão de que os jogadores de antigamente, quando o futebol tinha ares românticos e sem nenhuma frescura, ainda são superiores aos popstars da atualidade.

Ah, já ia me esquecendo. O Peñarol venceu o Aston Villa por 2 a 0, ergueu a taça na frente dos ingleses, e deu a volta olímpica, que os uruguaios inventaram.

Até o ano que vem!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Entrevista: J.H. Marques, presidente da Frente Nacional dos Torcedores

João Hermínio Marques é advogado, sócio proprietário do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e presidente da Frente Nacional dos Torcedores.

Para ele, a mobilização social é o maior instrumento contra as injustiças sofridas no futebol e na sociedade em geral, e conta como ela é importante, tanto que ajudou a derrubar um dos maiores ditadores do futebol mundial, Ricardo Teixeira.

Aqui você vai conhecer um pouco mais sobre a Frente Nacional dos Torcedores, em entrevista dada por João Hermínio Marques a Eduardo Vasco, via rede social.

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O que é a Frente Nacional dos Torcedores?

A FNT é o movimento social que luta por um futebol justo, democrático e popular. Entendemos "justo" como contra a corrupção. Entendemos "democrático" como parte da nossa luta pela democratização das instâncias decisórias do futebol (clubes, federações e CBF). Entendemos "popular" pela defesa do futebol do povo, afinal, somos a contra-corrente desse processo de elitização do futebol, ora apelidado pela nossa militância como "futebol moderno". Embora seja um erro conceitual dizer isso, o que vale é que lutamos contra a elitização do futebol.

Como se formou?

A FNT formou-se pela internet a partir de um fórum de debates sobre torcidas e futebol em geral. Porém, sempre fomos contrários às mobilizações meramente virtuais. E em alguns meses realizamos o I Encontro Nacional dos Torcedores, onde foi eleita uma direção definitiva e foi aprovado um estatuto social do movimento.

Atua em todo o País?

Temos filiais ativas como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte. E estamos recomeçando nosso trabalho em Minas e em São Paulo. Assim, como estamos iniciando na Bahia, no Pará e no Maranhão. Sim, nós queremos ter tentáculos em todo o país. Afinal, nascemos para defender todos os torcedores brasileiros.

Quais as principais conquistas da FNT?

O "Fora Teixeira", sem dúvida nenhuma. Antes do nosso movimento, Ricardo Teixeira era "incaível". Somente quando a gente botou o bloco na rua com milhares de pessoas que o quadro do Teixeira começou a desmoronar. Evidentemente que ele não caiu só por causa da gente. No entanto, tivemos uma enorme parcela nesse processo. E isso é motivo de orgulho. Claro que ele caiu e entrou o "Zé Medalha", porém já foi um avanço. É lutando e continuando a lutar que conquistaremos mudanças mais profundas. Basta ver que a CBF do Teixeira era estável. A do Marin já não é.

Por que lutar?

Lutamos porque acreditamos na mudança social pelo futebol. Lutamos porque queremos mudar o futebol. Lutamos porque amamos o futebol. Lutamos pelas ideias do Dr. Sócrates. Lutamos pelo nosso sonho de Torcedor apaixonado.

Os brasileiros se acomodaram e deixaram de lutar por seus ideais?

O Brasil vive uma fase de imobilismo social. Não tem como negar que a estabilidade do Plano Real, e depois os avanços sociais (ainda que não profundos, isto é, avanços superficiais), não tem como negar que o quadro nacional hoje facilita essa estagnação da massa e esse marasmo político. Outro grande fator culpado disso foi a ascensão da "oposição" histórica no poder. A "situação" de mais de 500 anos não possui vontade de agito. E a pretérita "oposição" não pensa em fazer agito agora que está no governo. É uma situação complexa. No entanto, o brasileiro não é um povo acomodado. Isso é uma inverdade. Olhe para nossa história: Tiradentes, Zumbi, João Cândido, Canudos, Lampião, Brizola na Legalidade. O brasileiro é povo de luta. Basta acordar desse berço esplêndido. E aí surge a tarefa: como acordar? Nosso movimento entende que o futebol é o modus operandi mais qualificado para englobar a massa na luta por justiça social. O problema é a dificuldade, devido a baixa inteligência e compreensão da realidade, dos "líderes políticos" abraçarem essa ideia.

Quais os planos da FNT para 2013? Continuará a luta contra a privatização do Maracanã? Tem algum plano de protestos para a volta das bandeiras de cabo aos estádios de São Paulo?

A luta contra a privatização do Maraca é permanente. E, mesmo que a gente consiga impedir a privatização, seguiremos na luta por um Maraca com cara de Torcedor, não elitista, por um Maraca popular. Lutaremos por mudanças no Estatuto do Torcedor. Lutaremos pela aprovação da PEC Dr. Sócrates (202/2012), a PEC da regulamentação desportiva. E, sim, caso a gente consiga o quanto antes reestruturar a FNT em São Paulo, vamos para esse combate pela volta das bandeiras.

Quais as consequências da realização da Copa do Mundo para o povo e para o torcedor brasileiro?

A Copa do Mundo é uma grande festa. O povo gosta. Não podemos negligenciar isso. Nós Torcedores, mesmo, gostamos bastante. A grande questão é se a Copa vai elitizar o futebol nacional. Infelizmente já temos esse reflexo. E isso não é positivo. Não lutamos contra a Copa. No entanto, lutamos por um legado verdadeiramente social-esportivo com a Copa no Brasil. E lutamos por uma Copa do povo, uma Copa com cara do povo brasileiro.

Como o torcedor comum pode ajudar a FNT nessa luta popular?

O torcedor comum pode ajudar seguindo nossas páginas no facebook, filiando-se em nosso site (infelizmente hoje fora do ar), e participando dos nossos eventos.



Clique aqui e visite o facebook oficial da Frente Nacional dos Torcedores.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Jonás Ramalho, a estrela negra do Athletic Bilbao

Nascido em 10 de junho de 1993 na cidade de Barakaldo, País Basco, Jonás Ramalho Chimeno é o primeiro jogador negro a atuar pelo Athletic Bilbao, que tem tradição de só aceitar jogadores de ascendência basca em seu elenco.

"Ramalho" vem do sobrenome de seu pai, angolano e "Chimeno", de sua mãe, basca, nascida no município de Portugalete.

Ramalho vem atuando nas últimas partidas do Athletic, inclusive como titular.

Desde os 10 anos joga nas categorias de base do clube basco. Conquistou a Copa do Rei Juvenil em 2010.

Pela seleção espanhola, conquistou o 3º lugar na Copa do Mundo Sub-17 em 2009, foi vice-campeão da Eurocopa Sub-17 em 2010 e campeão do Europeu Sub-19 em 2010/2011 e 2011/2012.

O zagueiro de 1,81 m também é o jogador mais jovem a atuar pelo Athletic Bilbao. Sua estreia na Liga Espanhola se deu em 20 de novembro de 2011, na vitória por 2 a 1 contra o Sevilla, fora de casa, no estádio Ramón Sánchez Pizjuán.

Ramalho é uma das grandes promessas dos Leones de San Mamés para as próximas temporadas.

domingo, 18 de novembro de 2012

Um ás na rede, Stepanek joga com o coração e dá o título da Copa Davis para a República Tcheca

A primeira vez que eu usei a palavra ás para falar de alguém foi sexta-feira, quando Stepanek jogou contra David Ferrer. Falei para meu pai: "Stepanek é um ás na rede!". Isso não é nenhuma novidade, todos sabem que o tenista tcheco encara as bolas na rede como poucos.

Stepanek perdeu esse jogo contra o Ferrer, mas, junto a Tomas Berdych, conseguiu a vitória nas duplas no sábado. Neste domingo, quando o placar da final apontava 2 a 1 para a República Tcheca contra a Espanha, Ferrer tratou de empatar o confronto, após bater Berdych por 3 sets a 0.

A última partida do dia, que decidiria o título da centésima edição da Copa Davis, foi entre Radek Stepanek e Nicolás Almagro, que haviam perdido seus jogos de simples na sexta-feira.

A torcida tcheca não deixou de apoiar os jogadores nem por um segundo, gritando inclusive entre os pontos. Stepanek estava embalado e quebrou um saque de Almagro, o que já foi necessário para ganhar o set, 6-4. Detalhe: o tcheco foi 16 vezes à rede e ganhou 12 pontos, 76% de aproveitamento.

No segundo set, Stepanek continuou perturbando os games de saque do espanhol, sempre chegando a 40 iguais ou break points. O tcheco teve, inclusive, nove break points, mas só aproveitou um. Almagro, por sua vez, teve quatro break points, aproveitando um também. Desta forma, o set foi para o tiebreak, onde Stepanek arrasou o número 11 do mundo. O tcheco não deixou o espanhol ganhar um ponto, vencendo assim por 7 a 0. O número 37 do ranking subiu 25 vezes à rede e ganhou 15 pontos, aproveitamento de 60%.

Almagro não desistiria tão facilmente da partida, e jogou a sobrevivência da Espanha na disputa do título no terceiro set. Uma quebra de serviço foi o suficiente para vencer o set por 6-3, pois Stepanek não conseguiu devolver o break, apesar de ter ganhado 64% dos pontos na rede (11 subidas e 7 pontos ganhos).

Os principais pontos de Stepanek no jogo foram ganhos na rede, apesar de ter tido alguns erros que não se pode cometer. Mas o quarto set também foi jogado na raça, no coração. No sétimo game, quando o tcheco já havia quebrado o saque do espanhol, ele foi à rede e Almagro tentou a passada na paralela, mas Stepanek não deixou, fazendo malabarismo como se fosse uma defesa de goleiro de futebol, e acabou ganhando o ponto quando Almagro mandou a bola para fora. Stepanek vibrou, uma vibração de quem dá tudo pelo seu país na disputa de um título tão importante como a Davis.

No quarto set, Stepanek teve 70% de aproveitamento na rede, ganhando sete dos dez pontos disputados. Mas o último ponto do jogo não foi em um voleio. Aliás, Stepanek nem havia subido à rede, estava no fundo, quando Almagro, com um erro não forçado, mandou a bola na rede. O tcheco desabou e chorou, enquanto seus companheiros correram para abraçá-lo.

Stepanek também chorou ao cantar o hino tcheco com seus companheiros, e depois comemorou novamente. Ainda está comemorando.

Esse título foi seu, Stepanek. Você deu o título para a República Tcheca. Com 34 anos, mostrou novamente como joga muito bem, como é um exímio voleador, como é um ás na rede.

A Tchecoslováquia havia ganho o título da Copa Davis em 1980. Agora, a República Tcheca vence o torneio em 2012.

Foto: Getty Images

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Brasil cai-cai e má arbitragem: estamos atrasados em comparação com europeus e, sobretudo, com os argentinos

Há algo muito ruim acontecendo no futebol brasileiro. A arbitragem está cada vez pior e a encenação dos jogadores não ajuda em nada a acabar com esse problema. Os jogadores, de todos os times do Campeonato Brasileiro, tentam em todo momento iludir os árbitros, cavando faltas e expulsões. Algumas vezes essas jogadas soam como banais e causam a indignação do torcedor.

Os árbitros, no auge de sua prepotência, chegam a expulsar um jogador por ele reclamar - às vezes uma reclamação legítima - dos abusos cometidos em campo. Não há santo em nenhum dos lados, mas também não há um padrão de jogo neste quesito.

Em vários lugares do mundo onde o futebol também é forte, a coisa não é assim. A arbitragem europeia, em geral, não marca muitas faltas, ou pelo menos marca menos faltas que no Brasil. No caso da Argentina, não há tal anarquia em termos de arbitragem e cai-cai. Nossos vizinhos levam o futebol tão a sério como nós, uma verdadeira paixão, todos já sabem. Os jogadores disputam cada bola, cada dividida, como se fosse uma batalha. Eles não tentam ludibriar a arbitragem, pois sabem que o juiz deixa o jogo correr, não marca qualquer falta.

Vamos comparar os principais campeonatos europeus e o Argentino com o Campeonato Brasileiro, levando em conta as faltas marcadas na rodada deste final de semana de cada campeonato nacional:

Campeonato Brasileiro (28ª rodada):

Flamengo x Bahia  - 29 faltas (6 x 23)
Portuguesa x Sport Recife - 45 faltas (28 x 17)
Coritiba x Ponte Preta - 39 faltas (21 x 18)
São Paulo x Palmeiras - 31 faltas (14 x 17)
Santos x Internacional - 29 faltas (16 x 13)
Náutico x Corinthians - 44 faltas (23 x 21)
Atlético/GO x Vasco da Gama - 31 faltas (11 x 20)
Fluminense x Botafogo - 37 faltas (16 x 21)
Grêmio x Cruzeiro - 34 faltas (10 x 24)
Atlético/MG x Figueirense - 34 faltas (15 x 19)

Jogo mais faltoso: Portuguesa x Sport (45 faltas)
Jogo menos faltoso: Flamengo x Bahia / Santos x Internacional (ambos 29 faltas)

Média de 35,3 faltas por jogo

Campeonato Inglês (7ª rodada):

Jogo mais faltoso: West Bromwich x Queen's Park Rangers / Wigan x Everton (ambos 28 faltas)
Jogo menos faltoso: Chelsea x Norwich (9 faltas)

Média de 21,7 faltas por jogo

Campeonato Alemão (7ª rodada):

Jogo mais faltoso: Greuther Fürt x Hamburgo (45 faltas)
Jogo menos faltoso: Schalke 04 x Wolfsburg (30 faltas)

Média de 37,3 faltas por jogo

Campeonato Italiano (7ª rodada):

Jogo mais faltoso: Siena x Juventus (41 faltas)
Jogo menos faltoso: Genoa x Palermo / Roma x Atalanta / Pescara x Lazio (24 faltas)

Média de 30,3 faltas por jogo

Campeonato Espanhol (7ª rodada):

Jogo mais faltoso: Zaragoza x Getafe (46 faltas)
Jogo menos faltoso: Athletic Bilbao x Osasuna (21 faltas)

Média de 32 faltas por jogo

Agora a Primera División da Argentina, onde talvez exista a melhor arbitragem do mundo:

Campeonato Argentino (10ª rodada):

Lanús x Unión de Santa Fé - 18 faltas (6 x 12)
Argentinos Juniors x Tigre - 25 faltas (10 x 15)
San Martín de San Juan x All Boys - 22 faltas (11 x 11)
San Lorenzo x Arsenal de Sarandí - 10 faltas (4 x 6)
Estudiantes x Quilmes - 8 faltas (1 x 7)
Colón x Racing - 17 faltas (9 x 8)
Belgrano x Boca - 14 faltas (6 x 8)
Independiente x Atlético Rafaela - 11 faltas (3 x 8)
Newell's Old Boys x Vélez Sarsfield - 10 faltas (5 x 5)
River Plate x Godoy Cruz - 17 faltas (10 x 7)

Jogo mais faltoso: Argentinos Juniors x Tigre (25 faltas)
Jogo menos faltoso: Estudiantes x Quilmes (8 faltas)

Média de 15,2 faltas por jogo

É, parece que ainda temos que aprender muito com os de fora, sobretudo com nossos hermanos, que estão ao nosso lado geograficamente, mas em termos de arbitragem, se encontram anos luz à nossa frente.


Fontes: soccerway e ESPN Deportes

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Brasil conquista seu melhor desempenho nos Jogos Paralímpicos em sua história



As Paralimpíadas chegaram ao fim com a melhor participação do Brasil na história dos Jogos Paralímpicos. O país ficou na sétima posição no quadro geral com um total de 43 medalhas. Com 21 medalhas de ouro, 14 de prata e oito de bronze, o Brasil ficou atrás apenas da China, que liderou com folga com 231 medalhas no total e 95 de ouro, Rússia, Reino Unido, Austrália, Ucrânia e Estados Unidos.

Em 2008, o Brasil havia ficado na nona posição apesar de ter conquistado mais medalhas no total. Foram 47, sendo 16 de ouro. O melhor desempenho em Londres deve muito à performance na natação, com nove medalhas de ouro, sendo seis de Daniel Dias e três de André Brasil. Com sete ouros, o atletismo também se destacou.

O próprio Daniel Dias foi o grande nome brasileiro no evento. O nadador venceu todas as categorias que disputou: 50m peito na SB4 e 50m costas, 50m borboleta, 50m livre, 100m livre e 200m livre na S5. Contando também os Jogos Paralímpicos de 2008, o atleta chegou às 15 medalhas no total e se tornou o maior medalhista do país, superando o também nadador Clodoaldo da Silva e a corredora Ádria Santos.
 
No total de medalhas, porém, o atletismo foi ainda melhor que a natação: foram 18 medalhas contra 14. Alan Fonteles, de apenas 20 anos, foi o grande nome ao desbancar a principal estrela dos Jogos, o sul-africano Oscar Pistorius e conquistar o ouro nos 200m rasos da T44. As outras medalhas de ouro brasileiras vieram na bocha, terceira modalidade com melhor desempenho com três campeões, na esgrima e no futebol de 5.

O desempenho do país atingiu as metas traçadas pelo CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro). “Atingimos nossos objetivos gerais, a avaliação é a melhor possível. Ficamos no sétimo lugar no quadro de medalhas e conquistamos 21 medalhas de ouro ouros”, declarou Andrews Parsons, presidente da entidade.

(Veja matéria completa sobre a festa de encerramento dos Jogos: http://www.gazetaesportiva.net/noticia/2012/09/olimpiadas-de-2012/jogos-paralimpicos-chegam-ao-fim-com-melhor-participacao-brasileira.html )

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Confira as medalhas por esporte da equipe brasileira nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012:

Natação - 9 de ouro, 4 prata, 1 bronze = 14 no total
Atletismo - 7 de ouro, 8 de prata, 3 de bronze = 18 no total
Bocha - 3 de ouro, 0 de prata, 1 de bronze = 4 no total
Esgrima em cadeira de rodas - 1 de ouro, 0 de prata, 0 de bronze = 1 no total
Futebol de cinco - 1 de ouro, 0 de prata, 0 de bronze = 1 no total
Judô - 0 de ouro, 1 de prata, 3 de bronze = 4 no total
Goalball - 0 de ouro, 1 de prata, 0 de bronze = 1 no total

Brasil - 21 de ouro, 14 de prata, 8 de bronze = 43 medalhas no total

(Dados: Wikipédia)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Por que o tênis é considerado um esporte de elite?

O tênis é considerado um esporte de elite, que só é praticado, em sua maioria, pela garotada em clubes particulares. O grande erro do tênis no Brasil é ele não ser democratizado. Precisamos tirar este estigma de elite para o tênis encontrar seu caminho novamente.

A falta de espaços que não sejam particulares para a prática do tênis é um empecilho para o desenvolvimento ainda maior do esporte no País. Temos poucas quadras públicas. Só em Buenos Aires, por exemplo, existem mais quadras públicas que no Brasil inteiro.

O tênis necessita de um investimento médio em torno de 500 reais (entre aulas e materiais), e era ainda mais elitizado na década de 1980. Uma grande barreira para a popularização do esporte é que ele não faz parte da grade curricular de Educação Física nas escolas e na faculdade.

E também há pouco incentivo por parte do governo e da mídia para a prática do esporte...

domingo, 26 de agosto de 2012

História do tênis no Brasil

O tênis chegou ao Brasil pelas mãos dos engenheiros ingleses que vinham trabalhar no País no final do século XIX. Os berços do tênis no Brasil são o Rio Cricket, no Rio de Janeiro, mais precisamente em Niterói, e o Wahallah, em Porto Alegre.

Com a fundação do Fluminense Futebol Clube, no Rio de Janeiro, e do Clube Atlético Paulistano, em São Paulo, o esporte se difundiu, embora até a Primeira Guerra Mundial houvesse pouquíssimos torneios.

Nélson Cruz e Ricardo Pernambuco foram os primeiros brasileiros a participar da Copa Davis, em 1932. Alcides Procópio se tornou o primeiro brasileiro a disputar o torneio de Wimbledon, em 1938. Ele também ganhou o primeiro título oficial de campeão brasileiro de simples, em 1943.

Somente após a criação das federações regionais, que controlavam o esporte em âmbito estadual, o tênis ganhou mais divulgação. Em nível nacional, coube a Confederação Brasileira de Desportos dirigir o esporte até 1956, quando foi fundada a Confederação Brasileira de Tênis.

Falando sobre os principais tenistas brasileiros de todos os tempos, não podemos deixar de citar uma das mais vencedoras tenistas da história: Maria Esther Bueno, a maior atleta do tênis brasileiro. Maria Esther venceu, em simples, três vezes o Torneio de Wimbledon (1959, 1960 e 1964), quatro vezes o US Open (1959, 1963, 1964 e 1966), foi vice-campeã de Roland Garros em 1964 e do Aberto da Austrália em 1965. Nas duplas, Maria foi campeã dos quatro Slams: Aberto da Austrália (1960), Roland Garros (1960), Wimbledon (1958, 1960, 1963, 1965 e 1966) e US Open (1960, 1962, 1966 e 1968). Foi número 1 do mundo de 1959 a 1966.

Thomaz Koch foi considerado, em 1963, o melhor tenista de 18 anos do mundo, quando alcançou a semifinal do US Open. Venceu os ATP's de Barcelona e Washington. Fez dupla com Edson Mandarino, formando a terceira dupla mais vencedora de todos os tempos, com 23 vitórias e apenas 9 derrotas em dez anos de Copa Davis. Koch chegou a ser o 24º melhor tenista do ranking mundial.

Nos anos 1970 surgia Carlos Alberto Kirmayr, que chegou ao posto de 31 do ranking mundial da ATP no começo dos anos 1980. E no final dos anos 1980, mais precisamente em 1989, Luiz Mattar foi o 29º do mundo.

Em 1992, o Brasil conquistou seu maior desempenho em Copa Davis: com Luiz Mattar, Cássio Motta, Fernando Roese e Jaime Oncins, chegamos às semifinais do Grupo Mundial, batendo Alemanha e Itália.

Jaime Oncins foi campeão do Torneio de Bolonha em 1992, em simples, além de semifinalista de Roland Garros em 2000, nas duplas. Chegou a ser número 34 do mundo no ranking de simples.

Fernando Meligeni, o Fininho, que nasceu na Argentina, chegou a ser o 25º do ranking, em 1999. Foi semifinalista dos Jogos Olímpicos de Atlanta-96 e em Roland Garros, 1999. Ganhou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003. Entre os seus melhores resultados estão a vitória contra Pete Sampras, no Masters 1000 de Roma em 1999, Yevgeny Kafelnikov em 1998 e 1999, Carlos Moya em 1999, Magnus Norman em 1995, Mats Wilander em 1996 e Alex Corretja em Roland Garros 1999.

E o maior tenista da história do Brasil: Gustavo Kuerten. Guga foi nº 1 do mundo em 2000 e entre os vários torneios que conquistou, estão o Masters 1000 de Monte Carlo (2 vezes), Roma, Hamburgo e Cincinnati, o Masters Cup de Lisboa (2000) e os três títulos de Roland Garros, em 1997, 2000 e 2001.

Atualmente temos Thomaz Bellucci como a maior esperança de conquistas do tênis brasileiro. Apesar dos altos e baixos, já conseguiu algumas conquistas com certo peso, como os títulos do ATP 250 de Gstaad (em 2009 e 2012) e do ATP 250 de Santiago do Chile.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Londres 2012: A Olimpíada do boxe brasileiro

Essa foi a melhor participação do boxe brasileiro na história dos Jogos Olímpicos. Duas medalhas no pugilismo masculino e uma inédita no feminino.

Adriana Araújo, baiana, 30 anos. Na categoria peso leve para até 60 kg, Adriana chegou às semifinais, garantindo a medalha de bronze. Ela perdeu na semifinal para a russa Sofya Ochigava, mas como no boxe não existe decisão de medalha de bronze e as duas perdedoras das semifinais conquistam automaticamente a medalha, Adriana fez história, quando pela primeira vez uma mulher brasileira ganhava uma medalha no boxe olímpico.

Yamaguchi Falcão Florentino, filho de seu Touro Moreno, também pugilista, conquistou a medalha de bronze na categoria meio pesado (até 81 kg), após bater nas quartas de final o cubano campeão mundial em 2011 e número 1 do mundo, Julio La Cruz Peraza.

Irmão de Yamaguchi, Esquiva Falcão foi ainda melhor: deu ao Brasil sua melhor colocação no boxe olímpico, ao alcançar a medalha de prata na categoria até 75 kg. Na final ele perdeu por um ponto de diferença para o japonês Ryota Murata, devido a penalização sofrida pelo brasileiro por agarrar demais o adversário.

Até os Jogos de Londres 2012, a única medalha conquistada pelo boxe brasileiro em Olimpíadas havia sido do grande Servílio de Oliveira, em 1968, na Cidade do México.

Esperamos que daqui a quatro anos novos talentos surjam no boxe brasileiro, para fazer uma boa campanha nos Jogos do Rio de Janeiro. Esperamos também que haja mais incentivo à modalidade e que o dinheiro investido no esporte vá realmente para o esporte, e não para o bolso dos dirigentes.