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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Segunda rodada da fase final do Sul-Americano Sub-20

Foi disputada nesta quarta-feira a segunda rodada do hexagonal final do Campeonato Sul-Americano Sub-20, em Mendoza, Argentina.

CHILE CONSEGUE UMA GOLEADA CONTRA O EQUADOR

A seleção chilena goleou o Equador pelo placar de 4 a 1, no primeiro jogo da rodada tripla no estádio Malvinas Argentinas.

Os gols do Chile foram marcados por Nicolás Castillo (18'), Diego Rubio (28' de pênalti), Claudio Baeza (30' 2º tempo) e Felipe Mora (38' 2º tempo), enquanto Esterilla (23' 2º tempo) marcou o gol equatoriano.

Veja os gols:



PARAGUAI E PERU EMPATAM EM 1 A 1

O Peru saiu na frente do marcador, com Miguel Araújo, aos 28 minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, aos 37 minutos, Junior Alonso empatou para o Paraguai.

Este foi o primeiro ponto da seleção peruana no hexagonal final.

Confira os gols:



URUGUAI PERDE A INVENCIBILIDADE PARA A COLÔMBIA

A Colômbia venceu o Uruguai por 1 a 0, gol do atacante Córdoba aos 39 minutos do primeiro tempo.

Com esse resultado, o Uruguai perdeu sua invencibilidade no torneio e a Colômbia agora é a líder da tabela final, com 6 pontos ganhos, obtendo sua segunda vitória no hexagonal final.

Veja o gol da Colômbia:


CLASSIFICAÇÃO

1º Colômbia - 6 pts
2º Paraguai - 4 pts
3º Chile - 3 pts
4º Uruguai - 3 pts
5º Peru - 1 pt
6º Equador - 0 pt

PRÓXIMA RODADA (27/01)

Chile x Uruguai - 18h30
Peru x Colômbia - 20h45
Paraguai x Equador - 23h

POLÊMICA EXTRA-CAMPO

Envolvido em escândalo de falsificação de documentos, o camisa 16 da seleção do Peru, Max Barrios, não disputará mais o torneio.

Em um jogo da primeira fase, entre Peru e Equador, um deputado equatoriano estava no estádio e reconheceu Max Barrios. O camisa 10 da seleção do Equador, Uchuari, também o reconheceu, e ambos denunciaram que Max era equatoriano e jogara na LDU Loja em 2010 como profissional.

Segundo o deputado, que enviou uma carta à Conmebol, Max Barrios chama-se, na verdade, Juan Carlos Espinosa Mercado, tem 25 anos e nasceu no Equador. Segundo os documentos mandados à Conmebol pela Federação Peruana, Barrios tem 17 anos.

Sua mãe é equatoriana e seu pai é peruano.

A Federação Peruana anunciou que o jogador voltará a Lima para ser investigado e resolver esse problema.

Brasileiros estreiam na Libertadores

São Paulo e Grêmio entraram em campo nesta quarta-feira pela primeira fase da competição.

SÃO PAULO ATROPELA BOLÍVAR E ESTÁ A MENOS DE UM PASSO DA FASE DE GRUPOS

O São Paulo recebeu o Bolívar no Morumbi na noite desta quarta-feira e fez o dever de casa. A goleada contra o Bolívar foi aberta Já aos 8 minutos do primeiro tempo, em um belo chute de Osvaldo da ponta esquerda da grande área.

Em um lançamento de Jadson para Aloísio, o camisa 19 do Tricolor driblou o marcador na linha de fundo e passou para Luís Fabiano, dentro da área, chutar para marcar o segundo gol, aos 21 minutos.

Nos acréscimos do primeiro tempo, Douglas cruzou para a área, Aloísio chutou para boa defesa do goleiro Argüello, mas no rebote Luís Fabiano marcou o terceiro gol do São Paulo.

Aos 15 minutos da etapa final, Osvaldo avança pela esquerda e cruza para Jadson pegar de primeira e ampliar o placar.

O quinto gol do São Paulo foi marcado pelo ídolo Rogério Ceni. Três minutos depois, um uma perfeita cobrança de pênalti, Rogério decretou o fim da goleada, 5 a 0.

O jogo de volta será quarta-feira, dia 30, em La Paz e o São Paulo está praticamente classificado.

Veja os gols da partida:



GRÊMIO PERDE EM QUITO PARA A LDU SEM MARCAR GOLS

Ao mesmo tempo que o São Paulo goleava o Bolívar, outro tricolor, o Grêmio, perdia para a LDU de Quito.

Nem mesmo a estreia de Eduardo Vargas, que entrou no intervalo do jogo, fez com que o time gremista alcançasse melhor resultado.

Aos 29 minutos do segundo tempo, o goleiro Dida se machuca e é substituído por Marcelo Grohe. No primeiro lance do novo goleiro, a LDU cobra escanteio, o jogador chuta no travessão, outro pega o rebote de cabeça que é tirado em cima da linha, mas Feraud é o último a concluir, com êxito, marcando o único gol do jogo.

A segunda partida acontecerá em Porto Alegre, na próxima quarta-feira. A LDU joga pelo empate, enquanto o Grêmio precisa vencer sem tomar gol.

Veja os melhores momentos:


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Começa a Copa Libertadores da América

Na noite de terça-feira começou a 54ª edição do maior torneio de futebol da América. A primeira fase, popularmente conhecida como Pré-Libertadores, é disputada por 12 equipes em 6 confrontos. Quem passar desses confrontos, entra na fase de grupos.

A final está prevista para julho e alguns times já começaram sua caminhada, buscando fazer bonito na competição.

TIGRE VIRA CONTRA O DEPORTIVO ANZOÁTEGUI

O Tigre sofreu para vencer os venezuelanos do Deportivo Anzoátegui, que mereciam sorte melhor na partida. Jogando na Argentina, os visitantes não se assustaram com o calor da torcida e jogaram muito bem.

Jeremias Caggiano abriu o placar para o Anzoátegui, aos 38 minutos do primeiro tempo, com belo passe de Rolando Escobar. Mas, jogando em casa e precisando do resultado, os argentinos tinham a obrigação de vencer o jogo.

Aos 21 minutos da etapa complementar, a bola sobrou para Peñalba dentro da área, que não desperdiçou e igualou o marcador. Dez minutos depois, cruzamento para a área venezuelana, Leguizamón desvia de cabeça, Echeverría passa pela bola sem tocá-la e o goleiro Morales é enganado, tomando o gol da virada.

Com a vitória por 2 a 1, o Tigre joga pelo empate na Venezuela, ou derrota por um gol de diferença marcando pelo menos dois gols. Para o Anzoátegui basta vencer por 1 a 0. A partida de volta será na próxima terça-feira.

O vencedor do confronto vai para o Grupo 2, que tem Palmeiras, Sporting Cristal e Libertad.

Confira os gols do jogo:



JOGANDO EM CASA, LEÓN CONSEGUE O EMPATE NO FIM DO JOGO

O segundo jogo da noite foi disputado entre León e Iquique, no México. Um jogo movimentado e muito pegado, saindo faísca em alguns momentos da peleja.

O time chileno conseguiu o que queria logo aos 4 minutos de jogo. O argentino Rodrigo Díaz, camisa 10 do Iquique, recebeu a bola na lateral esquerda da grande área e chutou de lá mesmo, no ângulo do goleiro Martínez, um golaço.

Aos 11 minutos o experiente zagueiro Rafa Márquez (ex-Barcelona) sofreu uma contusão na coxa da perna esquerda e teve que ser substituído por Magallón.

O jogo seguiu muito disputado, com várias chances de gols para os dois lados, inclusive bolas na trave. Aos 43 minutos do segundo tempo, o gol que deu um pouco de alívio aos torcedores do León começou com um lançamento para a área, em que Edwin Hernández escorou de cabeça para o uruguaio Nelson Maz, que de cabeça também, empatou o jogo.

Mesmo assim, o Iquique conseguiu um bom resultado fora de casa, porque pode empatar em 1 a 1 no Chile e conseguir a classificação.

Quem passar do confronto cai no Grupo 4, que já tem Peñarol, Vélez e Emelec.

Veja os melhores momentos da partida:


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Primeira rodada da fase final do Sul-Americano Sub-20

No domingo começou a fase final do Sul-Americano Sub-20 de futebol, disputada em Mendoza, na Argentina. Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai foram os classificados de seus grupos para a fase final. Ficaram fora Argentina, Bolívia, Brasil e Venezuela.

PARAGUAI SURPREENDE E VIRA CONTRA O CHILE

Na primeira partida do dia, jogaram Chile x Paraguai. Os chilenos eram favoritos, pois terminaram a fase de grupos com 100% de aproveitamento, vencendo inclusive os paraguaios.

O Chile saiu na frente do placar logo aos 9 minutos do primeiro tempo, com o centroavante Nicolás Castillo, em uma cobrança de falta. A missão paraguaia ficou mais difícil ainda após a expulsão do zagueiro Gustavo Gómez, aos 22 minutos. Mas, cinco minutos depois, o zagueiro Igor Lichnovsky tratou de deixar o Chile com 10 homens também, sendo expulso pelo segundo cartão amarelo.

O primeiro tempo terminou como um jogo duro, truncado, e o Chile na frente do placar. Na segunda parte, os paraguaios começaram a gostar do jogo, até que aos 15 minutos, Derlis González definiu o contra-ataque guaraní com um bonito gol de empate.

Aos 32 minutos, em uma forte cabeçada, Matias Pérez virou o jogo a favor dos paraguaios, que quatro minutos depois chegou ao terceiro gol, com o meia-atacante Ángel Cardozo, em um belo chute. Mesmo antes do segundo gol do Paraguai, o Chile já não mostrava muitos sinais de reação.

Bela vitória paraguaia, que com as alterações do técnico Victor Genés, colocando Mareco, Montenegro e Ramírez deu um estilo melhor ao jogo paraguaio.



URUGUAI VENCE O PERU E É O ÚNICO TIME INVICTO

Com boas atuações de Formiliano, Júlio Varela, Laxalt e López, a Celeste Olímpica estreou na fase final do Sul-Americano com uma bela vitória contra a boa seleção peruana.

No começo do jogo, em um dos primeiros ataques da seleção uruguaia, Fabricio Formiliano cabeceou a bola em cobrança de escanteio e marcou para a Celeste. Mas o juiz equatoriano Carlos Vera anulou o gol, alegando falta do zagueiro uruguaio.

Poucos minutos depois, Formiliano foi mais uma vez cabecear a bola na área, agora em cobrança de escanteio do outro lado. Mais parecia um chute o cabeceio do zagueiro, que desta vez pôde comemorar o primeiro gol do Uruguai.

Os peruanos perderam o atacante Jean Deza aos 27 minutos, devido ao segundo cartão amarelo. Mas a expulsão não parece ter abalado a seleção peruana, que passou a pressionar o rival. Emiliano Velásquez, capitão uruguaio, deixou a Celeste com um a menos também, aos 33 minutos. O Peru continuou jogando bem, até que aos 43 minutos, José Reyna empatou para os "Incas".

Na volta para o segundo tempo, o Uruguai melhorou, e aos 23 minutos, Nicolás López foi lançado, passou pelo goleiro e fuzilou a rede peruana, marcando o segundo gol uruguaio. E já no final do jogo, outro atacante, Diego Rolán, recebeu passe de Laxalt em um contra-ataque, e matou o jogo a favor da seleção charrúa.

O Uruguai agora é a única seleção invicta no torneio.



PARA FECHAR A NOITE, COLOMBIANOS DERROTAM O EQUADOR

Em um jogo bem disputado, a seleção colombiana, com boa atuação do camisa 10 Quintero e ótima pontaria de seus companheiros, venceu o Equador por 2 a 1 no fechamento da rodada.

Os equatorianos também jogaram muito bem, com destaque para o excelente camisa 10 Uchuari, para o lateral-direito López e o atacante Esterilla.

Apesar disso, o primeiro tempo terminou 0 a 0. Os colombianos abriram o placar aos 5 minutos da etapa final, com o meia Juan Nieto. Quatro minutos depois, o goleiro equatoriano Cuero foi substituído por Fernández, que aos 25 minutos, em chute de Quintero, engoliu um frango e deixou a Colômbia abrir 2 a 0.

No final do jogo, aos 40 minutos, o Equador ainda descontou. Em cobrança de escanteio, desvio de cabeça dentro da área e Parrales completou para o fundo do gol. Mas a Colômbia acabou vencendo por 2 a 1.



CLASSIFICAÇÃO

1º Paraguai - 3 pts
2º Uruguai - 3 pts
3º Colômbia - 3 pts
4º Equador - 0 pts
5º Chile - 0 pts
6º Peru - 0 pts

Próxima rodada - quarta-feira 23/01:
Chile x Equador - 18h30
Peru x Paraguai - 20h45
Colômbia x Uruguai - 23h

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Acabaram com a São Silvestre. Por José Calil

Por José Calil, no blog Terceiro Tempo

Não sei se a culpa é da Globo, da Fundação Casper Líbero ou dos dirigentes do nosso atletismo, mas a grande verdade é que a outrora charmosa, tradicional e importante Corrida de São Silvestre não existe mais. O que há hoje em São Paulo no último dia do ano é um evento desorganizado, descaracterizado e desinteressante.

Se algumas medidas forem tomadas rapidamente, já para a próxima edição, ainda é possível ressuscitar a São Silvestre. Caso contrário ela caminhará para o completo desaparecimento, o que, aliás, já está próximo de acontecer.

Como dizem que jornalista só critica e não sugere nada, seguem algumas propostas vitais para a sobrevivência daquela que já foi uma das mais importantes provas pedestres do mundo:

1 – Retorno imediato ao percurso tradicional, com largada e chegada em frente ao prédio da Gazeta, na avenida Paulista, descida pela Brigadeiro Luís Antônio e subida pela rua da Consolação. O trajeto atual, com a descida pela ladeira do cemitério do Araçá, é um verdadeiro absurdo. Que o diga a família do cadeirante Israel Cruz Jackson de Barros, 44 anos, morto na prova segunda-feira, após sua cadeira se espatifar no muro do estádio do Pacaembu.

2 – Retorno imediato da prova ao horário noturno, com a virada do ano ocorrendo um pouco antes da chegada da prova masculina. Já tentaram fazer a prova à tarde e não deu certo. Agora fizeram de manhã. Pior ainda.

3 – Cada uma das provas tem que ser disputada de forma independente. É uma aberração as mulheres chegarem com os homens nos seus calcanhares. A corrida dos cadeirantes deve começar e terminar. Aí começa a prova das mulheres e, só depois dessa totalmente encerrada, pode começar a masculina.

4 – O limite do número de atletas participantes deve ser drasticamente reduzido, dos 25 mil atuais para, no máximo, 500. Ninguém agüenta mais aquela palhaçada de pessoas fantasiadas, carregando faixas e bandeiras, umas por cima das outras. Isso tudo combina com Parada Gay, nada tem a ver com uma competição esportiva.

5 – Exigência do vínculo de, pelo menos, um ano do atleta com uma instituição esportiva para que o ele possa usar a camisa dessa intituição. Isso evitaria o disparate de corredores quenianos subirem ao pódio com a camisa do Cruzeiro sem jamais terem passado perto de Belo Horizonte. 

Ficam as sugestões a quem possa interessar. E se a adoção delas inviabilizar a festa de Reveillon na avenida Paulista que mudem a festa de local.

Luto pela morte de Mazurkiewicz


Ladislao Mazurkiewicz Iglesias

14.02.1945 - 02.01.2013

Sucessor de Lev Yashin, pelas próprias palavras do maior goleiro de todos os tempos.

FALLECIÓ MAZURKIEWICZ: AHORA, EL ARCO IRIS TIENE GOLERO

Por Omar Puentes, em Tenfiel Digital




Apareció en silencio. Así, como se fue. Era un pibe cuando arrancó en Racing. Llegó al vestuario del Centenario para enfrentar al Peñarol de las hazañas. Fue hace medio siglo. ¿Cómo se llama? Esa fue la pregunta. Ladislao Mazurkiewicz, la respuesta. Fue la figura del partido, junto al argentino Eugenio Callá, que tenía la costumbre de hacerle goles a Peñarol.
A partir de ese partido lo llamaron Mazurca, Chiquito, Polaco. De Sayago a Los Aromos, en un pase anunciado. Luis Maidana titular, hasta que una decisión lo sacó del plantel justo cuando había que jugar ante el Santos de Pelé, en Buenos Aires, un partido épico por Copa Libertadores en 1965. Marzurkiewicz, el golero niño, al decir de Heber Pinto, en su renovador relato, se paró de frente a los famosos morenos. Peñarol ganó 2:1, con Mazurka atajando todo y Pepe Sacía anotando el segundo por sobre la salida de Laercio, el golero de Santos.
Momento de pisar la alfombra roja de la fama para Mazurkiewicz. Llegó la Copa Libertadores. La Intercontinental. Llegó la Selección. El Mundial de Inglaterra. El debut frente a la Reina, con un saludo fuera de protocolo, dándole un beso para romper el hielo de la majestuosidad. El atrevimiento de bajar un centro con una mano para el asombro de Wembley, dejando desairado nada menos que al encumbrado Bobby Charlton. Esa fue jugada repetida en los informativos en blanco y negro de la época, como si hubiera sido un gol cargado de magia.
Fue el mejor golero del Mundial 1970, cuando el universo del arco era reino de Lev Yasin. En el partido de despedida de la araña negra rusa, Mazurca lo sustituyó en el segundo tiempo. Yasin le entregó sus guantes. No fue necesario leer el testamento. Yasin lo había nombrado heredero universal.
Fue un gigante del arco. Allí, en ese rectángulo donde no se vive del perdón, construyó su imagen. Allí cimentó su rica historia. Fue grande de verdad. No tuvo prensa, porque siempre fue reacio. Más aún después de dejar la actividad como jugador. Fue como si se recluyera de las cámaras, de los grabadores. Prefirió posar como hostil, pero quienes lo conocieron profundamente, encontraron en él una figura pintoresca, amable, con una sonrisa torcida por la picardía.
Falleció Ladislao Mazurkiewicz. Luchó hasta el final, con sólo el corazón, porque el cuerpo lo fue abandonando de a poco. Partió en silencio, como llegó a la vida pública, como vivió después de dejar el fútbol. Dejó huella profunda, indeleble en el recuerdo.
Ahora el Arco Iris tiene golero…

IFFHS divulga lista dos maiores artilheiros internacionais do século XXI

A IFFHS (Federação Internacional de Historia e Estatísticas do Futebol) divulgou nesta quarta-feira (02/01) uma lista dos maiores artilheiros do século XXI. Os dados computados entre 01/01/2001 e 31/12/2012 têm como critério gols marcados em jogos de seleções e jogos internacionais de clubes.

O marfinense Didier Drogba é o primeiro da lista. O alemão Miroslav Klose ocupa a segunda colocação, na frente do argentino Lionel Messi, pelos critérios de desempate.

Abaixo, os 20 primeiros do ranking:

1. Didier Drogba (Costa do Marfim) - 104 gols
2. Miroslav Klose (Alemanha) - 94 gols
3. Lionel Messi (Argentina) - 94 gols
4. Samuel Eto'o (Camarões) - 92 gols
5. Ruud Van Nisterooy (Holanda) - 87 gols
6. Thierry Henry (França) - 85 gols
7. Cristiano Ronaldo (Portugal) - 84 gols
8. David Villa (Espanha) - 84 gols
9. Raúl González (Espanha) - 78 gols
10. Zlatan Ibrahimovic (Suécia) - 75 gols
11. Flávio Amado (Angola) - 75 gols
12. Andriy Shevshenko (Ucrânia) - 74 gols
13. Klaas Jan Huntelaar (Holanda) - 74 gols
14. Dimitar Berbatov (Bulgária) - 72 gols
15. Alexander Frei (Suíça) - 71 gols
16. Mohamed Aboutreika (Egito) - 66 gols
17. Wayne Rooney (Inglaterra) - 66 gols
18. Robbie Keane (Irlanda) - 65 gols
19. Bader Ahmed Al-Mutawa (Kuwait) - 63 gols
20. Radamel Falcao García (Colômbia) - 63 gols

O brasileiro mai bem colocado é Luís Fabiano, em 23º, com 60 gols. Ronaldinho Gaúcho é o 26º, com 59 gols. O uruguaio Diego Forlán é o 28º, com 58 gols, mesmo número de Adriano, em 29º. Kaká é o 34º, com 56 gols. Entre os 50 primeiros temos também Robinho, em 49º, com 51 gols.

Clique aqui para ver a lista completa de 119 jogadores.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Jogar futebol antigamente era bem mais difícil

Final de ano, mundo do futebol de recesso (com exceção da Inglaterra, esses amam mesmo o futebol!), nada legal passando na TV... Resolvi assistir um jogo de 1982. Há 30 anos, Peñarol e Aston Villa se enfrentavam na Copa Intercontinental, a terceira edição realizada no Japão.

Eram outros tempos. Para um adolescente nascido na década de 1990, assistir a um jogo "retrô" é mais do que a fantasia das histórias futebolísticas. É ver com os próprios olhos como era o esporte, no começo da década de 1980.

Zagueiros cabeludos e barbudos - caso do capitão do Peñarol, Walter Olivera. Camisas para dentro do calção. Chuteiras pretas. Esse era o futebol da época.

Mas ao decorrer do jogo, pensei comigo mesmo "que jogo ruim, os dois times, campeões continentais, jogam muito mal!". Realmente, o jogo não foi muito bom do ponto de vista técnico e tático, vendo com os olhos de quem está acostumado a assistir o Barcelona, o Manchester United, o Bayern de Munique atuais.

No entanto, para analisar com mais precisão os jogos daquela época, antes de criticar, é preciso levar em conta diversos aspectos, dos mais variados.

O campo do Estádio Nacional de Tóquio estava deteriorado, em péssimo estado. E não havia tido nenhum jogo no local antes da final, pois a Copa Intercontinental reunia apenas duas equipes. Os gramados de antigamente não eram tão bem cuidados como hoje, não eram tapetes. Muitos eram pastos esburacados!

Com o gramado ruim, a bola não rola direito. Além disso, as bolas de futebol eram muito mais pesadas que hoje em dia. Nos tempos de Friedenreich, Leônidas da Silva e Pelé, a melhor amiga do jogador era muito bem tratada pelos craques, mas não era fácil domar a redonda. Feita de couro, costurada, com bico que gerava um calombo e chegava a influir na trajetória da bola, ela ainda absorvia água quando o gramado encharcava por causa da chuva, e ficava mais pesada. Mesmo assim, o grande lateral-direito Djalma Santos conseguia, em um arremesso lateral, mandar a bola para dentro da pequena área, possibilitando as chances de gol como se fosse em um escanteio.

Claro que, ao passar dos anos, a bola de futebol foi se modernizando, mas a diferença da bola de 1980 para a de hoje é escandalosa. Hoje os atacantes e goleiros têm a pachorra de reclamar que a bola é ruim, sendo que só falta ela tomar seu caminho por conta própria, tão pequeno pode ser o esforço do jogador. Antigamente os goleiros agarravam chutes violentos sem deixar a redonda escapar, como foi o caso do goleiro do Peñarol, Gustavo Fernández, em diversos chutes dos atacantes do Aston Villa no mundial de 1982. Hoje, com a bola leve, muitos goleiros só conseguem espalmar e bater roupa.

As chuteiras também eram infernais para os jogadores. Ensopava de água, era dura, pesada e com travas perigosas. Hoje, são leves e coloridas.

Os uniformes também eram desconfortáveis. Feitos de tecidos que esquentam o corpo etc. Atualmente, eles são flexíveis, leves e ajudam na transpiração.

A preparação física também é outra coisa que evoluiu muito. Não preciso nem citar os pontos de evolução, que ajudaram os atletas de todos os tipos de esporte. Mas no futebol, juntamente com a parte tática, a preparação física fez com que o estilo de jogo mudasse e facilitasse o jogo bonito e a ascensão de novos craques.

O Peñarol de 1982 e o Peñarol vice-campeão da Libertadores de 2011 são parecidos, curiosamente. O estilo de jogo não mudou, há muitos chutões, jogo amarrado, truncado e pouca técnica. Não que o Peñarol campeão da América e do Mundo em 1982 tivesse pouca técnica, afinal jogavam naquele time nomes como Venancio Ramos e Jair e o matador Fernando Morena. Não, não. Não era um time ruim. O futebol de hoje que é bem diferente do que outrora. Só o Peñarol e os times uruguaios é que não perceberam.

Um ponto interessante dessa drástica mudança no futebol são as regras. Algumas regras, que para alguns podem ser inexpressivas, nos mostram a diferença do jogador de outras épocas para o jogador atual.

Em meados dos anos 90 os goleiros foram proibidos de pegar com a mão as bolas recuadas. Imagine se, nos tempos de Pelé, Puskas, Bobby Charlton, Eusébio,Falcão, Zico, Sócrates, o goleiro usasse apenas os pés em bolas recuadas. Com sua malandragem, o Negrão iria infernizar (mais ainda) a zaga adversária. Ao invés de marcar mil gols, marcaria dois mil! Não vejo Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, se aproveitarem dessa vantagem que Pelé não teve.

E o impedimento, que, quando o atacante estando na mesma linha dos zagueiros, deveria ser marcado? Hoje é o contrário.

É por tudo isso e mais uns cem motivos, que mais uma vez cheguei à conclusão de que os jogadores de antigamente, quando o futebol tinha ares românticos e sem nenhuma frescura, ainda são superiores aos popstars da atualidade.

Ah, já ia me esquecendo. O Peñarol venceu o Aston Villa por 2 a 0, ergueu a taça na frente dos ingleses, e deu a volta olímpica, que os uruguaios inventaram.

Até o ano que vem!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Entrevista: J.H. Marques, presidente da Frente Nacional dos Torcedores

João Hermínio Marques é advogado, sócio proprietário do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e presidente da Frente Nacional dos Torcedores.

Para ele, a mobilização social é o maior instrumento contra as injustiças sofridas no futebol e na sociedade em geral, e conta como ela é importante, tanto que ajudou a derrubar um dos maiores ditadores do futebol mundial, Ricardo Teixeira.

Aqui você vai conhecer um pouco mais sobre a Frente Nacional dos Torcedores, em entrevista dada por João Hermínio Marques a Eduardo Vasco, via rede social.

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O que é a Frente Nacional dos Torcedores?

A FNT é o movimento social que luta por um futebol justo, democrático e popular. Entendemos "justo" como contra a corrupção. Entendemos "democrático" como parte da nossa luta pela democratização das instâncias decisórias do futebol (clubes, federações e CBF). Entendemos "popular" pela defesa do futebol do povo, afinal, somos a contra-corrente desse processo de elitização do futebol, ora apelidado pela nossa militância como "futebol moderno". Embora seja um erro conceitual dizer isso, o que vale é que lutamos contra a elitização do futebol.

Como se formou?

A FNT formou-se pela internet a partir de um fórum de debates sobre torcidas e futebol em geral. Porém, sempre fomos contrários às mobilizações meramente virtuais. E em alguns meses realizamos o I Encontro Nacional dos Torcedores, onde foi eleita uma direção definitiva e foi aprovado um estatuto social do movimento.

Atua em todo o País?

Temos filiais ativas como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte. E estamos recomeçando nosso trabalho em Minas e em São Paulo. Assim, como estamos iniciando na Bahia, no Pará e no Maranhão. Sim, nós queremos ter tentáculos em todo o país. Afinal, nascemos para defender todos os torcedores brasileiros.

Quais as principais conquistas da FNT?

O "Fora Teixeira", sem dúvida nenhuma. Antes do nosso movimento, Ricardo Teixeira era "incaível". Somente quando a gente botou o bloco na rua com milhares de pessoas que o quadro do Teixeira começou a desmoronar. Evidentemente que ele não caiu só por causa da gente. No entanto, tivemos uma enorme parcela nesse processo. E isso é motivo de orgulho. Claro que ele caiu e entrou o "Zé Medalha", porém já foi um avanço. É lutando e continuando a lutar que conquistaremos mudanças mais profundas. Basta ver que a CBF do Teixeira era estável. A do Marin já não é.

Por que lutar?

Lutamos porque acreditamos na mudança social pelo futebol. Lutamos porque queremos mudar o futebol. Lutamos porque amamos o futebol. Lutamos pelas ideias do Dr. Sócrates. Lutamos pelo nosso sonho de Torcedor apaixonado.

Os brasileiros se acomodaram e deixaram de lutar por seus ideais?

O Brasil vive uma fase de imobilismo social. Não tem como negar que a estabilidade do Plano Real, e depois os avanços sociais (ainda que não profundos, isto é, avanços superficiais), não tem como negar que o quadro nacional hoje facilita essa estagnação da massa e esse marasmo político. Outro grande fator culpado disso foi a ascensão da "oposição" histórica no poder. A "situação" de mais de 500 anos não possui vontade de agito. E a pretérita "oposição" não pensa em fazer agito agora que está no governo. É uma situação complexa. No entanto, o brasileiro não é um povo acomodado. Isso é uma inverdade. Olhe para nossa história: Tiradentes, Zumbi, João Cândido, Canudos, Lampião, Brizola na Legalidade. O brasileiro é povo de luta. Basta acordar desse berço esplêndido. E aí surge a tarefa: como acordar? Nosso movimento entende que o futebol é o modus operandi mais qualificado para englobar a massa na luta por justiça social. O problema é a dificuldade, devido a baixa inteligência e compreensão da realidade, dos "líderes políticos" abraçarem essa ideia.

Quais os planos da FNT para 2013? Continuará a luta contra a privatização do Maracanã? Tem algum plano de protestos para a volta das bandeiras de cabo aos estádios de São Paulo?

A luta contra a privatização do Maraca é permanente. E, mesmo que a gente consiga impedir a privatização, seguiremos na luta por um Maraca com cara de Torcedor, não elitista, por um Maraca popular. Lutaremos por mudanças no Estatuto do Torcedor. Lutaremos pela aprovação da PEC Dr. Sócrates (202/2012), a PEC da regulamentação desportiva. E, sim, caso a gente consiga o quanto antes reestruturar a FNT em São Paulo, vamos para esse combate pela volta das bandeiras.

Quais as consequências da realização da Copa do Mundo para o povo e para o torcedor brasileiro?

A Copa do Mundo é uma grande festa. O povo gosta. Não podemos negligenciar isso. Nós Torcedores, mesmo, gostamos bastante. A grande questão é se a Copa vai elitizar o futebol nacional. Infelizmente já temos esse reflexo. E isso não é positivo. Não lutamos contra a Copa. No entanto, lutamos por um legado verdadeiramente social-esportivo com a Copa no Brasil. E lutamos por uma Copa do povo, uma Copa com cara do povo brasileiro.

Como o torcedor comum pode ajudar a FNT nessa luta popular?

O torcedor comum pode ajudar seguindo nossas páginas no facebook, filiando-se em nosso site (infelizmente hoje fora do ar), e participando dos nossos eventos.



Clique aqui e visite o facebook oficial da Frente Nacional dos Torcedores.