Pesquisar este blog

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Abebe Bikila, a lenda do atletismo olímpico



Abebe Bikila nasceu na Etiópia em 7 de agosto de 1932, mesmo dia da Abertura dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Talvez isso já fosse um presságio para as glórias que viriam anos depois.

Para ajudar a sustentar a família, Bikila se alistou na Guarda Imperial da Etiópia, aos 17 anos. Lá, foi descoberto pelo treinador da equipe olímpica de atletismo, o sueco Onni Niskanen, que viu o menino correr somente aos 24 anos. Niskanen obteve provavelmente seu maior acerto na carreira: levar Abebe Bikila para os Jogos Olímpicos de 1960.

Em Roma, Bikila decidiu correr a maratona descalço, pois os tênis que lhe foram oferecidos não proporcionavam conforto suficiente, e o etíope já estava acostumado a correr longas distâncias descalço em seu país.

Em 2h15min16s, o etíope tornou-se o primeiro africano negro a conquistar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, chegando em primeiro lugar, a frente do favorito a ganhar a prova, o marroquino Rhadi Ben Abdesselam. Essa foi a primeira vez que uma maratona foi disputada a noite, e o etíope, descalço, conseguiu o tão famoso feito, além de bater o recorde mundial.

Quatro anos depois, Bikila estava novamente disputando uma Olimpíada, em Tóquio. Porém teve problemas de saúde e, agora calçando tênis, compareceu às ruas da capital japonesa. Conquistou nova medalha de ouro, batendo outro recorde mundial: 2h12min11s.

Entre 1960 e 1966, Bikila venceu 12 das 13 maratonas que completou. Só não venceu em Boston 1963, onde terminou em quinto.

A última vez que o etíope disputou uma Olimpíada foi na Cidade do México, em 1968. Porém, no km 17 da maratona, Bikila teve uma contusão no joelho e foi obrigado a abandonar a prova.

Um ano depois, sofreu um acidente com o fusca que o governo etíope o havia presenteado após a medalha em 1964. Bikila ficou de cadeira de rodas até sua morte, em 1973, aos 41 anos, por causa de uma hemorragia cerebral, complicação neurológica decorrente do acidente de carro.

Em 2012, a lenda Abebe Bikila entrou no Hall da Fama do Atletismo, criado neste mesmo ano.

Foto: Getty Images


Referências
Wikipédia
A Crítica UOL
IAAF Hall of Fame

Eddy Merckx, o maior ciclista de todos os tempos



Eddy Merckx é considerado o maior ciclista de todos os tempos. O belga, nascido em 17 de junho de 1945, é o atleta que mais venceu no ciclismo, totalizando 525 vitórias, sendo 445 como profissional.

Merckx começou sua carreira em 1961. Em 1964 conquistou o título mundial amador e um ano depois tornou-se profissional.

Aos 20 anos foi campeão do Milão-San Remo, corrida que venceu em mais seis ocasiões. Em 1969 obteve sua primeira vitória na maior volta ciclística do mundo, o Tour de France. No total, ele venceu 5 Voltas da França (1969, 1970, 1971, 1972 e 1974), 5 Giros d'Itália (1968, 1970, 1972, 1973 e 1974) e 1 Vuelta a España (1973). Venceu 34 etapas na França, 25 na Itália e 6 na Espanha.

Eddy Merckx ganhou o apelido de "Canibal", pelo seu apetite de vitórias. Ele é o único ciclista a conquistar todos os prêmios (geral, montanhas, pontos nas camisas) em uma mesma edição de Tour de France (1969) e de Giro d'Itália (1968).

Além das vitórias nas competições já citadas, Merckx também conquistou 5 vezes Liège-Bastogne-Liège, 3 vezes o famoso Paris-Roubaix, 2 vezes o Tour des Flandres, 2 vezes o Giro di Lombardia e foi campeão do mundo em 1967, 1971 e 1974, campeão da Europa em Pista em 1970, 1974, 1975 e 1978 e do Grande Prêmio de Nações em 1973.

Provavelmente devido a algumas graves lesões, aposentou-se em 1978, pouco antes de completar 33 anos.


Fotos: www.corvos.nl


Referências
Cycling Hall of Fame
Wikipédia

domingo, 8 de julho de 2012

O maior de todos os tempos vence Wimbledon pela sétima vez e volta ao topo do ranking

Na terra da Rainha, observado de perto pelo Príncipe William, quem brilhou foi o Rei do Tênis, o maior de todos os tempos, o suíço Roger Federer, que volta a ser número um do mundo, faturando nada mais nada menos que o seu sétimo título do Torneio de Wimbledon.

O adversário de Federer na final foi o escocês Andy Murray, primeiro britânico a chegar em uma final de Wimbledon em 76 anos. De qualquer forma, este seria um título para ficar na história, tanto para o lado do suíço, quanto para o lado do escocês.

Murray venceu o primeiro set do jogo, por 6-4. Este foi também o primeiro set vencido pelo nº 4 do ranking em finais de Grand Slam.

No segundo set, Federer praticamente não ameaçou o saque de Murray, teve dificuldades para confirmar seu serviço, mas na hora certa, quando estava ganhando por 6-5, ele quebrou o saque do rival e fechou a parcial com estilo.

A chuva se aproximava e, no começo do terceiro set, quando o placar apontava 1 game a 1 e 40-0 para Federer, ela caiu de vez, interrompendo o jogo. A partida ficou parada durante quase 40 minutos, enquanto o teto da Quadra Central era fechado.

Federer voltou ligado para o jogo, confirmou o serviço e depois quebrou Murray, vencendo o set por 6-3.

Durante os sets o "Leão da Montanha", apelido dado pelo ex-tenista e comentarista Dácio Campos a Federer, foi melhorando cada vez mais. Murray, com seu estilo já manjado de fingir estar sentindo dores, não foi páreo para o suíço, mesmo com o apoio da torcida. Federer já havia quebrado o serviço de Murray, sacou para o título e não decepcionou, mas se emocionou ao conquistar a vitória e seu sétimo título na grama londrina de Wimbledon.

Federer venceu o jogo em 3h24min, conquistou seu 7º título de Wimbledon, seu 17º título de Grand Slams e de quebra recuperou a posição de número um do mundo, ultrapassando Rafael Nadal e Novak Djokovic. Agora o maior de todos está 75 pontos à frente do sérvio e o próximo torneio será os Jogos Olímpico de Londres, disputado nas mesmas quadras do Torneio de Wimbledon. Será que Federer consegue uma dobradinha na grama sagrada? É provável, é bem possível, porque o mito Roger Federer está de volta.


Foto: Reuters

domingo, 1 de julho de 2012

River Plate vence Defensor e é campeão da Libertadores Sub-20

Na noite deste domingo o River Plate da Argentina venceu o Defensor Sporting do Uruguai na final da Copa Libertadores Sub-20, disputada em Lima, no Peru e conquistou o título continental de clubes.

O jogo foi equilibrado, o Defensor jogou como jogou todas as partidas do torneio. O time uruguaio é muito bom, uma grata surpresa dessa Libertadores Sub-20. Trabalha bem as jogadas, mas não sabe concluí-las.

O time argentino, também muito bom, bateu o Corinthians na semifinal por 2 a 0. A partida contra o Defensor terminou 1 a 0 para o River Plate, gol aos 6 minutos do segundo tempo de Solari, em um belo chute, no qual o goleiro Rubén Silva ficou só olhando.

Os "Violetas", como é conhecido o time do Defensor, tiveram boas chances para marca, mas seu problema é que não traduz em gols a sua boa performance em campo. Foi sempre assim durante todo o torneio, exceto na última rodada da primeira fase, quando goleou o Alianza Lima por 5 a 1. Nas quartas de final e na semifinal, o Defensor venceu nos pênaltis o Universitário do Peru e o Unión Española do Chile, respectivamente.

Talvez faltasse um pouco de sorte para os uruguaios na hora da finalização. E o última lance da partida teria que terminar desse mesmo jeito: Foliados foi lançado, teve o domínio da bola na entrada da área, nas costas do zagueiro, e na saída do goleiro o atacante uruguaio chutou a bola para fora. Esse foi o último gol perdido pelo Defensor, aos 49 minutos do segundo tempo.

Na decisão do terceiro lugar, o Corinthians venceu o Unión Española por 2 a 1 e ficou com a terceira colocação.

Essa foi a segunda edição da Copa Libertadores Sub-20. A primeira, no ano passado, também disputada no Peru, foi vencida pelo Universitario de Lima, dono na casa.




Fotos: Miguel Cuellar

Espanha conquista mais um título de Eurocopa



No Estádio Olímpico de Kiev, a seleção espanhola goleou a Itália por 4 a 0 e se sagrou campeã da maior competição entre seleções europeias, somando agora três títulos.

A Eurocopa, disputada este ano na Ucrânia e também na Polônia, viu na grande final um jogo em que a Espanha abriu 2 a 0 e a Itália nunca conseguiu tentar uma reação. David Silva aos 14 e Jordi Alba aos 41 marcaram os dois primeiros gols da Fúria, que já impunham uma grande vantagem no placar, pelo jogo que havia em Kiev.

A Itália estava com poucas chances muito por causa da saída de Chiellini, contundido, ainda na primeira etapa. No segundo tempo, Thiago Motta entrou no lugar de Montolivo e logo saiu, também machucado. O técnico Cesare Prandelli não podia mais fazer substituição e a Itália jogou mais da metade do segundo tempo com 10 homens.

A Espanha aproveitou a imensa vantagem, com 2 a 0 no placar, um homem a mais e jogando melhor, para ampliar o marcador no final da partida. Fernando Torres aos 39 e Mata aos 43 decretaram a goleada e o terceiro título para os espanhóis na história da Euro. Também é a primeira vez que uma seleção consegue dois títulos seguidos.

Abaixo, todas as finais da Eurocopa:

1960 - Parc des Princes, Paris - França
União Soviética 2-1 Iugoslávia

1964 - Santiago Bernabéu, Madrid - Espanha
Espanha 2-1 União Soviética

1968 - Estádio Olímpico, Roma - Itália
Itália 1-1 Iugoslávia
Jogo desempate: Itália 2-0 Iugoslávia

1972 - Estádio Heysel, Bruxelas - Bélgica
Alemanha 3-0 União Soviética

1976 - Estádio Crvena Zvezda, Belgrado - Iugoslávia
Tchecoslováquia 2 (5) - 2 (3) Alemanha

1980 - Estádio Olímpico, Roma - Itália
Alemanha 2-1 Bélgica


1984 - Parc des Princes, Paris - França
França 2-0 Espanha


1988 - Estádio Olímpico, Munique - Alemanha
Holanda 2-0 União Soviética


1992 - Estádio Nya Ullevi, Gotemburgo - Suécia
Dinamarca 2-0 Alemanha


1996 - Estádio de Wembley, Londres - Inglaterra
Alemanha 2-1 República Tcheca


2000 - Estádio Feyenoord, Roterdã - Holanda
França 2-1 Itália


2004 - Estádio da Luz, Lisboa - Portugal
Grécia 1-0 Portugal


2008 - Estádio Ernst-Happel, Viena - Áustria (Euro sediada por Áustria/Suíça)
Espanha 1-0 Alemanha


2012 - Estádio Olímpico, Kiev - Ucrânia (Euro sediada por Ucrânia/Polônia)
Espanha 4-0 Itália

sexta-feira, 29 de junho de 2012

BOXE

O pugilismo, segundo registros históricos, tem entre 4 mil e 5 mil anos. Já era praticado na Grécia antiga, nos Jogos Pan-Helênicos (776 a.C.), que na época era conhecido como pugilato. Os lutadores não usavam luvas. Na Roma antiga, os lutadores usavam os cestus, protetores metálicos para as mãos, dotados de pregos, que podiam até mesmo matar os oponentes.

O boxe, ao longo de sua história, passou por momentos de alta e de baixa popularidade. No século XVIII, as lutas com punhos renascem na Inglaterra, mas não havia muitas regras, fazendo-as parecer muito mais com lutas do tipo vale-tudo. As primeiras regras foram introduzidas em 1867, pelo Marquês de Queensberry, ao patrocinar uma luta que incluía a contagem de dez segundos para nocautes, o tempo de três minutos para os assaltos, a proibição dos movimentos do estilo de luta livre e o uso de luvas almofadadas.

A primeira luta de boxe profissional, legalizada, aconteceu em 7 de fevereiro de 1882, nos Estados Unidos.

De lá para cá, entre a paixão de muitos e a repugnância de outros, o boxe amador foi incluído pela primeira vez nos Jogos Olímpicos da Era Moderna em 1904, em St. Louis, nos EUA, em razão de sua popularidade no país. Entretanto, a modalidade foi excluída oito anos depois, retornando apenas em 1920 e permanecendo no programa dos Jogos desde então.

No Brasil, o interesse pelo boxe começou em 1919, com Goes Neto, marinheiro carioca que havia feito várias viagens à Europa, onde aprendeu a boxear. Naquele ano, Goes Neto fez várias exibições no Rio de Janeiro. Na recente história do boxe brasileiro, há nomes respeitáveis que integram a história do boxe mundial, como Éder Jofre, Miguel de Oliveira e Servílio de Oliveira.

Fonte: Caderno do Aluno, 2ª Série do Ensino Médio, Vol. 2, Educação Física. Governo do Estado de São Paulo

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O nascimento da Celeste Olímpica

Publicado por Juan Carlos Vecino, em seu blog Futebol do Uruguai:


Em 1924 as Olimpíadas realizadas em Paris, recebeu pela primeira vez para a disputa do futebol uma equipe sul-americana, bicampeã do continente o Uruguai desembarcou em Paris para a disputa sem muito alarde haja vista que poucos conheciam o futebol praticado aqui na América do Sul.

Em 26 de maio os uruguaios entravam em campo para o primeiro jogo no estádio Colombes com um bom público presente com um estilo de jogo diferenciado das equipes europeias que predominavam o jogo de força física e bolas aéreas, o Uruguai primava pelo toque de bola rápido e dribles constantes em seus marcadores e assim os uruguaios ganharam da Iugoslávia por 7 a 0 com Cea e Petrone marcando dois gols cada e Vidal, Romano e Scarone completando o placar o que se viu no outro dia nos jornais era uma verdadeira avalanche de elogios ao futebol praticado no dia anterior por aqueles desconhecidos.

No dia 29 de maio um jogo mais duro contra os EUA e nova vitória uruguaia agora por 3 a 0 com Petrone marcando todos os tentos da partida.

No dia 1 de junho os franceses donos da casa teriam o privilégio de enfrentar os temidos sul-americanos com sua habilidade com a bola e não deu outra, novo show de bola e vitória por 5 a 1. Petrone duas vezes, Scarone duas e Romano anotaram o massacre. Nas semi-finais um jogo mais duro contra a Holanda e vitória por 2 a 1 com gols do Cea e do Scarone.

No dia 9 de junho foi a grande final olímpica e a Suíça era o adversário com toda torcida francesa a favor.

O Uruguai logo impôs seu ritmo de jogo ofensivo e de toque de bola que envolveu os suíços facilmente. Petrone abriu o marcador, Cea ampliou e Romano fechou o placar e o Uruguai conquistava pela primeira vez a medalha de ouro no futebol olímpico.

Mazzali ; Nasazzi (cap), Arispe - Andrade, Vidal, Ghierra, S.Urdinaran, Scarone, Petrone, Cea, Romano; foi a equipe da grande final, depois da conquista houve muita festa e donde a delegação uruguaia estava instalada a noite fora oferecido um jantar aos campeões olímpicos de futebol.

Considerado como um dos melhores jogadores da conquista José Leandro Andrade foi o grande destaque do jantar apesar de ser baixinho encantou a todos por ser também um excelente dançarino pois as donzelas fizeram filas para dançar um tango com ele, que era preto.



Fontes: Texto Galdino Silva, Revista Trivela e RSSSF Brasil


Obs: Título original no Blog Futebol do Uruguai: "Uruguai e sua primeira medalha de ouro no futebol dos Jogos Olímpicos: 1924 na França

terça-feira, 26 de junho de 2012

De seis conquistas na Libertadores, Boca tem quatro títulos decididos fora de casa, todos contra brasileiros

O Corinthians tem uma missão muito difícil pela frente: vencer o Boca Juniors para se tornar pela primeira vez campeão da Copa Libertadores da América. Difícil pela tradição do Boca na Libertadores, que em nove finais disputadas, conquistou seis títulos.

O Corinthians jogará primeiro na Bombonera, e depois no Pacaembu. Alguns dizem que é melhor jogar a primeira partida da final fora de casa, para decidir em seus domínios. Mas contra o Boca, isso não é vantagem nenhuma.

Das nove finais de Libertadores disputadas pelo Boca, o time argentino venceu seis. Desses seis títulos, quatro foram ganhos com o segundo jogo da final sendo disputado fora de casa (incluindo a final de 1977 contra o Cruzeiro, quando o primeiro jogo foi na Bombonera, o segundo no Mineirão e houve necessidade de jogo extra, no Estádio Centenário).

Sempre que o Boca decidiu uma final contra um time brasileiro no Brasil, sagrou-se campeão: 2000 contra o Palmeiras em São Paulo; 2003 contra o Santos também em São Paulo e em 2007 diante do Grêmio, em Porto Alegre.

Abaixo, todas as finais de Libertadores disputadas pelo Boca Juniors:

1963 - Boca vice-campeão
1º jogo - Maracanã: Santos 3-2 Boca Juniors
2º jogo - La Bombonera: Boca Juniors 1-2 Santos

1977 - Boca campeão
1º jogo - La Bombonera: Boca Juniors 1-0 Cruzeiro
2º jogo - Mineirão: Cruzeiro 1-0 Boca Juniors
3º jogo (desempate) - Estádio Centenário: Boca Juniors 0(5) - 0(4) Cruzeiro

1978 - Boca campeão
1º jogo - Estádio Pascual Guerrero: Deportivo Cali 0-0 Boca Juniors
2º jogo - La Bombonera: Boca Juniors 4-0 Deportivo Cali

1979 - Boca vice-campeão
1º jogo - Defensores Del Chaco: Olimpia 2-0 Boca Juniors
2º jogo - La Bombonera: Boca Juniors 0-0 Olimpia

2000 - Boca campeão
1º jogo - La Bombonera: Boca Juniors 2-2 Palmeiras
2º jogo - Morumbi: Palmeiras 0(2) - 0(4) Boca Juniors

2001 - Boca campeão
1º jogo - Estádio Azteca: Cruz Azul 0-1 Boca Juniors
2º jogo - La Bombonera: Boca Juniors 0(3) - 1(1) Cruz Azul

2003 - Boca campeão
1º jogo - La Bombonera: Boca Juniors 2-0 Santos
2º jogo - Morumbi: Santos 1-3 Boca Juniors

2004 - Boca vice-campeão
1º jogo - La Bombonera: Boca Juniors 0-0 Once Caldas
2º jogo - Estádio Palogrande: Once Caldas 1(2) - 1 (0) Boca Juniors

2007 - Boca campeão
1º jogo - La Bombonera: Boca Juniors 3-0 Grêmio
2º jogo - Estádio Olímpico: Grêmio 0-2 Boca Juniors

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Tchoukball

O tchoukball foi criado na década de 1960 por um médico suíço, nascido em Genebra, chamado Hermann Brandt.

Durante sua vida profissional, Brandt demonstrou especial interesse pela medicina esportiva. Constatou que os traumas de atletas com lesões, na maioria das vezes, resultavam de agressões, comuns nas modalidades esportivas coletivas de contato.

O tchoukball surgiu, então, como um esporte sem contato físico, tornando-se conhecido como "esporte da paz". Nenhum ato de perturbação ou obstrução é permitido no jogo, tanto no ataque como na defesa. A finalização no jogo de tchoukball é parecida com a do handebol. Seu alvo, objetivo na finalização é a quadra, e o jogo pode se praticado tanto por homens quanto por mulheres.

Em 1971, foi criada a Federação Internacional de Tchoukball, que coordena a promoção e difusão do esporte, em âmbito internacional. No Brasil, a divulgação do esporte ocorreu a partir de 1987 com a presença, em congressos e eventos, do então presidente da Federação Internacional de Educação Física. Sir John Andrews.

Em São Paulo, a difusão do esporte começou na década de 1990 com Océlio Antônio Ferreira, que, ao voltar da Europa, passou a divulgar a modalidade.

O tchoukball é um jogo que se assemelha a outros esportes, como o handebol e o voleibol, mas tem também muitos diferencias interessantes: as duas equipes podem circular pela quadra toda e atacar nos dois quadros de remissão; cada equipe tem no máximo três passes para arremessar no quadro de remissão; não pode haver contato físico; não é permitido interceptar ou roubar a bola do adversário.

Esse esporte é praticado com uma bola redonda, que tem uma bexiga de borracha e é coberta com couro. Cada equipe é composta por 12 jogadores (7 titulares e 5 reservas). O tempo de duração é composto por 3 períodos de 15 minutos (12 para feminino e juvenil). O tamanho da quadra é de 26-29m de comprimento por 15-17m de largura. Os quadros de remissão ficam dentro das áreas restritas e o tamanho do raio da área restrita é de 3m.


O tchoukball de areia


Essa versão do tchoukball foi criada no início da década de 1990, no Brasil, expandindo-se posteriormente pelo resto do mundo. O campo do tchoukball de areia tem de 11 a 13 metros de largura por 21 a 23 metros de comprimento. A partida é realizada com cinco jogadores em cada equipe, com dois reservas, e a recomendação é de três tempos de 12 minutos cada um para adultos. As regras são semelhantes às do tchoukball de quadra, determinadas pela Federação Internacional de Tchoukball.

Com informações de: Caderno do Aluno, 2ª Série do Ensino Médio, Vol. 2, Educação Física. Governo do Estado de São Paulo

MÍDIAS - A TRANSFORMAÇÃO DO ESPORTE EM ESPETÁCULO TELEVISIVO

Houve um tempo em que os atletas jogavam por amor à camisa, em que o fair play (jogo limpo) era valorizado e as pessoas iam aos estádios para comungar desse espírito esportivo e assistir a um bom jogo. Esses tempos ficaram para trás.

O esporte de hoje é parte integrante da milionário indústria de entretenimento, que tem ficado cada vez mais atenta à "vocação" do esporte em atrair espectadores. Assim, impulsionada pelo advento da televisão, transformou o esporte em "telespetáculo".

Observe as propagandas dos eventos esportivos: elas anunciam apenas equipamentos esportivos e estímulos à prática de exercícios físicos ou "usam" os valores associados ao esporte (energia, velocidade, superação etc.) para vender até cerveja? A mídia contribui na formação de "fanáticos" dispostos a consumir os produtos vinculados à imagem do seu time.

Que falação!


Será que aquilo que vemos e ouvimos nos jogos de futebol transmitidos pela TV fornece um amplo panorama sobre o que está acontecendo em tempo real, ou é um "recorte selecionado" de quem está transmitindo? Pense bem, as câmeras seguem a bola ou mostram os 22 jogadores ao mesmo tempo? Pois é, da mesma maneira que as imagens são selecionadas, também os comentários cumprem a função de transformar o futebol em espetáculo. Basta uma briga entre torcidas, um técnico que provoque o outro, uma celebridade na arquibancada e o episódio gera assunto durante uma semana até o próximo jogo, que, a essa altura, já se tornou secundário.

Abaixo, dois trechos de textos sobre a falação esportiva:

A falação esportiva


1. "[...] A falação esportiva (ECO, 1984) informa e atualiza: quem ganhou, quem foi contratado ou vendido (e por quanto), quem se contundiu, e até sobre aspectos da vida pessoal dos atletas. Conta a história das partidas, das lutas, das corridas, dos campeonatos; uma história que é sempre construída e reconstruída, pontuada pelos melhores momentos - os gols, as ultrapassagens, os acidentes etc. Cria expectativas: quem será convocado para a seleção brasileira? A falação faz previsões: qual será o placar, quem deverá vencer. Depois, explica e justifica: por que tal equipe ou atleta ganhou ou perdeu. A falação promete: emoções, vitórias, gols, medalhas. Cria polêmicas e constrói rivalidades: foi impedimento ou não? A falação critica: 'fala mal' dos árbitros, dos dirigentes, da violência. A falação elege ídolos: o 'gênio', o craque fora de série. Por fim, sempre que possível, a falação dramatiza [...]"

BETTI, Mauro. Esporte na mídia ou esporte da mídia? Motrivivência,
Florianópolis, n. 17, set. 2001. p. 108-109.

2. "A falação expõe discursos de duplo padrão moral. No jogo da seleção, o centroavante brasileiro fez um gol com auxílio do braço e o locutor agradeceu ao árbitro peruano: 'Muchas gracias, [nome do árbitro]! Gracias, hermano!'. O jogador declarou em entrevista ao telejornal do horário nobre: 'o artilheiro tem que fazer gol de qualquer jeito, não importa'. É a mesma falação que condena a violência, o doping, o suborno..."

BETTI, Mauro. A janela de vidro: esporte, televisão e educação física. Campinas: Papirus, 1998. p. 70.


Fonte: Caderno do Aluno, 2ª Série do Ensino Médio, Vol. 2, Educação Física. Governo do Estado de São Paulo

domingo, 24 de junho de 2012

Tênis - curiosidade

O jogo de tênis surgiu na França, no final do século XII e início do século XIII. No começo, não se utilizavam raquetes, mas, sim, as mãos nuas, ou com luvas de couro, jogando-se a bolinha contra uma parede. No século XIV, alguns jogadores passaram a empregar um utensílio de madeira similar a uma raquete, chamado battoir. O jogo deixou de ser praticado contra uma parede e passou para uma área dividida por uma corda.

As primeiras raquetes surgiram da adaptação de um cabo e de cordas trançadas ao battoir.


O jogo foi praticado em espaços abertos e também fechados. Era bastante apreciado na França, sendo a principal diversão de muitos reis.


Fonte: Caderno do Aluno, 2ª Série do Ensino Médio, Vol. 2, Educação Física. Governo do Estado de São Paulo