Nascido em 10 de junho de 1993 na cidade de Barakaldo, País Basco, Jonás Ramalho Chimeno é o primeiro jogador negro a atuar pelo Athletic Bilbao, que tem tradição de só aceitar jogadores de ascendência basca em seu elenco.
"Ramalho" vem do sobrenome de seu pai, angolano e "Chimeno", de sua mãe, basca, nascida no município de Portugalete.
Ramalho vem atuando nas últimas partidas do Athletic, inclusive como titular.
Desde os 10 anos joga nas categorias de base do clube basco. Conquistou a Copa do Rei Juvenil em 2010.
Pela seleção espanhola, conquistou o 3º lugar na Copa do Mundo Sub-17 em 2009, foi vice-campeão da Eurocopa Sub-17 em 2010 e campeão do Europeu Sub-19 em 2010/2011 e 2011/2012.
O zagueiro de 1,81 m também é o jogador mais jovem a atuar pelo Athletic Bilbao. Sua estreia na Liga Espanhola se deu em 20 de novembro de 2011, na vitória por 2 a 1 contra o Sevilla, fora de casa, no estádio Ramón Sánchez Pizjuán.
Ramalho é uma das grandes promessas dos Leones de San Mamés para as próximas temporadas.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
Um ás na rede, Stepanek joga com o coração e dá o título da Copa Davis para a República Tcheca
A primeira vez que eu usei a palavra ás para falar de alguém foi sexta-feira, quando Stepanek jogou contra David Ferrer. Falei para meu pai: "Stepanek é um ás na rede!". Isso não é nenhuma novidade, todos sabem que o tenista tcheco encara as bolas na rede como poucos.
Stepanek perdeu esse jogo contra o Ferrer, mas, junto a Tomas Berdych, conseguiu a vitória nas duplas no sábado. Neste domingo, quando o placar da final apontava 2 a 1 para a República Tcheca contra a Espanha, Ferrer tratou de empatar o confronto, após bater Berdych por 3 sets a 0.
A última partida do dia, que decidiria o título da centésima edição da Copa Davis, foi entre Radek Stepanek e Nicolás Almagro, que haviam perdido seus jogos de simples na sexta-feira.
A torcida tcheca não deixou de apoiar os jogadores nem por um segundo, gritando inclusive entre os pontos. Stepanek estava embalado e quebrou um saque de Almagro, o que já foi necessário para ganhar o set, 6-4. Detalhe: o tcheco foi 16 vezes à rede e ganhou 12 pontos, 76% de aproveitamento.
No segundo set, Stepanek continuou perturbando os games de saque do espanhol, sempre chegando a 40 iguais ou break points. O tcheco teve, inclusive, nove break points, mas só aproveitou um. Almagro, por sua vez, teve quatro break points, aproveitando um também. Desta forma, o set foi para o tiebreak, onde Stepanek arrasou o número 11 do mundo. O tcheco não deixou o espanhol ganhar um ponto, vencendo assim por 7 a 0. O número 37 do ranking subiu 25 vezes à rede e ganhou 15 pontos, aproveitamento de 60%.
Almagro não desistiria tão facilmente da partida, e jogou a sobrevivência da Espanha na disputa do título no terceiro set. Uma quebra de serviço foi o suficiente para vencer o set por 6-3, pois Stepanek não conseguiu devolver o break, apesar de ter ganhado 64% dos pontos na rede (11 subidas e 7 pontos ganhos).
Os principais pontos de Stepanek no jogo foram ganhos na rede, apesar de ter tido alguns erros que não se pode cometer. Mas o quarto set também foi jogado na raça, no coração. No sétimo game, quando o tcheco já havia quebrado o saque do espanhol, ele foi à rede e Almagro tentou a passada na paralela, mas Stepanek não deixou, fazendo malabarismo como se fosse uma defesa de goleiro de futebol, e acabou ganhando o ponto quando Almagro mandou a bola para fora. Stepanek vibrou, uma vibração de quem dá tudo pelo seu país na disputa de um título tão importante como a Davis.
No quarto set, Stepanek teve 70% de aproveitamento na rede, ganhando sete dos dez pontos disputados. Mas o último ponto do jogo não foi em um voleio. Aliás, Stepanek nem havia subido à rede, estava no fundo, quando Almagro, com um erro não forçado, mandou a bola na rede. O tcheco desabou e chorou, enquanto seus companheiros correram para abraçá-lo.
Stepanek também chorou ao cantar o hino tcheco com seus companheiros, e depois comemorou novamente. Ainda está comemorando.
Esse título foi seu, Stepanek. Você deu o título para a República Tcheca. Com 34 anos, mostrou novamente como joga muito bem, como é um exímio voleador, como é um ás na rede.
A Tchecoslováquia havia ganho o título da Copa Davis em 1980. Agora, a República Tcheca vence o torneio em 2012.
Stepanek perdeu esse jogo contra o Ferrer, mas, junto a Tomas Berdych, conseguiu a vitória nas duplas no sábado. Neste domingo, quando o placar da final apontava 2 a 1 para a República Tcheca contra a Espanha, Ferrer tratou de empatar o confronto, após bater Berdych por 3 sets a 0.
A última partida do dia, que decidiria o título da centésima edição da Copa Davis, foi entre Radek Stepanek e Nicolás Almagro, que haviam perdido seus jogos de simples na sexta-feira.
A torcida tcheca não deixou de apoiar os jogadores nem por um segundo, gritando inclusive entre os pontos. Stepanek estava embalado e quebrou um saque de Almagro, o que já foi necessário para ganhar o set, 6-4. Detalhe: o tcheco foi 16 vezes à rede e ganhou 12 pontos, 76% de aproveitamento.
No segundo set, Stepanek continuou perturbando os games de saque do espanhol, sempre chegando a 40 iguais ou break points. O tcheco teve, inclusive, nove break points, mas só aproveitou um. Almagro, por sua vez, teve quatro break points, aproveitando um também. Desta forma, o set foi para o tiebreak, onde Stepanek arrasou o número 11 do mundo. O tcheco não deixou o espanhol ganhar um ponto, vencendo assim por 7 a 0. O número 37 do ranking subiu 25 vezes à rede e ganhou 15 pontos, aproveitamento de 60%.
Almagro não desistiria tão facilmente da partida, e jogou a sobrevivência da Espanha na disputa do título no terceiro set. Uma quebra de serviço foi o suficiente para vencer o set por 6-3, pois Stepanek não conseguiu devolver o break, apesar de ter ganhado 64% dos pontos na rede (11 subidas e 7 pontos ganhos).
Os principais pontos de Stepanek no jogo foram ganhos na rede, apesar de ter tido alguns erros que não se pode cometer. Mas o quarto set também foi jogado na raça, no coração. No sétimo game, quando o tcheco já havia quebrado o saque do espanhol, ele foi à rede e Almagro tentou a passada na paralela, mas Stepanek não deixou, fazendo malabarismo como se fosse uma defesa de goleiro de futebol, e acabou ganhando o ponto quando Almagro mandou a bola para fora. Stepanek vibrou, uma vibração de quem dá tudo pelo seu país na disputa de um título tão importante como a Davis.
No quarto set, Stepanek teve 70% de aproveitamento na rede, ganhando sete dos dez pontos disputados. Mas o último ponto do jogo não foi em um voleio. Aliás, Stepanek nem havia subido à rede, estava no fundo, quando Almagro, com um erro não forçado, mandou a bola na rede. O tcheco desabou e chorou, enquanto seus companheiros correram para abraçá-lo.
Stepanek também chorou ao cantar o hino tcheco com seus companheiros, e depois comemorou novamente. Ainda está comemorando.
Esse título foi seu, Stepanek. Você deu o título para a República Tcheca. Com 34 anos, mostrou novamente como joga muito bem, como é um exímio voleador, como é um ás na rede.
A Tchecoslováquia havia ganho o título da Copa Davis em 1980. Agora, a República Tcheca vence o torneio em 2012.
Foto: Getty Images
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Brasil cai-cai e má arbitragem: estamos atrasados em comparação com europeus e, sobretudo, com os argentinos
Há algo muito ruim acontecendo no futebol brasileiro. A arbitragem está cada vez pior e a encenação dos jogadores não ajuda em nada a acabar com esse problema. Os jogadores, de todos os times do Campeonato Brasileiro, tentam em todo momento iludir os árbitros, cavando faltas e expulsões. Algumas vezes essas jogadas soam como banais e causam a indignação do torcedor.
Os árbitros, no auge de sua prepotência, chegam a expulsar um jogador por ele reclamar - às vezes uma reclamação legítima - dos abusos cometidos em campo. Não há santo em nenhum dos lados, mas também não há um padrão de jogo neste quesito.
Em vários lugares do mundo onde o futebol também é forte, a coisa não é assim. A arbitragem europeia, em geral, não marca muitas faltas, ou pelo menos marca menos faltas que no Brasil. No caso da Argentina, não há tal anarquia em termos de arbitragem e cai-cai. Nossos vizinhos levam o futebol tão a sério como nós, uma verdadeira paixão, todos já sabem. Os jogadores disputam cada bola, cada dividida, como se fosse uma batalha. Eles não tentam ludibriar a arbitragem, pois sabem que o juiz deixa o jogo correr, não marca qualquer falta.
Vamos comparar os principais campeonatos europeus e o Argentino com o Campeonato Brasileiro, levando em conta as faltas marcadas na rodada deste final de semana de cada campeonato nacional:
Campeonato Brasileiro (28ª rodada):
Flamengo x Bahia - 29 faltas (6 x 23)
Portuguesa x Sport Recife - 45 faltas (28 x 17)
Coritiba x Ponte Preta - 39 faltas (21 x 18)
São Paulo x Palmeiras - 31 faltas (14 x 17)
Santos x Internacional - 29 faltas (16 x 13)
Náutico x Corinthians - 44 faltas (23 x 21)
Atlético/GO x Vasco da Gama - 31 faltas (11 x 20)
Fluminense x Botafogo - 37 faltas (16 x 21)
Grêmio x Cruzeiro - 34 faltas (10 x 24)
Atlético/MG x Figueirense - 34 faltas (15 x 19)
Jogo mais faltoso: Portuguesa x Sport (45 faltas)
Jogo menos faltoso: Flamengo x Bahia / Santos x Internacional (ambos 29 faltas)
Média de 35,3 faltas por jogo
Campeonato Inglês (7ª rodada):
Jogo mais faltoso: West Bromwich x Queen's Park Rangers / Wigan x Everton (ambos 28 faltas)
Jogo menos faltoso: Chelsea x Norwich (9 faltas)
Média de 21,7 faltas por jogo
Campeonato Alemão (7ª rodada):
Jogo mais faltoso: Greuther Fürt x Hamburgo (45 faltas)
Jogo menos faltoso: Schalke 04 x Wolfsburg (30 faltas)
Média de 37,3 faltas por jogo
Campeonato Italiano (7ª rodada):
Jogo mais faltoso: Siena x Juventus (41 faltas)
Jogo menos faltoso: Genoa x Palermo / Roma x Atalanta / Pescara x Lazio (24 faltas)
Média de 30,3 faltas por jogo
Campeonato Espanhol (7ª rodada):
Jogo mais faltoso: Zaragoza x Getafe (46 faltas)
Jogo menos faltoso: Athletic Bilbao x Osasuna (21 faltas)
Média de 32 faltas por jogo
Agora a Primera División da Argentina, onde talvez exista a melhor arbitragem do mundo:
Campeonato Argentino (10ª rodada):
Lanús x Unión de Santa Fé - 18 faltas (6 x 12)
Argentinos Juniors x Tigre - 25 faltas (10 x 15)
San Martín de San Juan x All Boys - 22 faltas (11 x 11)
San Lorenzo x Arsenal de Sarandí - 10 faltas (4 x 6)
Estudiantes x Quilmes - 8 faltas (1 x 7)
Colón x Racing - 17 faltas (9 x 8)
Belgrano x Boca - 14 faltas (6 x 8)
Independiente x Atlético Rafaela - 11 faltas (3 x 8)
Newell's Old Boys x Vélez Sarsfield - 10 faltas (5 x 5)
River Plate x Godoy Cruz - 17 faltas (10 x 7)
Jogo mais faltoso: Argentinos Juniors x Tigre (25 faltas)
Jogo menos faltoso: Estudiantes x Quilmes (8 faltas)
Média de 15,2 faltas por jogo
É, parece que ainda temos que aprender muito com os de fora, sobretudo com nossos hermanos, que estão ao nosso lado geograficamente, mas em termos de arbitragem, se encontram anos luz à nossa frente.
Fontes: soccerway e ESPN Deportes
Vamos comparar os principais campeonatos europeus e o Argentino com o Campeonato Brasileiro, levando em conta as faltas marcadas na rodada deste final de semana de cada campeonato nacional:
Campeonato Brasileiro (28ª rodada):
Flamengo x Bahia - 29 faltas (6 x 23)
Portuguesa x Sport Recife - 45 faltas (28 x 17)
Coritiba x Ponte Preta - 39 faltas (21 x 18)
São Paulo x Palmeiras - 31 faltas (14 x 17)
Santos x Internacional - 29 faltas (16 x 13)
Náutico x Corinthians - 44 faltas (23 x 21)
Atlético/GO x Vasco da Gama - 31 faltas (11 x 20)
Fluminense x Botafogo - 37 faltas (16 x 21)
Grêmio x Cruzeiro - 34 faltas (10 x 24)
Atlético/MG x Figueirense - 34 faltas (15 x 19)
Jogo mais faltoso: Portuguesa x Sport (45 faltas)
Jogo menos faltoso: Flamengo x Bahia / Santos x Internacional (ambos 29 faltas)
Média de 35,3 faltas por jogo
Campeonato Inglês (7ª rodada):
Jogo mais faltoso: West Bromwich x Queen's Park Rangers / Wigan x Everton (ambos 28 faltas)
Jogo menos faltoso: Chelsea x Norwich (9 faltas)
Média de 21,7 faltas por jogo
Campeonato Alemão (7ª rodada):
Jogo mais faltoso: Greuther Fürt x Hamburgo (45 faltas)
Jogo menos faltoso: Schalke 04 x Wolfsburg (30 faltas)
Média de 37,3 faltas por jogo
Campeonato Italiano (7ª rodada):
Jogo mais faltoso: Siena x Juventus (41 faltas)
Jogo menos faltoso: Genoa x Palermo / Roma x Atalanta / Pescara x Lazio (24 faltas)
Média de 30,3 faltas por jogo
Campeonato Espanhol (7ª rodada):
Jogo mais faltoso: Zaragoza x Getafe (46 faltas)
Jogo menos faltoso: Athletic Bilbao x Osasuna (21 faltas)
Média de 32 faltas por jogo
Agora a Primera División da Argentina, onde talvez exista a melhor arbitragem do mundo:
Campeonato Argentino (10ª rodada):
Lanús x Unión de Santa Fé - 18 faltas (6 x 12)
Argentinos Juniors x Tigre - 25 faltas (10 x 15)
San Martín de San Juan x All Boys - 22 faltas (11 x 11)
San Lorenzo x Arsenal de Sarandí - 10 faltas (4 x 6)
Estudiantes x Quilmes - 8 faltas (1 x 7)
Colón x Racing - 17 faltas (9 x 8)
Belgrano x Boca - 14 faltas (6 x 8)
Independiente x Atlético Rafaela - 11 faltas (3 x 8)
Newell's Old Boys x Vélez Sarsfield - 10 faltas (5 x 5)
River Plate x Godoy Cruz - 17 faltas (10 x 7)
Jogo mais faltoso: Argentinos Juniors x Tigre (25 faltas)
Jogo menos faltoso: Estudiantes x Quilmes (8 faltas)
Média de 15,2 faltas por jogo
É, parece que ainda temos que aprender muito com os de fora, sobretudo com nossos hermanos, que estão ao nosso lado geograficamente, mas em termos de arbitragem, se encontram anos luz à nossa frente.
Fontes: soccerway e ESPN Deportes
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Brasil conquista seu melhor desempenho nos Jogos Paralímpicos em sua história
As Paralimpíadas chegaram ao fim com a melhor participação do Brasil na história dos Jogos Paralímpicos. O país ficou na sétima posição no quadro geral com um total de 43 medalhas. Com 21 medalhas de ouro, 14 de prata e oito de bronze, o Brasil ficou atrás apenas da China, que liderou com folga com 231 medalhas no total e 95 de ouro, Rússia, Reino Unido, Austrália, Ucrânia e Estados Unidos.
Em 2008, o Brasil havia ficado na nona posição apesar de ter conquistado mais medalhas no total. Foram 47, sendo 16 de ouro. O melhor desempenho em Londres deve muito à performance na natação, com nove medalhas de ouro, sendo seis de Daniel Dias e três de André Brasil. Com sete ouros, o atletismo também se destacou.
O próprio Daniel Dias foi o grande nome brasileiro no evento. O nadador venceu todas as categorias que disputou: 50m peito na SB4 e 50m costas, 50m borboleta, 50m livre, 100m livre e 200m livre na S5. Contando também os Jogos Paralímpicos de 2008, o atleta chegou às 15 medalhas no total e se tornou o maior medalhista do país, superando o também nadador Clodoaldo da Silva e a corredora Ádria Santos.
No total de medalhas, porém, o atletismo foi ainda melhor que a natação: foram 18 medalhas contra 14. Alan Fonteles, de apenas 20 anos, foi o grande nome ao desbancar a principal estrela dos Jogos, o sul-africano Oscar Pistorius e conquistar o ouro nos 200m rasos da T44. As outras medalhas de ouro brasileiras vieram na bocha, terceira modalidade com melhor desempenho com três campeões, na esgrima e no futebol de 5.
O desempenho do país atingiu as metas traçadas pelo CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro). “Atingimos nossos objetivos gerais, a avaliação é a melhor possível. Ficamos no sétimo lugar no quadro de medalhas e conquistamos 21 medalhas de ouro ouros”, declarou Andrews Parsons, presidente da entidade.
(Veja matéria completa sobre a festa de encerramento dos Jogos: http://www.gazetaesportiva.net/noticia/2012/09/olimpiadas-de-2012/jogos-paralimpicos-chegam-ao-fim-com-melhor-participacao-brasileira.html )
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Confira as medalhas por esporte da equipe brasileira nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012:
Natação - 9 de ouro, 4 prata, 1 bronze = 14 no total
Atletismo - 7 de ouro, 8 de prata, 3 de bronze = 18 no total
Bocha - 3 de ouro, 0 de prata, 1 de bronze = 4 no total
Esgrima em cadeira de rodas - 1 de ouro, 0 de prata, 0 de bronze = 1 no total
Futebol de cinco - 1 de ouro, 0 de prata, 0 de bronze = 1 no total
Judô - 0 de ouro, 1 de prata, 3 de bronze = 4 no total
Goalball - 0 de ouro, 1 de prata, 0 de bronze = 1 no total
Brasil - 21 de ouro, 14 de prata, 8 de bronze = 43 medalhas no total
(Dados: Wikipédia)
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Por que o tênis é considerado um esporte de elite?
O tênis é considerado um esporte de elite, que só é praticado, em sua maioria, pela garotada em clubes particulares. O grande erro do tênis no Brasil é ele não ser democratizado. Precisamos tirar este estigma de elite para o tênis encontrar seu caminho novamente.
A falta de espaços que não sejam particulares para a prática do tênis é um empecilho para o desenvolvimento ainda maior do esporte no País. Temos poucas quadras públicas. Só em Buenos Aires, por exemplo, existem mais quadras públicas que no Brasil inteiro.
O tênis necessita de um investimento médio em torno de 500 reais (entre aulas e materiais), e era ainda mais elitizado na década de 1980. Uma grande barreira para a popularização do esporte é que ele não faz parte da grade curricular de Educação Física nas escolas e na faculdade.
E também há pouco incentivo por parte do governo e da mídia para a prática do esporte...
A falta de espaços que não sejam particulares para a prática do tênis é um empecilho para o desenvolvimento ainda maior do esporte no País. Temos poucas quadras públicas. Só em Buenos Aires, por exemplo, existem mais quadras públicas que no Brasil inteiro.
O tênis necessita de um investimento médio em torno de 500 reais (entre aulas e materiais), e era ainda mais elitizado na década de 1980. Uma grande barreira para a popularização do esporte é que ele não faz parte da grade curricular de Educação Física nas escolas e na faculdade.
E também há pouco incentivo por parte do governo e da mídia para a prática do esporte...
domingo, 26 de agosto de 2012
História do tênis no Brasil
O tênis chegou ao Brasil pelas mãos dos engenheiros ingleses que vinham trabalhar no País no final do século XIX. Os berços do tênis no Brasil são o Rio Cricket, no Rio de Janeiro, mais precisamente em Niterói, e o Wahallah, em Porto Alegre.
Com a fundação do Fluminense Futebol Clube, no Rio de Janeiro, e do Clube Atlético Paulistano, em São Paulo, o esporte se difundiu, embora até a Primeira Guerra Mundial houvesse pouquíssimos torneios.
Nélson Cruz e Ricardo Pernambuco foram os primeiros brasileiros a participar da Copa Davis, em 1932. Alcides Procópio se tornou o primeiro brasileiro a disputar o torneio de Wimbledon, em 1938. Ele também ganhou o primeiro título oficial de campeão brasileiro de simples, em 1943.
Somente após a criação das federações regionais, que controlavam o esporte em âmbito estadual, o tênis ganhou mais divulgação. Em nível nacional, coube a Confederação Brasileira de Desportos dirigir o esporte até 1956, quando foi fundada a Confederação Brasileira de Tênis.
Falando sobre os principais tenistas brasileiros de todos os tempos, não podemos deixar de citar uma das mais vencedoras tenistas da história: Maria Esther Bueno, a maior atleta do tênis brasileiro. Maria Esther venceu, em simples, três vezes o Torneio de Wimbledon (1959, 1960 e 1964), quatro vezes o US Open (1959, 1963, 1964 e 1966), foi vice-campeã de Roland Garros em 1964 e do Aberto da Austrália em 1965. Nas duplas, Maria foi campeã dos quatro Slams: Aberto da Austrália (1960), Roland Garros (1960), Wimbledon (1958, 1960, 1963, 1965 e 1966) e US Open (1960, 1962, 1966 e 1968). Foi número 1 do mundo de 1959 a 1966.
Thomaz Koch foi considerado, em 1963, o melhor tenista de 18 anos do mundo, quando alcançou a semifinal do US Open. Venceu os ATP's de Barcelona e Washington. Fez dupla com Edson Mandarino, formando a terceira dupla mais vencedora de todos os tempos, com 23 vitórias e apenas 9 derrotas em dez anos de Copa Davis. Koch chegou a ser o 24º melhor tenista do ranking mundial.
Nos anos 1970 surgia Carlos Alberto Kirmayr, que chegou ao posto de 31 do ranking mundial da ATP no começo dos anos 1980. E no final dos anos 1980, mais precisamente em 1989, Luiz Mattar foi o 29º do mundo.
Em 1992, o Brasil conquistou seu maior desempenho em Copa Davis: com Luiz Mattar, Cássio Motta, Fernando Roese e Jaime Oncins, chegamos às semifinais do Grupo Mundial, batendo Alemanha e Itália.
Jaime Oncins foi campeão do Torneio de Bolonha em 1992, em simples, além de semifinalista de Roland Garros em 2000, nas duplas. Chegou a ser número 34 do mundo no ranking de simples.
Fernando Meligeni, o Fininho, que nasceu na Argentina, chegou a ser o 25º do ranking, em 1999. Foi semifinalista dos Jogos Olímpicos de Atlanta-96 e em Roland Garros, 1999. Ganhou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003. Entre os seus melhores resultados estão a vitória contra Pete Sampras, no Masters 1000 de Roma em 1999, Yevgeny Kafelnikov em 1998 e 1999, Carlos Moya em 1999, Magnus Norman em 1995, Mats Wilander em 1996 e Alex Corretja em Roland Garros 1999.
E o maior tenista da história do Brasil: Gustavo Kuerten. Guga foi nº 1 do mundo em 2000 e entre os vários torneios que conquistou, estão o Masters 1000 de Monte Carlo (2 vezes), Roma, Hamburgo e Cincinnati, o Masters Cup de Lisboa (2000) e os três títulos de Roland Garros, em 1997, 2000 e 2001.
Atualmente temos Thomaz Bellucci como a maior esperança de conquistas do tênis brasileiro. Apesar dos altos e baixos, já conseguiu algumas conquistas com certo peso, como os títulos do ATP 250 de Gstaad (em 2009 e 2012) e do ATP 250 de Santiago do Chile.
Com a fundação do Fluminense Futebol Clube, no Rio de Janeiro, e do Clube Atlético Paulistano, em São Paulo, o esporte se difundiu, embora até a Primeira Guerra Mundial houvesse pouquíssimos torneios.
Nélson Cruz e Ricardo Pernambuco foram os primeiros brasileiros a participar da Copa Davis, em 1932. Alcides Procópio se tornou o primeiro brasileiro a disputar o torneio de Wimbledon, em 1938. Ele também ganhou o primeiro título oficial de campeão brasileiro de simples, em 1943.
Somente após a criação das federações regionais, que controlavam o esporte em âmbito estadual, o tênis ganhou mais divulgação. Em nível nacional, coube a Confederação Brasileira de Desportos dirigir o esporte até 1956, quando foi fundada a Confederação Brasileira de Tênis.
Falando sobre os principais tenistas brasileiros de todos os tempos, não podemos deixar de citar uma das mais vencedoras tenistas da história: Maria Esther Bueno, a maior atleta do tênis brasileiro. Maria Esther venceu, em simples, três vezes o Torneio de Wimbledon (1959, 1960 e 1964), quatro vezes o US Open (1959, 1963, 1964 e 1966), foi vice-campeã de Roland Garros em 1964 e do Aberto da Austrália em 1965. Nas duplas, Maria foi campeã dos quatro Slams: Aberto da Austrália (1960), Roland Garros (1960), Wimbledon (1958, 1960, 1963, 1965 e 1966) e US Open (1960, 1962, 1966 e 1968). Foi número 1 do mundo de 1959 a 1966.
Thomaz Koch foi considerado, em 1963, o melhor tenista de 18 anos do mundo, quando alcançou a semifinal do US Open. Venceu os ATP's de Barcelona e Washington. Fez dupla com Edson Mandarino, formando a terceira dupla mais vencedora de todos os tempos, com 23 vitórias e apenas 9 derrotas em dez anos de Copa Davis. Koch chegou a ser o 24º melhor tenista do ranking mundial.
Nos anos 1970 surgia Carlos Alberto Kirmayr, que chegou ao posto de 31 do ranking mundial da ATP no começo dos anos 1980. E no final dos anos 1980, mais precisamente em 1989, Luiz Mattar foi o 29º do mundo.
Em 1992, o Brasil conquistou seu maior desempenho em Copa Davis: com Luiz Mattar, Cássio Motta, Fernando Roese e Jaime Oncins, chegamos às semifinais do Grupo Mundial, batendo Alemanha e Itália.
Jaime Oncins foi campeão do Torneio de Bolonha em 1992, em simples, além de semifinalista de Roland Garros em 2000, nas duplas. Chegou a ser número 34 do mundo no ranking de simples.
Fernando Meligeni, o Fininho, que nasceu na Argentina, chegou a ser o 25º do ranking, em 1999. Foi semifinalista dos Jogos Olímpicos de Atlanta-96 e em Roland Garros, 1999. Ganhou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003. Entre os seus melhores resultados estão a vitória contra Pete Sampras, no Masters 1000 de Roma em 1999, Yevgeny Kafelnikov em 1998 e 1999, Carlos Moya em 1999, Magnus Norman em 1995, Mats Wilander em 1996 e Alex Corretja em Roland Garros 1999.
E o maior tenista da história do Brasil: Gustavo Kuerten. Guga foi nº 1 do mundo em 2000 e entre os vários torneios que conquistou, estão o Masters 1000 de Monte Carlo (2 vezes), Roma, Hamburgo e Cincinnati, o Masters Cup de Lisboa (2000) e os três títulos de Roland Garros, em 1997, 2000 e 2001.
Atualmente temos Thomaz Bellucci como a maior esperança de conquistas do tênis brasileiro. Apesar dos altos e baixos, já conseguiu algumas conquistas com certo peso, como os títulos do ATP 250 de Gstaad (em 2009 e 2012) e do ATP 250 de Santiago do Chile.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Londres 2012: A Olimpíada do boxe brasileiro
Essa foi a melhor participação do boxe brasileiro na história dos Jogos Olímpicos. Duas medalhas no pugilismo masculino e uma inédita no feminino.
Adriana Araújo, baiana, 30 anos. Na categoria peso leve para até 60 kg, Adriana chegou às semifinais, garantindo a medalha de bronze. Ela perdeu na semifinal para a russa Sofya Ochigava, mas como no boxe não existe decisão de medalha de bronze e as duas perdedoras das semifinais conquistam automaticamente a medalha, Adriana fez história, quando pela primeira vez uma mulher brasileira ganhava uma medalha no boxe olímpico.
Yamaguchi Falcão Florentino, filho de seu Touro Moreno, também pugilista, conquistou a medalha de bronze na categoria meio pesado (até 81 kg), após bater nas quartas de final o cubano campeão mundial em 2011 e número 1 do mundo, Julio La Cruz Peraza.
Irmão de Yamaguchi, Esquiva Falcão foi ainda melhor: deu ao Brasil sua melhor colocação no boxe olímpico, ao alcançar a medalha de prata na categoria até 75 kg. Na final ele perdeu por um ponto de diferença para o japonês Ryota Murata, devido a penalização sofrida pelo brasileiro por agarrar demais o adversário.
Até os Jogos de Londres 2012, a única medalha conquistada pelo boxe brasileiro em Olimpíadas havia sido do grande Servílio de Oliveira, em 1968, na Cidade do México.
Esperamos que daqui a quatro anos novos talentos surjam no boxe brasileiro, para fazer uma boa campanha nos Jogos do Rio de Janeiro. Esperamos também que haja mais incentivo à modalidade e que o dinheiro investido no esporte vá realmente para o esporte, e não para o bolso dos dirigentes.
Adriana Araújo, baiana, 30 anos. Na categoria peso leve para até 60 kg, Adriana chegou às semifinais, garantindo a medalha de bronze. Ela perdeu na semifinal para a russa Sofya Ochigava, mas como no boxe não existe decisão de medalha de bronze e as duas perdedoras das semifinais conquistam automaticamente a medalha, Adriana fez história, quando pela primeira vez uma mulher brasileira ganhava uma medalha no boxe olímpico.
Yamaguchi Falcão Florentino, filho de seu Touro Moreno, também pugilista, conquistou a medalha de bronze na categoria meio pesado (até 81 kg), após bater nas quartas de final o cubano campeão mundial em 2011 e número 1 do mundo, Julio La Cruz Peraza.
Irmão de Yamaguchi, Esquiva Falcão foi ainda melhor: deu ao Brasil sua melhor colocação no boxe olímpico, ao alcançar a medalha de prata na categoria até 75 kg. Na final ele perdeu por um ponto de diferença para o japonês Ryota Murata, devido a penalização sofrida pelo brasileiro por agarrar demais o adversário.
Até os Jogos de Londres 2012, a única medalha conquistada pelo boxe brasileiro em Olimpíadas havia sido do grande Servílio de Oliveira, em 1968, na Cidade do México.
Esperamos que daqui a quatro anos novos talentos surjam no boxe brasileiro, para fazer uma boa campanha nos Jogos do Rio de Janeiro. Esperamos também que haja mais incentivo à modalidade e que o dinheiro investido no esporte vá realmente para o esporte, e não para o bolso dos dirigentes.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Wlamir Marques, o mestre do basquete brasileiro
Wlamir Marques nasceu em 16 de julho de 1937, na cidade de São Vicente - SP. É considerado por muitos o maior jogador de basquete da história do Brasil. Sua história se confunde com a história da melhor geração do basquete do nosso país.Wlamir começou jogando basquete em sua cidade natal. Em 1953, aos 16 anos, foi para Piracicaba defender o XV, onde conquistou por duas vezes o Campeonato Paulista, em 1957 e 1960.
Um ano após a chegada em Piracicaba, foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira. Disputou o Campeonato Mundial, ficando em segundo lugar, atrás apenas dos EUA. Em 1955, o basquete brasileiro conquistou o bronze nos Jogos Pan-Americanos. Dois anos depois, pela seleção brasileira, chegou em 6º lugar na Olimpíada de Melbourne.
Mais uma medalha de bronze com a seleção no Pan de Buenos Aires, em 1959. Neste mesmo ano, Wlamir, o "Diabo Loiro", foi cestinha do Mundial do Chile, levando a seleção brasileira ao inédito título, no Estádio Nacional de Santiago, com uma vitória sobre nada mais nada menos que os Estados Unidos na final.
Um ano depois, o Brasil chegava aos Jogos Olímpicos de Roma como um dos favoritos a medalha. Wlamir Marques sempre fala que sua geração sempre ia jogar todos os torneios para conquistar o título. A medalha de bronze foi um título para a seleção brasileira, ficando atrás apenas de Estados Unidos e União Soviética.
Essa foi uma grande campanha do Brasil. Na fase preliminar, o elenco liderado por Wlamir e composto também por craques como Rosa Branca, Amaury Pasos, Moyses Blas, Edson Bispo, Waldemar Blatkauskas, Carlos Mosquito, Fernando Brobró, Algodão, Waldyr Boccardo, Jatyr Schall e Antônio Sucar venceu Porto Rico (75-72), União Soviética (58-54), México (80-72). Na fase semifinal, o time jogou contra a Itália (78-75), Polônia (77-68) e Tchecoslováquia (85-78). Nas finais, os brasileiros perderam para a União Soviética (64-62) e para os EUA (90-63), terminando com o terceiro lugar.
No ano de 1962, Wlamir foi jogar no Corinthians, time no qual conquistou oito campeonatos paulistas, de 1964 a 1971. No time paulistano, também sagrou-se três vezes campeão brasileiro, além de outros títulos, como campeonatos sul-americanos.
Em maio de 1963, o Rio de Janeiro sediou o Campeonato Mundial de Basquete. O Brasil de Wlamir defendia o título de quatro anos antes. A seleção brasileira conquistou novamente a medalha de ouro, à frente de Iugoslávia, União Soviética e Estados Unidos (que ficou em 4º). Wlamir foi o cestinha do campeonato mais uma vez e, junto a Amaury Pasos, teve lugar na seleção do campeonato.
No mesmo ano de 1963, o Brasil conquistou a medalha de prata dos Jogos Pan-Americanos realizados em São Paulo.Wlamir Marques foi o porta-bandeira da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio-1964. No torneio olímpico de basquete, o Brasil estreou sendo surpreendido pelo Peru (derrota de 58-50). Os outros resultados foram contra a Iugoslávia (68-64), Coreia do Sul (92-65), Finlândia (61-54), Uruguai (80-68), EUA (53-86) e Austrália (69-57). Na semifinal a seleção brasileira perdeu para a União Soviética (53-47) e disputou o bronze com Porto Rico, vencendo por 76-60 e conquistando a segunda medalha para o basquete olímpico brasileiro. Faziam parte desta seleção, além de Wlamir Marques, Amaury Pasos, Ubiratan, Jatyr Schall, Edvar Simões, Friedrich Fritz, Edson Bispo, Carlos Mosquito, Rosa Branca, Antônio Sucar, Sérgio Macarrão e Victor Mirshawka.
Wlamir ainda conquistou a medalha de bronze om a seleção brasileira no Campeonato Mundial de 1967, em Montevidéu, ficando à frente dos Estados Unidos.
Em sua última Olimpíada, na Cidade do México 1968, ajudou a seleção brasileira a conquistar um honroso quarto lugar e ainda foi o único do time a entrar para a seleção do campeonato.
Com a seleção brasileira, Wlamir Marques ainda conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial de 1970, perdendo a final para os donos da casa, a ótima seleção da Iugoslávia. Ainda em sua trajetória pela seleção, conquistou quatro títulos sul-americanos.
Em 1972, com a dissolução do basquete no Corinthians, Wlamir Marques foi jogar no Tênis Clube Campinas, onde também foi treinador. Como técnico, Wlamir Marques ganhou três vezes o Campeonato Paulista feminino e uma vez o masculino.
Assista o programa Juca Entrevista, para conhecer melhor o mestre Wlamir Marques e sua belíssima história no basquete
Fotos: Blog Bala na Cesta
Referências
O Globo
Wikipédia
Blog Bala na Cesta
Celtics Brasil
Que fim levou?
Portal IG
Nelson Prudêncio, triplista olímpico
Nelson Prudêncio nasceu em Lins (SP) dia 4 de abril de 1944. Participou de sua primeira competição de atletismo em 1964 e quando se aposentou, em 1976, tinha no currículo três participações em Jogos Olímpicos e Pan-Americanos.
Mais que isso, Nelson Prudêncio não apenas participou desses torneios. Ele ganhou medalhas, tanto nas Olimpíadas quanto nos Jogos Pan-Americanos.
Em sua primeira participação no Pan, Prudêncio saltou 16,45m em Winnipeg 1967 só perdendo para o estadunidense Charles Craigg,que obteve a marca de 16,54m. Essa foi sua primeira medalha importante no salto triplo.
Um ano depois, estava representando o Brasil na Olimpíada da Cidade do México. Após nove quebras consecutivas do recorde mundial, de Nelson, de Viktor Saneyev e do italiano Giuseppe Gentile, o brasileiro conquistou a medalha de prata olímpica, atrás do soviético, que levou o ouro.
Em 1971, nos Jogos Pan-Americanos de Cali, Prudêncio ficou em segundo, ganhando a medalha de prata. O ouro foi conquistado pelo cubano Pedro Pérez, que quebrou o recorde mundial.
Nelson Prudêncio foi quarto colocado nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México em 1975 e ainda disputou os Jogos Olímpicos de 1976, em Montreal. Se aposentou logo depois da Olimpíada.
Foto: Instituto Memorial do Salto Triplo
Referências
Confederação Brasileira de Atletismo
Wikipédia
Atletx.com
Que fim levou?
Instituto Memorial do Salto Triplo
Veja
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Servílio de Oliveira, único medalhista olímpico do boxe brasileiro
Servílio de Oliveira, à esquerda
Servílio de Oliveira nasceu em São Paulo, em 6 de maio de 1948, e é o único brasileiro a conquistar uma medalha no boxe nos Jogos Olímpicos, na Cidade do México em 1968.
Em 1966, como amador, conquistou o título do torneio A Gazeta Esportiva, no Ginásio do Pacaembu lotado. No mesmo ano, venceu o Torneio dos Campeões e foi vice-campeão paulista.
Começou sua escalado em direção aos Jogos Olímpicos no ano de 1967, sendo campeão paulista, brasileiro, do Torneio dos Campeões e quarto colocado nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg.
Antes de embarcar para as Olimpíadas de 1968, ainda venceu mais uma vez o Campeonato Paulista e o Brasileiro e também o Campeonato Latino-Americano, em Santiago do Chile. Servílio foi com muita confiança para a Cidade do México.
No México, disputando o pugilismo na modalidade peso mosca, Servílio de Oliveira venceu Engin Yedgard da Turquia e Joe Destimo de Uganda e chegou na semifinal. A derrota na semifinal contra o mexicano Ricardo Delgado, embora doída, não desanimou o brasileiro, que ainda conquistou a medalha de bronze, primeira e única medalha olímpica na história do boxe brasileiro.
Logo depois da Olimpíada, já como profissional, Servílio sagrou-se novamente campeão brasileiro. Também conquistou o título sul-americano dos moscas, no Equador.
Em 1971, sua carreira foi interrompida devido a um deslocamento da retina, o que o impediu de brigar pelo título mundial. Voltou a lutar quatro anos depois, mas não era mais o mesmo, embora tivesse conquistado novamente o título brasileiro dos moscas.
Servílio de Oliveira encerrou sua carreira em 1978, com um cartel de 30 vitórias e 5 derrotas como amador e 20 vitórias em 20 lutas como profissional. Um verdadeiro mito, eternizado nos ringues junto ao seu ídolo de infância, o grande Éder Jofre.
Referências
Servílio de Oliveira (site oficial)
Wikipédia
Que fim levou?
Foto: Esporte em pauta
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