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domingo, 4 de dezembro de 2011

Quinto título da Copa Davis para a Espanha


Com a vitória de hoje de Rafael Nadal sobre Juan Martín Del Potro, a Espanha conquistou seu quinto título de Copa Davis.

Neste domingo, os espanhóis precisavam de apenas mais uma vitória para fechar o confronto com os argentinos e sagrarem-se campeões. Nadal entrou em quadra - no saibro de Sevilla - para cumprir com sua missão. Foi um jogo duríssimo contra o grande e bravo Del Potro, que voltou esse ano ao circuito, e mostrou ótima forma.

No primeiro set, Nadal viu que não seria fácil dar o título ao seu país. Del potro, por outro lado, começou com tudo, e fechou o primeiro set em 6-1! Nadal foi para cima e venceu os dois sets seguintes, por 6-4 e 6-1, respectivamente. No terceiro set, a coisa voltou a ficar preta para o lado do espanhol. Del Potro chegou a sacar para o set, quando estava vencendo por 5-3. Mas Nadal quebrou, empatou e virou para 6-5 e foi sacar para o título. Porém, o argentino mostrou determinação, e mesmo muito cansaço, levou o set para o tiebreak. Ele teria que vencer o tiebreak e ainda o quinto set, se quisesse que seu país tivesse chances do título. Mas não deu. Nadal ganhou o tiebreak por incríveis 7-0, e depois foi comemorar o título.

Na sexta-feira, a Espanha havia vencido os dois jogos, nas simples, com Nadal (que bateu Juan Monaco) e Ferrer (que ganhou de Del Potro, no quinto set). Os argentinos venceram a partida de duplas, no sábado. Mas a Armada Espanhola mostrou sua força, como havia demostrado nos jogos anteriores à final, que lhe rendeu o título merecido, o quinto título na Davis. Já a Argentina, ficou com seu quarto vice-campeonato.

Abaixo, todos os campeões da Copa Davis, disputada desde o ano de 1900:

32 títulos - Estados Unidos: 1900, 1902, 1913, 1920, 1921, 1922, 1923, 1924, 1925, 1926, 1937, 1938, 1946, 1947, 1948, 1949, 1954, 1958, 1963, 1968, 1969, 1970, 1971, 1972, 1978, 1979, 1981, 1982, 1990, 1992, 1995, 2007.

28 títulos - Austrália: 1907, 1908, 1909, 1911, 1914, 1919, 1939, 1950, 1951, 1952, 1953, 1955, 1956, 1957, 1959, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1966, 1967, 1973, 1977, 1983, 1986, 1999, 2003.

9 títulos - França: 1927, 1928, 1929, 1930, 1931, 1932, 1991, 1996, 2001 e Grã-Bretanha: 1903, 1904, 1905, 1906, 1912, 1933, 1934, 1935, 1936.

7 títulos - Suécia: 1975, 1984, 1985, 1987, 1994, 1997, 1998.

5 títulos - Espanha: 2000, 2004, 2008, 2009, 2011.

3 títulos - Alemanha: 1988, 1989, 1993.

2 títulos - Rússia: 2002, 2006.

1 título - África do Sul: 1974; Croácia: 2005; Itália: 1976; República Tcheca (Tchecoslováquia): 1980 e Sérvia: 2010.

REFERÊNCIAS

Príncipe da Democracia Corintiana, Sócrates fez o Brasil repensar o futebol

O futebol brasileiro perdeu um de seus maiores craques, dentro e fora de campo, neste domingo. Morreu, aos 57 anos, em São Paulo, o ex-jogador Sócrates. Internado na noite de sexta-feira, ele não resistiu a uma infecção generalizada e teve a morte confirmada às 4h30.

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira nasceu em Belém, no dia 19 de fevereiro de 1954, com nome de príncipe. E foi justamente a elegância e maestria dentro de campo que fizeram do Doutor um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Na Ribeirão Preto dos anos 70, Sócrates tinha uma vida dupla – dividia-se entre o curso de medicina e os treinos do Botafogo. Mesmo treinando menos do que os companheiros, o meio-campista esguio conseguia se destacar. E como se destacava: foi artilheiro do Campeonato Paulista de 1976 e levou a equipe ao título do primeiro turno de 1977.

Era o momento de escolher entre o futebol e a medicina. E, com a faculdade concluída, Sócrates enfim passou a se dedicar ao esporte. Em 1978, depois de uma negociação conturbada, ele chegou ao Corinthians. Enfim, o Doutor teria a chance de conquistar títulos e escrever o nome na história do futebol brasileiro.

No clube do Parque São Jorge, Sócrates ganhou três campeonatos paulistas, em 1979, 1982 e 1983. Mas as vitórias, os títulos e as conquistas ficaram pequenas perto do que o meio-campista significou para a história do clube e do futebol brasileiro.

Com a camisa do Corinthians, Sócrates virou lenda.

Não foram apenas os gols, os passes de calcanhar, a classe para organizar e distribuir o jogo que fizeram do paraense um ídolo, unanimidade entre os corintianos. Em um país marcado pela ditadura militar, Sócrates liderou o movimento da “Democracia Corintiana”, em que os jogadores decidiam os rumos da equipe – entre outras coisas, o time teve abolida a concentração antes dos jogos.

Enquanto a postura fora de campo levava Sócrates à condição de ídolo incontestável, mesmo de outras torcidas, o futebol colocou o meio-campista em duas Copas do Mundo. Em 1982, o sonho de ver o futebol arte no topo do planeta parou na Itália de Paolo Rossi; em 1986, Platini e o goleiro Joel Bats fizeram a França avançar, deixando Sócrates sem um título de Mundial.

Depois do Corinthians, o Doutor trocou São Paulo por Florença, onde defendeu a Fiorentina. Os lances geniais continuavam lá, mas a alegria ia embora ao ver companheiros pouco inspirados e um time que não lutava pelas maiores conquistas.

De volta ao Brasil em 1985, Sócrates deu a outras torcidas a alegria que os corintianos se acostumaram a ter. Ele jogou no Flamengo, no Santos e encerrou a carreira em 1989, no Botafogo de Ribeirão Preto, onde tudo começou.

Fora dos campos, Sócrates deu sequência à carreira informal de contestador. Foi comentarista esportivo, escreveu artigos sobre esporte e política, reclamou, posicionou-se. Nunca ficou em cima do muro, nunca fugiu do debate, nunca negou uma boa briga por seus ideais.

Sócrates foi príncipe em uma democracia. Foi ídolo de uma nação que vai além da República Popular do Corinthians.

O craque com nome de filósofo fez o Brasil pensar e repensar o futebol.

E, neste domingo, faz o país pensar novamente: por que não há novos Sócrates?

Por Thiago Arantes, da redação do ESPN.com.br

sábado, 3 de dezembro de 2011

Joinville é campeão da Série C do Campeonato Brasileiro


No primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro da Série C, em Maceió-AL, o Joinville já havia batido o CRB por 3 a 1 e praticamente garantido o título. Neste sábado, ocorreu o segundo jogo, e se alguém ainda tinha dúvidas que o troféu iria para os catarinenses, essas acabaram bem antes até do apito final.

Na tarde deste sábado, no jogo de volta na "Arena Joinville", com quase 20 mil torcedores, o JEC fez 4 a 0 no time de Alagoas e garantiu título. O CRB partiu para cima, pois não havia outra maneira de (tentar) fazer o milagre.

Mas, aos 45 do primeiro tempo, quem fez o gol foi o Joinville, com Lima, de cabeça. Já na segunda etapa, Eduardo ampliou para 2 a 0, aos 30 minutos. Aos 34, Pedro Paulo transformou o placar em goleada, e aos 41, Gilton fechou a conta.

Além de Joinville e CRB, os outros dois classificados para disputar o Campeonato da Série B no ano que vem são América de Natal e Ipatinga-MG.

A seguir, todos os campeões da Série C do Campeonato Brasileiro:

1981 - Olaria (RJ)
1982-1987 não houve
1988 - União São João de Araras (SP)
1989 - não houve
1990 - Atlético Goianiense (GO)
1991 - não houve
1992 - Tuna Luso (PA)
1993 - não houve
1994 - Novorizontino (SP)
1995 - XV de Piracicaba (SP)
1996 - Vila Nova (GO)
1997 - Sampaio Corrêa (MA)
1998 - Avaí (SC)
1999 - Fluminense (RJ)

2000 - neste ano, os clubes subiram de divisão no mesmo ano, e a CBF não reconhece o título do Malutrom (PR), que depois virou J.Malucelli e mais tarde Corinthians Paranaense.

2001 - Paulista de Jundiaí (SP)
2002 - Brasiliense (DF)
2003 - Ituano (SP)
2004 - União Barbarense (SP)
2005 - Clube do Remo (PA)
2006 - Criciúma (SC)
2007 - Bragantino (SP)
2008 - Atlético Goianiense (GO)
2009 - América (MG)
2010 - ABC de Natal (RN)
2011 - Joinville (SC)

REFERÊNCIAS

J-League: Kashiwa Reysol conquista o título japonês


Neste sábado, o Kashiwa Reysol conquistou o título do Campeonato Japonês de Futebol, e garantiu vaga para a disputa do Mundial de Clubes da FIFA.

O Kashiwa era o favorito ao título, teve a chance que ser campeão já na semana passada, mas não fez sua parte. Neste sábado, com a vitória sobre o Urawa Red Diamonds fora de casa, por 3 a 1, o time comandado pelo brasileiro Nelsinho Batista se sagrou campeão nacional. Os gols do time visitante foram do brasileiro Jorge Wagner, Hashimoto e Barada, enquanto Kashiwagi descontou para o Urawa.

Agora, como campeão nacional do país que sedia o Mundial Interclubes da FIFA, o Kashiwa Reysol vai enfrentar o Auckland City, da Nova Zelândia na primeira fase. Se passar pelo campeão da Oceania, encara o Monterrey do México, campeão da Concacaf. O vencedor desse confronto, enfrenta o Santos na semifinal da competição.

Abaixo, todos os campeões do Campeonato Japonês de Futebol:

1965 - Sanfrecce Hiroshima
1966 - Sanfrecce Hiroshima
1967 - Sanfrecce Hiroshima
1968 - Sanfrecce Hiroshima
1969 - Urawa Red Diamonds
1970 - Sanfrecce Hiroshima
1971 - Cerezo Osaka
1972 - Kashiwa Reysol
1973 - Urawa Red Diamonds
1974 - Cerezo Osaka
1975 - Cerezo Osaka
1976 - JEF United Ichihara Chiba
1977 - Shonan Bellmare
1978 - Urawa Red Diamonds
1979 - Shonan Bellmare
1980 - Cerezo Osaka
1981 - Shonan Bellmare
1982 - Urawa Red Diamonds
1983 - Tokyo Verdy
1984 - Tokyo Verdy
1985-86 - JEF United Ichihara Chiba
1986-87 - Tokyo Verdy
1987-88 - Jubilo Iwata
1988-89 - Yokohama Marinos
1989-90 - Yokohama Marinos
1990-91 - Tokyo Verdy
1991-92 - Tokyo Verdy
1993 - Tokyo Verdy
1994 - Tokyo Verdy
1995 - Yokohama Marinos
1996 - Kashima Antlers
1997 - Jubilo Iwata
1998 - Kashima Antlers
1999 - Jubilo Iwata
2000 - Kashima Antlers
2001 - Kashima Antlers
2002 - Jubilo Iwata
2003 - Yokohama Marinos
2004 - Yokohama Marinos
2005 - Gamba Osaka
2006 - Urawa Red Diamonds
2007 - Kashima Antlers
2008 - Kashima Antlers
2009 - Kashima Antlers
2010 - Nagoya Grampus
2011 - Kashiwa Reysol

FOTO: AFP

REFERÊNCIAS

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Novo formato da Copa do Brasil, a desgraça do futebol brasileiro

Uma das maiores desgraças que aconteceu no futebol brasileiro, pelo menos nos últimos anos.

Nesse novo formato da Copa do Brasil, que entra em vigor em 2013, os times pequenos não terão vez. Desde que eu me conheço por gente, as copas nacionais são mais é para a disputa dos times pequenos. Agora não. Não teremos mais Juventude, Criciúma, Santo André e Paulista de Jundiaí disputando o título. Com esse novo formato, apesar de receber mais times (86), sobrarão 10, que se juntarão aos outros 6 que disputaram a Libertadores do mesmo ano. Isso mesmo, a final da Copa do Brasil será em novembro! Assim, como sempre acontece, os times que disputarão a Libertadores serão apenas os grandes, que terão ainda a oportunidade de ser campeões da Copa do Brasil. Com essa entrada dos clubes que disputaram a Libertadores, se restou algum time pequeno na fase final da Copa do Brasil, suas chances de ser campeão serão nulas.

E ainda por cima, o Campeonato Brasileiro não dará mais vagas para a disputa da Copa Sul-Americana. Quem dará essas, agora quatro vagas, será a Copa do Brasil, não mais o Campeonato Brasileiro. Mas, os clubes que forem deixando a competição antes do início da Sul-Americana, poderão se classificar, dependendo de sua colocação no Campeonato Brasileiro do ano anterior. Muita gente está entusiasmada, mas os clubes pequenos não ganharão em nada com isso, não ganharão vaga na Sul-Americana do ano seguinte. Continuará a mesma porcaria, e até pior.

Então serão praticamente os mesmos times que disputarão todas as competições: Os grandes que disputarão a Libertadores, depois, entrando na fase final da Copa do Brasil, se classificarão para a Sul-Americana, e disputarão o título brasileiro no mesmo ano!

Assim, nas últimas rodadas do Brasileirão, não haverá emoção com os clássicos regionais, poucos times estarão brigando por alguma coisa na reta final. As equipes que antes brigavam por uma vaga na Copa Sul-Americana, entrarão de férias antes do término do campeonato.

Em pouco tempo, acabarão com o acesso à Série A e os 20 maiores times do Brasil serão os únicos beneficiados, disputarão tudo, serão campeões, não serão rebaixados, e os times pequenos e médios, até os que têm muita tradição e torcida, cairão no esquecimento do futebol brasileiro graças à maravilhosa política da dona CBF, apoiada pela maior parte da imprensa.

Esse é mais um momento de nos mobilizarmos para impedir esse desastre que ocorrerá em pouco tempo. Por favor, reflitam.

Supercopa Sul-Americana / Intercontinental, um torneio que caiu no esquecimento

Taça da Supercopa Sul-Americana de 1968,
no museu das conquistas do Santos FC (arquivo pessoal)


Em época de Mundial de Clubes, em que o Santos pode encarar o Barcelona na final, lembramos daquela equipe alvinegra bicampeã intercontinental no início da década de 1960. Lembramos de uma das maiores formações da história do futebol, com o meio-campo e o ataque formados por Zito, Dorval, Mengálvio, Continho, Pelé e Pepe. Ao pronunciar isto, me dá calafrios...

Mas um título que cai um pouco no esquecimento e que nem todos os santistas recordam, é o da Supercopa Intercontinental, de 1968. O Santos disputou com Racing e Peñarol, e a conquista do título da Supercopa Sul-Americana levou o Peixe a enfrentar na final Intercontinental a Internazionale. E o Santos se sagrou campeão.

Vamos partir do início. A Supercopa Sul-Americana foi criada com a ideia de reunir os então campeões do Mundial Interclubes. Estes eram o Peñarol (Uruguai), Santos (Brasil) e Racing (Argentina). Com uma boa repercussão, a Conmebol entrou em contato com a UEFA, que também realizou seu torneio, contando com a participação de Real Madrid e Inter de Milão (os europeus que até então haviam se coroado campeões mundiais). Mas, com a desistência da equipe merengue, coube à Internazionale representar a Europa nesse desafio intercontinental.

Mas a zona sul-americana teria que ter um torneio para definir seu representante. Torneio que começou em novembro de 1968, e teve duração até maio de 1969. A primeira partida foi entre Peñarol e Racing, em que a equipe uruguaia venceu por 3 a 0. Na semana seguinte, foi a vez da estreia do Santos, que bateu o Racing por 2 a 0, gols de Pelé e Edú.

No Maracanã, o time da Vila Belmiro teve pela frente o Peñarol. Até aquele momento, as duas equipes eram as melhores da América, e duelos emocionantes já haviam entrado para a história. Para aquele jogo, o Peñarol entrou em campo com alguns dos grandes jogadores que a América do Sul tinha na época: Mazurkiewicz, Pablo Forlán, Figueroa, Caetano, Nestor Goncalves, Pedro Rocha, Abbadie, Alberto Spencer e Juan Joya. O Santos venceu por 1 a 0, gol de Clodoaldo.

Já no ano seguinte, em abril de 1969, o Santos visitou o Racing em Avellaneda e venceu por 3 a 2. O Racing também tinha uma ótima defesa, com o goleiro Cejas (que depois jogou no Santos) e os zagueiros Perfumo e Alfio Basile.

Três dias depois, o Santos foi à Montevidéu, e tomou uma surra do Peñarol, perdendo por 3 a 0, dois gols de Pedro Rocha. Porém, faltando um jogo para o Peñarol e o Santos já havia terminado seu torneio, restava torcer para o Racing ao menos empatar com os uruguaios, que o Santos sagraria-se campeão. E foi o que aconteceu. No dia 22 de maio, Racing e Pañarol empataram em 1 a 1 na Argentina. O Peñarol chegou a sete pontos. O Santos tinha nove. O Alvinegro Praiano conquistou a zona sul-americana. Mas teria que enfrentar a Inter de Milão na final intercontinental.

O grande jogo foi realizado no dia 24 de junho de 1969, em Milão. A equipe da casa era a base da seleção italiana. Foi uma prévia do que aconteceria um ano mais tarde, na Cidade do México.

A Internazionale não pôde contar com o grande zagueiro italiano Giacinto Facchetti e o espanhol Luis Suárez. O sistema de jogo da Inter era o conhecido catenaccio (marcação rígida e contragolpe fatal), enquanto o Santos priorizava o bom toque de bola e fomentava o individualismo de seus craques.

O Santos foi a campo com Cláudio (Laércio); Carlos Alberto, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Pelé, Edú, Toninho e Abel.

O primeiro tempo no Estádio Giuseppe Meazza, foi mais para as equipes se estudarem. Mas no segundo tempo, o Peixe, dirigido pelo treinador Antoninho, mostrou agressividade e chegou ao gol - o único da partida - aos 12 minutos. O goleiro Bordon não conseguiu segurar o petardo disparado por Pelé em cobrança de falta, no qual Toninho Guerreiro pegou o rebote para definir pro fundo da rede.

O time italiano se lançou ao ataque, o que deu oportunidade para o Santos ter espaços e chances de gol, salvadas por Bordon. A Inter ainda mandou uma bola no travessão no finalzinho do jogo, mas a grandiosa atuação de Pelé e dos atacantes Edú, Toninho e Abel proporcionou ao Santos a glória intercontinental.

A Supercopa Sul-Americana ainda teve mais uma edição, em 1969, na qual também entrou na disputa o Estudiantes de La Plata, campeão mundial em 1968. Desta vez, quem ficou com o título foi o Peñarol. Título que veio no dia 30 de dezembro de 1969, na vitória sobre o Estudiantes, na Argentina.

Na Europa, as equipes de Real Madrid, Internazionale e o Milan - campeão mundial em 1969 - participariam da eliminatória, que nunca ocorreu. Portanto, não houve uma final intercontinental. O desinteresse das equipes europeias foi o principal motivo da competição acabar. Em 1970, teria uma terceira edição da Supercopa Sul-Americana, mas essa nem começou. Era o fim de um torneio que tinha sim uma repercussão na imprensa e nos torcedores, mas que acabou no esquecimento.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Héctor Castro: "El Manco"

Há exatamente 107 anos nascia em Montevidéu o atacante Héctor Castro, conhecido como "El Manco". Foi, junto com seus companheiros da grande seleção uruguaia, o primeiro campeão da Copa do Mundo FIFA, em 1930.

Quando tinha 13 anos de idade, trabalhando como auxiliar de carpinteiro, Castro perdeu a mão direita em um acidente com uma serra elétrica. Mas conseguiu realizar seu sonho de se tornar jogador de futebol.

Estreou aos 16 anos, em 1921, como jogador do Club Atlético Lito, de Montevidéu. Se transferiu para o Nacional em 1924, onde conquistou três Campeonatos Uruguaios (1924, 1933 e 1934).

Ganhou destaque e participou de talvez, em termos de títulos conquistados, a maior seleção de todos os tempos: a Celeste Olímpica. Vestiu a camisa charrúa pela primeira vez em 1923, e, três anos depois, conquistou o título da Copa América no Chile.

Foi com a equipe aos Jogos Olímpicos de Amsterdam (o Uruguai já havia vencido a edição anterior, em 1924), jogando duas partidas e marcando dois gols, fazendo parte da campanha que deu o segundo título Olímpico a Celeste, vencendo a Argentina na final. Um ano antes, havia sido vice-campeão da América com o Uruguai, e em 1929 foi terceiro colocado.

Héctor Castro marcou o primeiro gol da história da seleção uruguaia em Copas do Mundo e o primeiro do Estádio Centenário, construído para a primeira Copa da FIFA, em 1930 no Uruguai. Foi contra o Peru, no primeiro jogo do Uruguai na fase de grupos do mundial, aos 15 minutos do segundo tempo, o gol da vitória por 1 a 0.

Na realidade, Castro era suplente daquela equipe, e só jogou duas vezes no mundia, substituindo Anselmo no ataque. Curiosamente, marcou dois gols, os mais importantes daquela campanha. O segundo, foi na grande final, diante dos eternos rivais, os argentinos. A Celeste estava ganhando por 3 a 2 e, antes que os hermanos pudessem empatar, aos 44 do segundo tempo, Dorado cruza pelo lado direito, "El Manco" sobe e cabeceia, encobre o geleiro argentino e a bola entra no meio do gol, junto ao travessão.

Conta-se a história que alguns argentinos conhecidos lhe teriam oferecido dinheiro para entregar o jogo, mas sua atuação na final e o gol no último minuto mostram que o atacante não queria nem saber, cheio de dignidade, defendeu e ajudou sua seleção a conquistar o título.

Além de ter marcado dois gols no mundial e ter sido campeão, Castro ainda figura na "seleção ideal" da Copa de 1930 elaborada pela FIFA, como um dos melhores atacantes do torneio, apesar de ter jogado apenas duas das quatro partidas que a Celeste realizou no certame.

Pela seleção uruguaia, Castro marcou 18 gols em 25 partidas.

Castro se transferiu para jogar no Estudiantes de La Plata por uma temporada (1932/33) e logo retornou ao Nacional, onde encerrou sua carreira de futebolista em 1936. É o sétimo maior artilheiro da história da Primeira Divisão Uruguaia, com 107 gols.

Já como treinador, conquistou o título uruguaio com o Nacional em 1939, pegando o time na final da competição, que foi realizada em abril de 1940. Ainda conquistou os títulos nacionais de 1940, 1941, 1942, 1943 (levando o Nacional ao seu único Quinquênio) e 1952 e o Torneo de Honor em 1940, 1941, 1942 e 1943.

Héctor "El Manco" Castro faleceu em 15 de setembro de 1960, aos 55 anos e ficou marcado na história como o único jogador deficiente a participar de uma Copa do Mundo, marcando dois gols e conquistando um título.

REFERÊNCIAS
Dossiê História das Copas 1930-2006, Abril Coleções, 2010.
O Mundo das Copas, Lycio Vellozo Ribas, editora Lua de Papel, 2010.

domingo, 27 de novembro de 2011

Roger Federer é o mestre dos mestres!


Roger Federer terminou o ano como o melhor tenista do mundo. Apesar de estar em quarto no ranking, o suíço mostrou um tênis de altíssima qualidade, relembrando os velhos tempos e arrasando no ATP World Tour Finals, o último torneio do ano, reunindo os oito melhores tenistas da temporada.

Na final deste domingo, Federer venceu o francês Jo-Wilfried Tsonga, por 2 sets a 1, parciais de 6-3, 6-7 (8-6) e 6-3 e coroou uma campanha excelente, para dizer o mínimo. Na primeira fase, Federer venceu o próprio Tsonga (2-1), o seu maior rival, Rafael Nadal (2-0) e o estadunidense Mardy Fish (2-1) e na semifinal, bateu o espanhol David Ferrer (2-0).

Essa foi a 100º final na carreira de simples do suíço, e 70º título. Foi mais, isola-se agora como o maior campeão de ATP Finals (antigamente Masters Cup), com seis títulos, ultrapassando assim outras lendas, como Ivan Lendl e Pete Sampras (5 títulos). Abaixo, todos os campeões da história da competição:

ANO - CAMPEÃO - VICE

1970 - Stan Smith (EUA) - Rod Laver (AUS)
1971 - Ilie Nastase (ROM) - Stan Smith (EUA)
1972 - Ilie Nastase (ROM) - Stan Smith (EUA)
1973 - Ilie Nastase (ROM) - Tom Okker (HOL)
1974 - Guillermo Vilas (ARG) - Ilie Nastase (ROM)
1975 - Ilie Nastase (ROM) - Bjorn Borg (SUE)
1976 - Manuel Orantes (ESP) - Wojtek Fibak (POL)
1977 - Jimmy Connors (EUA) - Bjorn Borg (SUE)
1978 - John McEnroe (EUA) - Arthur Ashe (EUA)
1979 - Bjorn Borg (SUE) - Vitas Gerulaitis (EUA)
1980 - Bjorn Borg (SUE) - Ivan Lendl (TCH)
1981 - Ivan Lendl (TCH) - Vitas Gerulaitis (EUA)
1982 - Ivan Lendl (TCH) - John McEnroe (EUA)
1983 - John McEnroe (EUA) - Ivan Lendl (TCH)
1984 - John McEnroe (EUA) - Ivan Lendl (TCH)
1985 - Ivan Lendl (TCH) - Boris Becker (ALE)
1986 - Ivan Lendl (TCH) - Boris Becker (ALE)
1987 - Ivan Lendl (TCH) - Mats Wilander (SUE)
1988 - Boris Becker (ALE) - Ivan Lendl (TCH)
1989 - Stefan Edberg (SUE) - Boris Becker (ALE)
1990 - Andre Agassi (EUA) - Stefan Edberg (SUE)
1991 - Pete Sampras (EUA) - Jim Courier (EUA)
1992 - Boris Becker (ALE) - Jim Courier (EUA)
1993 - Michael Stich (ALE) - Pete Sampras (EUA)
1994 - Pete Sampras (EUA) - Boris Becker (ALE)
1995 - Boris Becker (ALE) - Michael Chang (EUA)
1996 - Pete Sampras (EUA) - Boris Becker (ALE)
1997 - Pete Sampras (EUA) - Yevgeny Kafelnikov (RUS)
1998 - Alex Corretja (ESP) - Carlos Moyà (ESP)
1999 - Pete Sampras (EUA) - Andre Agassi (EUA)
2000 - Gustavo Kuerten (BRA) - Andre Agassi (EUA)
2001 - Lleyton Hewitt (AUS) - Sebastien Grosjean (FRA)
2002 - Lleyton Hewitt (AUS) - Juan Carlos Ferrero (ESP)
2003 - Roger Federer (SUI) - Andre Agassi (EUA)
2004 - Roger Federer (SUI) - Lleyton Hewitt (AUS)
2005 - David Nalbandian (ARG) - Roger Federer (SUI)
2006 - Roger Federer (SUI) - James Blake (EUA)
2007 - Roger Federer (SUI) - David Ferrer (ESP)
2008 - Novak Djokovic (SER) - Nikolay Davydenko (RUS)
2009 - Nikolay Davydenko (RUS) - Juan Martín Del Potro (ARG)
2010 - Roger Federer (SUI) - Rafael Nadal (ESP)
2011 - Roger Federer (SUI) - Jo-Wilfried Tsonga (FRA)

FOTO: AP

São José conquista o título da III Copa Libertadores da América de Futebol Feminino

Neste domingo ocorreu a final da terceira edição da Copa Libertadores de Futebol Feminino, entre as brasileiras do São José e as chilenas do Colo-Colo. A equipe do Vale do Paraíba venceu o jogo por 1 a 0, gol de cabeça aos 6 minutos do segundo tempo de Poliana. O São José tem boas jogadoras, como Bagé, Formiga e Loirão, enquanto o Colo-Colo tem a boa goleira Claudia Endler, da seleção chilena.

Com entrada franca, os torcedores da Águia encheram o estádio Martins Pereira, o maior pública da competição, onde tal estádio foi palco de todas as partidas do certame, disputado na cidade de São José dos Campos.

Antes, na decisão do terceiro lugar, o Santos - eliminado na semifinal pelo São José (2-1) venceu o Caracas, da Venezuela - que perdeu para o Colo-Colo por 4-1 - pelo placar de 6 a 0, e conquistou a medalha de bronze. Essa terceira colocação serviu apenas de consolo para a equipe alvinegra, pois é o melhor time da América do Sul, e vencera as duas únicas edições até então da Libertadores feminina.

Abaixo, todas as três finais da Copa Libertadores de Futebol Feminino:

2009 - Santos (BRA) 9x0 Universidad Autónoma (PAR)
2010 - Santos (BRA) 1x0 Everton (CHI)
2011 - São José (BRA) 1x0 Caracas (VEN)


Referências: Wikipédia

sábado, 26 de novembro de 2011

Rússia bate Brasil novamente e conquista a Copa Intercontinental de Futebol de Areia

Dois meses e meio depois de sagrar-se campeã mundial pela primeira vez, derrotando o Brasil na final, a Rússia voltou a superar a seleção que é considerada a melhor do mundo no futebol de areia.

Foi na decisão da Copa Intercontinental, que reúne os campeões de cada continente, mais o campeão mundial (Rússia) e o anfitrião (Emirados Árabes), neste sábado, na praia de Jumeirah, em Dubai.

Faltando quatro segundos para terminar a primeira etapa, Anderson abriu o placar para a seleção brasileira. No segundo tempo, de pênalti, Shishin empatou para a Rússia. Fernando DDI fez o segundo para o Brasil ainda no segundo tempo. Shaykov empatou novamente para os russos no começo do último período, Leonov fez o terceiro e Shishin o quarto. Fernando DDI fez o terceiro gol brasileiro e, logo em seguida, Jorginho empatou: 4 a 4. O jogo terminou 4 a 4 e foi para a prorrogação, onde aos três minutos, Shishin fez o quinto gol da Rússia, que deu o título do torneio para a equipe do Leste Europeu.


Referências: Diário da Rússia

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Liga Futsal: Santos é campeão brasileiro


Na noite desta terça-feira, o Santos sagrou-se campeão da Liga Futsal, o campeonato nacional da modalidade. O time paulista - primeiro de seu Estado a vencer o torneio - precisou dos pênaltis para vencer o Carlos Barbosa, do Rio Grande do Sul, na grande final da competição.

No primeiro jogo, em Carlos Barbosa, os gaúchos venceram por 4-3. No jogo de volta, ontem (22/11), em Santos, o time da baixada fez 3 a 2 e levou o título para as penalidades. Nas cobranças, o Santos venceu por 7 a 6 e levou o título, tendo no elenco estrelas como Falcão, Valdin, Neto e Jé, comandados por Fernando Ferretti.

Abaixo, todos os campeões da Liga Futsal:

1996 - Internacional
1997 - Atlético - MG
1998 - Ulbra
1999 - Atlético - MG
2000 - Vasco da Gama
2001 - Carlos Barbosa
2002 - Ulbra
2003 - Ulbra
2004 - Carlos Barbosa
2005 - Jaraguá
2006 - Carlos Barbosa
2007 - Jaraguá
2008 - Jaraguá
2009 - Carlos Barbosa
2010 - Jaraguá
2011 - Santos

FOTO: Luciano Bargamaschi/Divulgação/CBFS

REFERÊNCIAS