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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Héctor Castro: "El Manco"

Há exatamente 107 anos nascia em Montevidéu o atacante Héctor Castro, conhecido como "El Manco". Foi, junto com seus companheiros da grande seleção uruguaia, o primeiro campeão da Copa do Mundo FIFA, em 1930.

Quando tinha 13 anos de idade, trabalhando como auxiliar de carpinteiro, Castro perdeu a mão direita em um acidente com uma serra elétrica. Mas conseguiu realizar seu sonho de se tornar jogador de futebol.

Estreou aos 16 anos, em 1921, como jogador do Club Atlético Lito, de Montevidéu. Se transferiu para o Nacional em 1924, onde conquistou três Campeonatos Uruguaios (1924, 1933 e 1934).

Ganhou destaque e participou de talvez, em termos de títulos conquistados, a maior seleção de todos os tempos: a Celeste Olímpica. Vestiu a camisa charrúa pela primeira vez em 1923, e, três anos depois, conquistou o título da Copa América no Chile.

Foi com a equipe aos Jogos Olímpicos de Amsterdam (o Uruguai já havia vencido a edição anterior, em 1924), jogando duas partidas e marcando dois gols, fazendo parte da campanha que deu o segundo título Olímpico a Celeste, vencendo a Argentina na final. Um ano antes, havia sido vice-campeão da América com o Uruguai, e em 1929 foi terceiro colocado.

Héctor Castro marcou o primeiro gol da história da seleção uruguaia em Copas do Mundo e o primeiro do Estádio Centenário, construído para a primeira Copa da FIFA, em 1930 no Uruguai. Foi contra o Peru, no primeiro jogo do Uruguai na fase de grupos do mundial, aos 15 minutos do segundo tempo, o gol da vitória por 1 a 0.

Na realidade, Castro era suplente daquela equipe, e só jogou duas vezes no mundia, substituindo Anselmo no ataque. Curiosamente, marcou dois gols, os mais importantes daquela campanha. O segundo, foi na grande final, diante dos eternos rivais, os argentinos. A Celeste estava ganhando por 3 a 2 e, antes que os hermanos pudessem empatar, aos 44 do segundo tempo, Dorado cruza pelo lado direito, "El Manco" sobe e cabeceia, encobre o geleiro argentino e a bola entra no meio do gol, junto ao travessão.

Conta-se a história que alguns argentinos conhecidos lhe teriam oferecido dinheiro para entregar o jogo, mas sua atuação na final e o gol no último minuto mostram que o atacante não queria nem saber, cheio de dignidade, defendeu e ajudou sua seleção a conquistar o título.

Além de ter marcado dois gols no mundial e ter sido campeão, Castro ainda figura na "seleção ideal" da Copa de 1930 elaborada pela FIFA, como um dos melhores atacantes do torneio, apesar de ter jogado apenas duas das quatro partidas que a Celeste realizou no certame.

Pela seleção uruguaia, Castro marcou 18 gols em 25 partidas.

Castro se transferiu para jogar no Estudiantes de La Plata por uma temporada (1932/33) e logo retornou ao Nacional, onde encerrou sua carreira de futebolista em 1936. É o sétimo maior artilheiro da história da Primeira Divisão Uruguaia, com 107 gols.

Já como treinador, conquistou o título uruguaio com o Nacional em 1939, pegando o time na final da competição, que foi realizada em abril de 1940. Ainda conquistou os títulos nacionais de 1940, 1941, 1942, 1943 (levando o Nacional ao seu único Quinquênio) e 1952 e o Torneo de Honor em 1940, 1941, 1942 e 1943.

Héctor "El Manco" Castro faleceu em 15 de setembro de 1960, aos 55 anos e ficou marcado na história como o único jogador deficiente a participar de uma Copa do Mundo, marcando dois gols e conquistando um título.

REFERÊNCIAS
Dossiê História das Copas 1930-2006, Abril Coleções, 2010.
O Mundo das Copas, Lycio Vellozo Ribas, editora Lua de Papel, 2010.

domingo, 27 de novembro de 2011

Roger Federer é o mestre dos mestres!


Roger Federer terminou o ano como o melhor tenista do mundo. Apesar de estar em quarto no ranking, o suíço mostrou um tênis de altíssima qualidade, relembrando os velhos tempos e arrasando no ATP World Tour Finals, o último torneio do ano, reunindo os oito melhores tenistas da temporada.

Na final deste domingo, Federer venceu o francês Jo-Wilfried Tsonga, por 2 sets a 1, parciais de 6-3, 6-7 (8-6) e 6-3 e coroou uma campanha excelente, para dizer o mínimo. Na primeira fase, Federer venceu o próprio Tsonga (2-1), o seu maior rival, Rafael Nadal (2-0) e o estadunidense Mardy Fish (2-1) e na semifinal, bateu o espanhol David Ferrer (2-0).

Essa foi a 100º final na carreira de simples do suíço, e 70º título. Foi mais, isola-se agora como o maior campeão de ATP Finals (antigamente Masters Cup), com seis títulos, ultrapassando assim outras lendas, como Ivan Lendl e Pete Sampras (5 títulos). Abaixo, todos os campeões da história da competição:

ANO - CAMPEÃO - VICE

1970 - Stan Smith (EUA) - Rod Laver (AUS)
1971 - Ilie Nastase (ROM) - Stan Smith (EUA)
1972 - Ilie Nastase (ROM) - Stan Smith (EUA)
1973 - Ilie Nastase (ROM) - Tom Okker (HOL)
1974 - Guillermo Vilas (ARG) - Ilie Nastase (ROM)
1975 - Ilie Nastase (ROM) - Bjorn Borg (SUE)
1976 - Manuel Orantes (ESP) - Wojtek Fibak (POL)
1977 - Jimmy Connors (EUA) - Bjorn Borg (SUE)
1978 - John McEnroe (EUA) - Arthur Ashe (EUA)
1979 - Bjorn Borg (SUE) - Vitas Gerulaitis (EUA)
1980 - Bjorn Borg (SUE) - Ivan Lendl (TCH)
1981 - Ivan Lendl (TCH) - Vitas Gerulaitis (EUA)
1982 - Ivan Lendl (TCH) - John McEnroe (EUA)
1983 - John McEnroe (EUA) - Ivan Lendl (TCH)
1984 - John McEnroe (EUA) - Ivan Lendl (TCH)
1985 - Ivan Lendl (TCH) - Boris Becker (ALE)
1986 - Ivan Lendl (TCH) - Boris Becker (ALE)
1987 - Ivan Lendl (TCH) - Mats Wilander (SUE)
1988 - Boris Becker (ALE) - Ivan Lendl (TCH)
1989 - Stefan Edberg (SUE) - Boris Becker (ALE)
1990 - Andre Agassi (EUA) - Stefan Edberg (SUE)
1991 - Pete Sampras (EUA) - Jim Courier (EUA)
1992 - Boris Becker (ALE) - Jim Courier (EUA)
1993 - Michael Stich (ALE) - Pete Sampras (EUA)
1994 - Pete Sampras (EUA) - Boris Becker (ALE)
1995 - Boris Becker (ALE) - Michael Chang (EUA)
1996 - Pete Sampras (EUA) - Boris Becker (ALE)
1997 - Pete Sampras (EUA) - Yevgeny Kafelnikov (RUS)
1998 - Alex Corretja (ESP) - Carlos Moyà (ESP)
1999 - Pete Sampras (EUA) - Andre Agassi (EUA)
2000 - Gustavo Kuerten (BRA) - Andre Agassi (EUA)
2001 - Lleyton Hewitt (AUS) - Sebastien Grosjean (FRA)
2002 - Lleyton Hewitt (AUS) - Juan Carlos Ferrero (ESP)
2003 - Roger Federer (SUI) - Andre Agassi (EUA)
2004 - Roger Federer (SUI) - Lleyton Hewitt (AUS)
2005 - David Nalbandian (ARG) - Roger Federer (SUI)
2006 - Roger Federer (SUI) - James Blake (EUA)
2007 - Roger Federer (SUI) - David Ferrer (ESP)
2008 - Novak Djokovic (SER) - Nikolay Davydenko (RUS)
2009 - Nikolay Davydenko (RUS) - Juan Martín Del Potro (ARG)
2010 - Roger Federer (SUI) - Rafael Nadal (ESP)
2011 - Roger Federer (SUI) - Jo-Wilfried Tsonga (FRA)

FOTO: AP

São José conquista o título da III Copa Libertadores da América de Futebol Feminino

Neste domingo ocorreu a final da terceira edição da Copa Libertadores de Futebol Feminino, entre as brasileiras do São José e as chilenas do Colo-Colo. A equipe do Vale do Paraíba venceu o jogo por 1 a 0, gol de cabeça aos 6 minutos do segundo tempo de Poliana. O São José tem boas jogadoras, como Bagé, Formiga e Loirão, enquanto o Colo-Colo tem a boa goleira Claudia Endler, da seleção chilena.

Com entrada franca, os torcedores da Águia encheram o estádio Martins Pereira, o maior pública da competição, onde tal estádio foi palco de todas as partidas do certame, disputado na cidade de São José dos Campos.

Antes, na decisão do terceiro lugar, o Santos - eliminado na semifinal pelo São José (2-1) venceu o Caracas, da Venezuela - que perdeu para o Colo-Colo por 4-1 - pelo placar de 6 a 0, e conquistou a medalha de bronze. Essa terceira colocação serviu apenas de consolo para a equipe alvinegra, pois é o melhor time da América do Sul, e vencera as duas únicas edições até então da Libertadores feminina.

Abaixo, todas as três finais da Copa Libertadores de Futebol Feminino:

2009 - Santos (BRA) 9x0 Universidad Autónoma (PAR)
2010 - Santos (BRA) 1x0 Everton (CHI)
2011 - São José (BRA) 1x0 Caracas (VEN)


Referências: Wikipédia

sábado, 26 de novembro de 2011

Rússia bate Brasil novamente e conquista a Copa Intercontinental de Futebol de Areia

Dois meses e meio depois de sagrar-se campeã mundial pela primeira vez, derrotando o Brasil na final, a Rússia voltou a superar a seleção que é considerada a melhor do mundo no futebol de areia.

Foi na decisão da Copa Intercontinental, que reúne os campeões de cada continente, mais o campeão mundial (Rússia) e o anfitrião (Emirados Árabes), neste sábado, na praia de Jumeirah, em Dubai.

Faltando quatro segundos para terminar a primeira etapa, Anderson abriu o placar para a seleção brasileira. No segundo tempo, de pênalti, Shishin empatou para a Rússia. Fernando DDI fez o segundo para o Brasil ainda no segundo tempo. Shaykov empatou novamente para os russos no começo do último período, Leonov fez o terceiro e Shishin o quarto. Fernando DDI fez o terceiro gol brasileiro e, logo em seguida, Jorginho empatou: 4 a 4. O jogo terminou 4 a 4 e foi para a prorrogação, onde aos três minutos, Shishin fez o quinto gol da Rússia, que deu o título do torneio para a equipe do Leste Europeu.


Referências: Diário da Rússia

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Liga Futsal: Santos é campeão brasileiro


Na noite desta terça-feira, o Santos sagrou-se campeão da Liga Futsal, o campeonato nacional da modalidade. O time paulista - primeiro de seu Estado a vencer o torneio - precisou dos pênaltis para vencer o Carlos Barbosa, do Rio Grande do Sul, na grande final da competição.

No primeiro jogo, em Carlos Barbosa, os gaúchos venceram por 4-3. No jogo de volta, ontem (22/11), em Santos, o time da baixada fez 3 a 2 e levou o título para as penalidades. Nas cobranças, o Santos venceu por 7 a 6 e levou o título, tendo no elenco estrelas como Falcão, Valdin, Neto e Jé, comandados por Fernando Ferretti.

Abaixo, todos os campeões da Liga Futsal:

1996 - Internacional
1997 - Atlético - MG
1998 - Ulbra
1999 - Atlético - MG
2000 - Vasco da Gama
2001 - Carlos Barbosa
2002 - Ulbra
2003 - Ulbra
2004 - Carlos Barbosa
2005 - Jaraguá
2006 - Carlos Barbosa
2007 - Jaraguá
2008 - Jaraguá
2009 - Carlos Barbosa
2010 - Jaraguá
2011 - Santos

FOTO: Luciano Bargamaschi/Divulgação/CBFS

REFERÊNCIAS

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

LA Galaxy é campeão da MLS, nos EUA


O Los Angeles Galaxy conquistou, neste domingo, a taça de campeão estadunidense de futebol, a Major League Soccer, ao derrotar na final do torneio o Houston Dynamo, por 1 a o, gol de Landon Donovan, ídolo no país.

Além de Donovan, o Galaxy tem mais duas estrelas: o inglês David Beckham e o irlandês Robbie Keane. Eles foram as peças-chave para a conquista do título nacional do Galaxy, que se sagrou tricampeão.

Veja abaixo todos os campeões estadunidenses de futebol, contando a NASL (North American Soccer League), disputada entre 1968 e 1984 e a MLS, desde 1996:

1968 - Atlanta Chiefs
1969 - Kansas City Spurs
1970 - Rochester Lancers
1971 - Dallas Tornado
1972 - New York Cosmos
1973 - Philadelphia Atoms
1974 - Los Angeles Aztecs
1975 - Tampa Bay Rowdies
1976 - Toronto Metros-Croatia
1977 - New York Cosmos
1978 - New York Cosmos
1979 - Vancouver Whitecaps
1980 - New York Cosmos
1981 - Chicago Sting
1982 - New York Cosmos
1983 - Tulsa Roughnecks
1984 - Chicago Sting
1996 - DC United
1997 - DC United
1998 - Chicago Fire
1999 - DC United
2000 - Kansas City Wizards (atual Sporting Kansas City)
2001 - San José Earthquakes
2002 - Los Angeles Galaxy
2003 - San José Earthquakes
2004 - DC United
2005 - Los Angeles Galaxy
2006 - Houston Dynamo
2007 - Houston Dynamo
2008 - Columbus Crew
2009 - Real Salt Lake
2010 - Colorado Rapids
2011 - Los Angeles Galaxy

FOTO: Reuters/Lucy Nicholson

REFERÊNCIAS

domingo, 20 de novembro de 2011

Tupi de Juiz de Fora vence Santa Cruz no Arruda e conquista o Campeonato Brasileiro da Série D


O cenário era perfeito para a glória do Santa Cruz. Arruda lotado com quase 60 almas fanáticas para empurrar a equipe, que precisava reverter o placar de 1 a 0 que havia tomado no jogo de ida, em Juiz de Fora (MG). Mas o Tupi também queria beliscar um bom resultado, já que valia o título da quarta divisão do Campeonato Brasileiro.

E o que vimos foi exatamente isso. O time mineiro, que levou pressão o jogo inteiro, só teve sua primeira chance aos 22 minutos da segunda etapa. E no final do jogo, quando o Santinha continuava pressionando, vieram os dois gols do Tupi, em dois contra-ataques, um com Alan e outro com Henrique, que selaram a vitória e a conquista do título para os mineiros.

Os outros dois clubes que conseguiram o acesso para a Série C de 2012 são, além de Tupi e Santa Cruz, o Cuiabá e o Oeste de Itápolis.

Confira abaixo os campeões da Série D, criada em 2009:

2009 - São Raimundo (PA)
2010 - Guarany de Sobral (CE)
2011 - Tupi (MG)

REFERÊNCIAS

A Itália conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo de Voleibol Feminino


Na última sexta-feira, a seleção feminina da Itália sagrou-se bicampeã da Copa do Mundo de Vôlei, ao derrotar a fraca seleção do Quênia, por 3 sets a 0 e garantir os pontos que faltavam para o título e a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

As outras duas seleções classificadas para a Olimpíada são os Estados Unidos e a a China, que ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugar na competição.

Abaixo, todos os campeões da Copa do Mundo Feminina de Voleibol:

ANO - CAMPEÃO - VICE - 3º lugar

1973 - União Soviética - Japão - Coreia do Sul
1977 - Japão - Cuba - Coreia do Sul
1981 - China - Japão - União Soviética
1985 - China - Cuba - União Soviética
1989 - Cuba - União Soviética - China
1991 - Cuba - China - União Soviética
1995 - Cuba - Brasil - China
1999 - Cuba - Rússia - Brasil
2003 - China - Brasil - Estados Unidos
2007 - Itália - Brasil - Estados Unidos
2011 - Itália - Estados Unidos - China

FOTO: Divulgação/FIVB

REFERÊNCIAS

Paulista de Jundiaí conquista o bi da Copa Paulista


Na noite deste sábado, o Paulista de Jundiaí, mesmo perdendo em Ribeirão Preto para o Comercial por 2 a 1, sagrou-se campeão da Copa Paulista pelo segundo ano consecutivo. Isso, porque havia vencido o primeiro jogo em Jundiaí, semana passada, por 2 a 0.

Todos os gols da partida foram marcados no segundo tempo. O Galo saiu na frente com Carlão, aos 19 minutos. Mas tomou a virada, e viu Henan, aos 27 e aos 34 minutos, marcar para o Leão do Norte.

Mas como marcou um gol fora de casa e perdeu apenas por um gol de diferença, o Paulista conquistou o título da Copa do Estado de São Paulo, pelo segundo ano consecutivo, já que havia vencido também em 2010.

A seguir, todos os campeões do torneio:

1999 - Paulista de Jundiaí
2001 - Bandeirante de Birigui
2002 - São Bento de Sorocaba / Ituano
2003 - Santo André
2004 - Santos
2005 - Noroeste de Bauru
2006 - Ferroviária de Araraquara
2007 - Juventus
2008 - Atlético Sorocaba
2009 - Votoraty
2010 - Paulista de Jundiaí
2011 - Paulista de Jundiaí

REFERÊNCIAS

São José é bicampeão do Campeonato Brasileiro de Rugby, o Super 10


Na noite deste sábado, o São José, da cidade de São José dos Campos, conquistou o título do Campeonato Brasileiro de Rugby, o Super 10, ao derrotar o Bandeirantes, da cidade de São Paulo, em Embu das Artes.

A vitória veio em um bom jogo, e de virada. O São José estava perdendo por 10 a 6 e fez 20 a 10. No final da partida, o Bandeirantes ainda conseguiu um try, mas perdeu o penal de bonificação e ficou sem chances. O jogo terminou 20 a 15 para o São José e a equipe do Vale do Paraíba sagrou-se campeão pela sétima vez na competição.

Na decisão do terceiro lugar, o SPAC derrotou o Pasteur por 27 a 10, em partida preliminar.

Abaixo, todos os campeões da história do Super 10:

ANO - CAMPEÃO

1964 - SPAC (SP)
1965 - SPAC (SP)
1966 - SPAC (SP)
1967 - SPAC (SP)
1968 - SPAC (SP)
1969 - SPAC (SP)
1970 - São Paulo Barbarians (SP)
1971 - São Paulo Barbarians (SP)
1972 - FUPE (SP)
1973 - Medicina Rugby (SP)
1974 - SPAC (SP)
1975 - SPAC (SP)
1976 - SPAC (SP) / Niterói (RJ)
1977 - SPAC (SP)
1978 - SPAC (SP)
1979 - Niterói (RJ)
1980 - Alphaville (SP)
1981 - Medicina Rugby (SP)
1982 - Alphaville (SP)
1983 - Alphaville (SP) / Niterói (RJ)
1984 - Niterói (RJ)
1985 - Alphaville (SP)
1986 - Niterói (RJ)
1987 - Pasteur (SP)
1988 - Bandeirantes (SP)
1989 - Alphaville (SP)
1990 - Niterói (RJ)
1991 - Alphaville (SP)
1992 - Alphaville (SP)
1993 - Rio Branco (SP)
1994 - Pasteur (SP)
1995 - Bandeirantes (SP)
1996 - Desterro (SC)
1997 - Rio Branco (SP)
1998 - Rio Branco (SP)
1999 - SPAC (SP)
2000 - Desterro (SC)
2001 - Bandeirantes (SP)
2002 - São José (SP)
2003 - São José (SP)
2004 - São José (SP)
2005 - Desterro (SC)
2006 - Rio Branco (SP)
2007 - São José (SP)
2008 - São José (SP)
2009 - Bandeirantes (SP)
2010 - São José (SP)
2011 - São José (SP)

FOTO: Divulgação/CBRu

REFERÊNCIAS

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Albert Pujols não está para brincadeira

Reproduzo matéria de Tim Keown, publicada na Revista ESPN nº 25 novembro/2011




REBATEDOR MAIS TEMIDO DA MLB E SEM CONTRATO PARA A PRÓXIMA TEMPORADA, O DOMINICANO LEVA O TRABALHO HUMANITÁRIO EM SEU PAÍS TÃO A SÉRIO QUANTO O BEISEBOL


FOTO: Brian Snyder / Reuters




ALBERT PUJOLS EMANA sobriedade e responsabilidade, dos olhos penetrantes à barba aparada cuidadosamente, como o gramado de um clube de campo. Tem o porte de um embaixador, ereto e estoico, quase de realeza. Transpira circunspecção. Não sabe explicar porque sempre está tão sério; não conseguiria nem se fosse de muitas palavras, o que assumidamente não é. Então mantém a resposta em termos profissionais, discutindo seu trabalho e sua responsabilidade com os companheiros e a enorme quantia de dinheiro que ganha dos donos do St. Louis Cardinals para jogar na primeira base e impulsionar corridas. "Não se brinca em serviço", diz. "Estou sendo muito bem pago para jogar, e sei que as pessoas esperam muito de mim. Se você está sentado em um escritório, comanda 200 funcionários e não dá um bom exemplo a eles, acha que vão te respeitar? Não."

É o rebatedor mais temido do beisebol, um homem cuja produtividade ofensiva é medida não por seus colegas, mas pela História. Se repetisse anualmente no decorrer de uma longa carreira os números da sua pior temporada regular, a deste ano - 29,9% de rebatidas válidas, 37 home runs e 99 corridas impulsionadas - tais números fariam de Pujols um membro certo do Hall da Fama.

Talvez o aspecto mais notável de sua consistência possa ser encontrado no turbilhão de medo que Pujols, de 1,90 m e 104 kg, impõe sobre arremessadores adversários quando se posiciona com sua característica cara fechada. "Se você cometer um erro por, digamos, 15 centímetros, ele o esmagará", diz o fechador dos Padres Heath Bell. "Então, minha abordagem é: Não deixe que ele me bata." Os totais de walks de Pujols aumentaram quase todo ano, atingindo 115 em 2009, e ele entra em cada jogo sabendo que só receberá um número limitado de arremessos de qualidade - por erro ou necessidade. Não há rebatedor - nem Matt Holliday, dono de um contrato de sete anos com o Cardinals para ser o principal protetor de Pujols - que um arremessador tema mais do que Albert. "Acho que Albert estaria levando um walk se Babe Ruth estivesse arremessando atrás dele", diz Holliday.

Quando se sugere que ele pode receber dois ou três desses arremessos por erro ou necessidade a cada quatro ou cinco oportunidades no bastão, Pujols diz: "Tantos assim? Ah, adoraria." Esta escassez de oportunidades explica, em parte, porque Pujols é tão sério. E ele é perfeitamente sério, pelo menos na teoria. Contabiliza as variáveis - arremessador, situação, probabilidade de ser desafiado - e pratica até a perfeição. "É possível ter sucesso em 10 de cada 10 vezes?", pergunta. "Não, mas treino para 10 em 10. Treino para a perfeição."

O FARDO DA RESPONSABILIDADE recai pesadamente sobre Pujols. Faz 32 anos em janeiro, mas sempre foi velho demais para a idade. Crescendo na República Dominicana, parte de sua responsabilidade como filho único era tirar o pai das ruas de Santo Domingo, depois de uma longa noite de bebedeira, e levá-lo para casa. Conheceu Dee Dee Corona quando tinha 18 anos, e ela era mãe solteira de Isabella, que tem síndrome de Down. Albert se apaixonou pelas duas. Ele se casou com Dee Dee aos 19 anos e, agora, tem quatro filhos.

A grande motivação de Pujols é conciliar sua incrível fortuna com a injustiça a seu redor. Ajudar os mais pobres em sua terra natal, levar alegria a quem mora às margens da sociedade. "Recebi uma responsabilidade", afirma Pujols. "Há muita necessidade."

No início de 2007, uma bebê morta chegou enrolada em um cobertor nos braços do pai, em uma rua sem asfalto de um bairro esquálido em Batey Alemán, na República Dominicana (bateys são favelas perto de campos de açúcar onde os trabalhadores vivem). A mãe estava alguns passos atrás, e seus gritos desconsolados anunciavam sua chegada: tinham acabado de visitar um curandeiro a alguns quarteirões dali. Tambores foram batidos e pétalas de flores jogados sobre o corpo mole da pequena. Eles saíram e foram para as ruas, procurando ajuda. Encontraram Dee Dee, Todd Perry e uma equipe de filmagem em uma missão humanitária da Pujols Family.

Um médico de uma clínica próxima fez reanimação cardiopulmonar já sabendo da terrível verdade. Estimou que a bebê estava morta havia 20 minutos. Um vírus transmitido pela água causou uma diarreia incontrolável, que levou à desidratação e à morte. "Uma garrafa de Gatorade", diz Albert baixinho. "Uma garrafa de Gatorade a teria salvado."

Albert não estava lá, e sim em uma clínica odontológica improvisada na vila com dentistas que havia trazido dos EUA. Mas a criança também é parte dele, da mesma forma que a mulher paralisada que chorou e o abraçou quando ele levou sobre a cabeça um colchão até sua casa na favela. "Albert e Dee Dee ficam entre as pessoas - com piolhos, com sarna, já vimos até leprosos. Não são o tipo de gente que diz: 'Vocês cuidam disso que fiaremos na piscina'", diz Perry.

A maioria dos moradores de favela em Santo Domingo é haitiana, está ali para trabalhar nos campos de cana, e vive em privação contínua: sem encanamento interno, sem água corrente, subnutrida, com pouquíssimo atendimento médico ou conhecimento sobre como utilizá-lo. Pujols faz pelo menos uma viagem por ano até as favelas. Já levou dentistas e oftalmologistas, que fizeram exames e deram óculos para crianças que sempre pensaram que todos veem as mesmas formas borradas quando abrem um livro (depois do terremoto que devastou o Haiti em 2009, sua fundação trabalhou com a Compassion International para arrecadar dinheiro para auxílio).

Os Cardinals foram homenageados na Casa Branca depois de vencer a World Series de 2006. Pujols faltou à homenagem porque coincidia com uma visita planejada à Batey Alemán. No ano retrasado, sua fundação ganhou o prêmio de Serviço Comunitário e Necessidades Humanitárias do Salão da Fama dos Esportes de St. Louis, mas ele faltou ao banquete porque conflitava com a abertura de um centro de bem-estar para adultos com síndrome de Down.

Em 2009, o baile de debutante que ele promove anualmente para portadores de síndrome de Down com mais de 16 anos foi agendado para dois dias depois da cirurgia de Pujols para remover fragmentos de osso do cotovelo direito. Perry sugeriu que ele faltasse em vez de se arriscar a sofrer um encontrão ou ser agarrados por debutantes exuberantes. Pujols simplesmente respondeu: "É minha noite preferida do ano".